terça-feira, setembro 15, 2009

1990 -Ayrton Senna, um título questionado por alguns mas sem dúvida o mais rápido e Fuji foi apenas uma tarde infeliz.Nascia uma lenda na F1.

A primeira temporada dos anos noventa na Fórmula Um, foi marcada novamente pelo duelo entre Ayrton Senna e Alan Prost, que disputaram o título até ao último GP., que seria assombrado pelo toque do piloto brasileiro atirando Prost para fora da pista. Para alguns analistas Alan Prost tal como Ayrton Senna em 1989, foi o campeão moral, todavia a verdade para nós historiadores o piloto brasileiro para todos os efeitos foi o mais rápido em pista e a estatística das vitórias e das poles torna-o simplesmente um piloto ímpar. De facto a maioria dos jornalistas ingleses e franceses, ignoraram que o MP4-B era um F1 sofrível que nas mãos do piloto brasileiro, conheceu oito pole position e seis vitórias absolutas. Dois aspectos devem ser salientados quando se considera a evolução da aerodinâmica, responsável pela queda monumental de todos os recordes dos circuitos de Grand Prix e a segurança que cockpit dos F1, que foram efecientes evitando a fatalidade nos vários acidentes que ocorreram durante a época. O Mundial de 1990, iniciava-se no continente americano, em Fhoenix .Ayrton Senna vence sem contestação, os Ferraris decepcionaram e Jean Alesi foi a revelação ao ocupar o 2º posto com o modesto Tyrrell 018, no final da prova o francês afirmou “Foi um sonho lutar com o Ayrton, meu ídolo desde os tempos da F3”. No Brasil, em Interlagos o Ferrari 641, obtém a vitória absoluta, depois de um toque de Senna em Nakajima, até então o piloto da casa tinha dominado os treinos e a prova, mesmo assim chega ao pódio (foi 3º). A uma questão levantada pela imprensa, Alan Prost responde sobre o seu triunfo “Se pensasse que só ganharia provas quando o Ayrton tem problemas, abandonaria”. Em Imola o terceiro vencedor da época, Ricardo Patrese e a Ferrari anuncia a entrega de motores à Minardi e a Yamanha chega a acordo para o fornecimento de propulsores à Brabham. No Mónaco, Aryton Senna, foi imperial e consciência do seu feito ficou registado em breves palavras “Estou mais rápido que a Mclarem”. No final da prova apenas seis sobreviventes e Alex Caffi (6º) em Footwork Arrows A-11B, deu os primeiros pontos a esta modesta equipa. No GP do Canadá, a Mclarem domina, Gerard Berger ganha na pista e perde na secretaria ao ser penalizado por falsa partida, Ayrton Senna é o vencedor e Nelson Piquet é segundo numa corrida onde seria fortemente pressionado pelos Ferrari, Piquet diria: “Eu parecia uma sandwiche entre as duas Ferraris. Fiz valer os meus treze anos de Fórmula 1”. No México, Alan Prost partiu para uma notável sequência de três triunfos e no Circuito Hermanos Rodriguez, agressivo desde a partida, arriscando nas ultrapassagens, o francês ultrapassou quase metade dos pilotos em pista no caminho da vitória. Apesar de tudo, Aryton Senna dominou até à 40ªvolta sendo vítima da estratégia de troca de pneus da equipa. Em Paul Ricard e Silvestorne o Ferrari de Alan Prost vence mas na corrida inglesa Nigel Mansell foi a vedeta em pista, no final da prova anuncia o seu abandono da F1 : ”Continuarei a competir a 100% até final do ano , e espero ganhar um ou dois GPs. Farei tudo o que puder para ajudar o Alain a ganhar o campeonato. Estou muito contente pela Ferrari ter conseguido o que se vê.Adelaide será o meu último GP. Na Alemanha, foi a vez da Ferrari fazer todo errado numa vitória fácil de Ayrton Senna onde Sandro Nannin foi o seu único adversário o italiano que admitiu que “…era mais rápido no “estádio”, mas o Ayrton era o mais rápido na 2ª chicane e por isso me ultrapassou à entrada da 3ª “. No Hungaroring, o Wiliams FW18 faz a pole e ganha com Thierry Bousten, os acidentes sucedem-se de fora Nannin, Berger, Alesi e Prost. Piquet é entre os favoritos o 3º no pódio e Senna, segundo, jogou para os pontos como expressa o seu comentário à prova:”Este é um belo resultado para mim”. A Camel anuncia o patrocínio à Benetton e à Wiliams. Em SPA, Ayrton Senna bate a concorrência de ponta a ponta e renova com a Mclarem Internacional apesar do interesse de Frank Wiliams em tê-lo no seu team. Em Monza Ayrton Senna bate o francês e impede a desejada vitória dos carros de Enzo Ferrari e a FISA apresenta novas regras que terão efeito a partir de 1991, numa época em que as velocidades em curva impõem forças laterais na ordem dos 4.5G. No Estoril, Nigel Mansell vence e Alan Prost é terceiro e a tensão cresce na equipa, o piloto francês afirma “Decidamente não tenho sorte com os meus companheiros da equipa” e Nigel Mansell rematou “Senna é um dos maiores pilotos da F1…” . A Renault Sport confirma que a partir de 1992 fornecerá motores à Ligier e a Lotus e a Laurosse perdem os motores da Lborghini. Sandro Nannin era contrato pela Ferrari Sport e Jean Alesi estava então em negociações, num momento em que a tensão crescia na equipa de Maranello. Em Espanha, uma dobradinha da Ferrari e o vencedor Alan Prost não evita o seu contentamento “Agora sim, a Ferrari trabalhou como equipa”. Nigel Mansell surpreende o padock da F1, quando assina um contrato com Frank Wiliams, depois de anunciar solenemente com toda a família na box da Ferrari dois meses antes, o gigante inglês diria então: “Eu mesmo estou surpreso por ter revertido a minha posição. As razões são muitas e positivas. Sempre afirmei que não estou na F1 só pelo dinheiro ou para fazer número, mas para ganhar corridas e, se possível, o campeonato”. No Japão, em Fuji, mais uma vez a temporada acaba mal, com Ayrton Senna a colidir em Prost, Nelson Piquet vencedor da corrida japonesa, sobre a manobra de Ayrton, diria “Ele simplesmente entrou na traseira de Prost”. Num final de Campeonato justo, mas infeliz , o novo campeão diria. “Foi a temporada mais difícil da minha carreira, sem dúvida. Mas a conquista do bicampeonato, depois de toda a pressão que sofri, acabou tendo um saber especial". A Mclarem renovava novamente o título graças a Ayrton Senna que obteve por pouco o dobro da pontuação de Gerard Berger o número dois da equipa. Mundial de Pilotos: 1ºA.Senna (BR) 78; 2ºA.Prost(F) 73; 3ºN.Piquet(BR) 44; 4ºG.Berger (AUS) 43; 5ºN.Mansell (GB) 37; 6ºT.Bousten (BL) 34; 7ºR.Patrese (I) 23; 8ºA.Nannin (I) 21; 9ºJ.Alesi (F) 13; 10ºI.Capelli (F) 6; 11ºR.Moreno (BR) 6; 12ºA.Suzuki (J) 6;13ºE.Bernard (F) 5; 14ºD.Warwick (GB) 3; 15ºS.Nakajima (J) 3; 16ºS.Modena (I) 2; 17ºA.Caffi (I) 2 e 18ºM.Gugelmin (BR) 1. Mundial de construtores: 1ºMclarem (121); 2ºFerrari (110); 3ºBennetton (71); 4ºWiliams (57) 5ºTyrrell (16); 6ºLaurosse (11); 7ºLeyton House (3); 8ºBrabham (2) e 9ºArrows (2).

domingo, setembro 13, 2009

1990 - O ano de Sainz e das vitórias latinas sobre os "rallyman" do Norte da Europa


1990 – Depois das previsíveis temporadas anteriores, um ano cheio de surpresas, com o jovem espanhol, Carlos Sainz a confirmar o título de campeão do Mundo de rallys após uma série de provas notáveis em 1989. Os Toyota do team Europe mostraram-se pela primeira vez ganhadores apesar de o título uma vez mais ter sido ganho pela Lancia Martini. Em Monte Carlo, Didier Auriol vence numa prova sem neve com menos um minuto que Sainz. O Lancia Integrale exerce um domínio sem precendes no rally de Portugal, com vitória de Massimo Basion, Carlos Bica é o melhor nacional em 5º e a Lancia coloca seis carros nos sete primeiros lugares. Em Inglaterra a nova máquina da Ford o Sierra 4x4 Cosworth inicia os testes. No Safari, a Toyota obteve o primeiro triunfo da época, com Bjorn Waldegaard verdadeiro especialista que obtém a sua quarta vitória no Quénia. A estreia do novo Subary , o modelo Legacy, pilotado por Markku Allen, mostra alguma competitividade e o local Pactrick Nijuri com um modelo idêntico, mas de grupo N termina em 8º sendo o primeiro grupo N a terminar a demolidora prova africana. Na Córsega, nada a fazer contra os pilotos locais, Didier Auriol obtém a terceira vitória consecutiva no rally e a Lancia o terceiro da temporada. Carlos Sainz, opta por uma prova táctica, no final declarava acerca da última etapa quando lutava com o francês: “Levantei o pé de imediato, e pensei imediatamente: que se dane a vitória, é preciso chegar ao fim para garantir o segundo lugar. Na Acrópele, a primeira de Carlos Sainz numa prova mundial o Celica GT4 obtém a sua primeira vitória na Europa. Mas a curiosidade da prova foi a invasão dos helicópteros das equipas oficiais nada menos que cinco: da Toyota, Lancia, W, Jolly Club, Top Run e da Provide.Na Nova Zelândia e sem a Lancia, Carlos Sainz obtém nova vitória e a Mazda e a Ford anunciam novas montadas para breve. Na Argentina, Carlos Sainz bate violentamente mas termina em 2º e Massimo Biassion obtém a 5º vitória consecutiva da Lancia Martini nas pampas. Nos 1000 Lagos, vitória histórica de Carlos Sainz numa prova jamais ganha por um escandinavo, mesmo assim com apenas 19s sobre Ary Vatanen com o velho Mitsubhish Galant VR4 e com Keneth Eriksson no 3º posto. A velocidade média do rally foi cronemetrada em 112Km/h e a velocidade máxima numa classificativa atingiu os 205 Km/h . O piloto espanhol afirmou que: “Este rally é muito rápido e foi difícil para mim decidir o ritmo que deveria tomar, tendo o título jogo”. Jukka Kankkunen regressa às vitórias na Austrália numa altura em que os campeonatos de pilotos e marcas estão já decididos.Walter Rohrl abandona a competição automóvel, o bi-campeão mundial de rallys, dedicava-se então à velocidade como piloto do Team Audi. No San Remo, vitória habitual da Lancia Martini através de Didier Auriol que obtém a terceira do ano e a britânica Louise Aitaken (Opel Kadett GSI), ganha o campeonato de senhoras após a desistência da bela Paola Martini. Uma vez mais o rally da Costa Martin, é corrido para cumprir calendário sem favoritos o local Pactrick Tauziac em Mitsubhish Galant Vr4 vence fácilmente e Derek Wrwick, piloto de F1 anuncia em Londres que estaria no RAC com Legacy da Provide. A prova inglesa deixa de ser um rally secreto, os finlandeses abandonam e Carlos Sainz é o primeiro latino a ganhar no RAC.Ove Andersson director do Team Team Europe: “Só posso agradecer ao Carlos por tudo o que ele fez este ano.Ele motivou toda a equipe com as suas vitórias e tornou realidade o meu sonho de há 15 anos”.O ano de 1990, mais do que uma invasão japonesa, como na Fórmula 1, nos rallys assistiu-se a uma autêntica tomada pela indústria japonesa. Esta era uma faceta da universalização do Campeonato Mundo, uma das ambições de Jean Marie Balestre, Presidente da FIA e da FISA, na verdade os pilotos ao serviço das marcas nipónicas disputavam os primeiros lugares dos rallys e a Toyota terminava o ano em condições de lutar abertamente pelo ceptro. O belga Robert Droogmans é o campeão da Europa de Rallys. Carlos Bica obtém o tri-no Nacional de Rallyas e Ary Vatanen volta a ganhar no Paris –Dakar dominado por pilotos que habitualmente disputavam o Mundial de Rallys: Mundial de Pilotos (10ºs primeiros): 1ºC.Sainz (E) 140; 2ºD.Auriol (F) 95; 3ºJ.Kankkunen (SF) 76; 4ºM.Basion (I) 32; 6ºD.Cerrato (I) 30; 7ºR.Stohl (A) 29; 8ºK.Eriksson (S) 27; 9ºA.Fiori (I) 25; 10ºIngvar Carlsson (S) 22. Mundial de Marcas(10ºs - 1ºLancia (140); 2ºToyota (101); 3ºMazda (73) 4ºMitsubhish (58); 5ºAudi (43); 6ºBMW (37); 7ºRenault (30); 8ºNissan (18); 9ºVolswagwn (15) e 10ºRenault Argentine 10.

quinta-feira, setembro 10, 2009

1989 - Alan Prost vence num duelo infernal com Ayrton Senna

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O Mundial de F1 , de 1989 será recordado como mais um ano onde Ayrton Senna se mostrou como o mais rápido piloto da época, ainda em que o mesmo tinha sido vencido pelo tri-campeão Alan Prost, que em apenas dois grandes prémios bateu claramente o campeão brasileiro. Ayrton Senna não só igualou o seu record de 13 poles positions, como ultrapassou o antigo recorde (33) de outra lenda da F1 , Jim Clark. Com seis vitórias e cinco abandonos lutou até ao fim pelo título que seria entregue ao “Professor” que apenas abandonou no Canadá e somou quatro triunfos. A nível dos Construtores a Mclarem voltou a triunfar mas a Ferrari, a Benetton e a Wiliams em determinados GPs, mostraram que eram capazes de vencer os Mclarem vermelhos e brancos. Na história do campeonato, Nigel Mansell vence surpreendentemente no Brasil com o novo F640 da Ferrari, numa prova em que 38 pilotos (6 estreias) apresentaram-se nas qualificações e Ricardo Patrese batia o novo record de participações em GP (177). A prova seria marcada pelo pavoroso acidente de Fhilippe Streif (AGS) que a 250 Km/h foi catapultado por cima do rail na curva Ribeirinho e o resultado seria a indesejada lesão medular que atiraria para uma cadeira de rodas. Em San Marino, Senna e Prost, trocam de posições e na última das quais, Senna rompe com acordo da equipa e ganha a prova. Alan Prost afirma “Senna não tem palavra”. Mais um acidente grave sem consequências para Gerard Berger que bate a mais de 200Km/h o carro incendiou-se de imediato, mas a eficiência dos comissários de pista que libertem do monolugar em 15.2s salvam o austríaco. No Mónaco simplesmente , Senna de ponta a ponta, ao mesmo tempo que novas regras entravam de imediato em vigor, entre elas . – o aumento da abertura do habitáculo ou a melhoria da visibilidade traseira. A saga de Senna continua no México com a terceira vitória consecutiva. Nos Estados Unidos finalmente a primeira vitória de Alan Prost, no 400ºGP da Lotus que recebe a notícia triste do seu antigo engenheiro, Maurice Fhilippe, retirado em 1983 da competição e um dos projectistas dos modelos mais famosos do team britânico, os modelos 49 e 72D. No GP do Canadá, Tierry Bousten (Wiliams FW12C) obtém a sua primeira vitória em GP interrompendo as vitórias dos pilotos que nos últimos GPS chegavam ao lugar mais alto do pódio desde 1986: Senna, Prost, Berger, Mansell e Piquet. Em Paul Ricard, Alan Prost vence em casa e Nigel Mansell é o herói do GP partibdo do último posto termina em 2º. Na reunião com a imprensa Alan Prost declara “Não correrei pela Mclarem no próximo ano?” a guerra fria jogava-se no interior da Mclarem Internacional. Em Silvestorne o pequeno francês obtém a terceira vitória do ano e lidera o Mundial da F1 com 20 pontos sobre Ayrton. Gerad Berger é anunciado como futuro piloto da marca inglesa e Michele Alboreto é apeado da Tyrrell. Na Alemanha, Senna soma a 4ºvitória do ano após quatro abandonos consecutivos que acabaram por lhe custar o título.Nigel Mansell bate sem contestação os Mclarem no Hungaroring e se a Ferrari vence a corrida, nos treinos o rei foi Ricardo Patrese que interrompeu as polés habituais da Mclarem. Em SPa, num circuito técnico e histórico, Ayrton obtém a 50ª Vitória da Mclarem. Em Monza, Ayrton Senna domina até abandonar com o motor partido (…) Alan Prost obtém a última vitória da temporada, a Mclarem sagra-se campeão de construtores, os tiffosi já consideram o piloto francês seu piloto (da Ferrari). Em Portugal, Gerard Berger é o vencedor e Nigel Mansell e Ayrton Senna, evolvem-se num acidente, o brasileiro afirma: “ Foi uma atitude irresponsável.” Em Espanha, Ayrton Senna obtém a 40ºpole da carreira e sai com a vitória em Jerez de la Frontera. O Mundial abandona a Europa e em Fuji o caso do ano. Ayrton obtém uma estrondosa pole, mas Alan Prost lidera até à 47ª volta, os Mclarem chocam e o brasileiro sobrevive e ganha sendo desclassificado de seguida o que permite a consagração de Alan Prost. A guerra da vitória seria discutida na Secretaria, mas o presidente da FIA, Balestre, analisa a situação da seguinte forma: “É uma pena que dois dos melhores pilotos do mundo mostram tanta falta de respeito pelos regulamentos. Para mim, Prost é campeão mundial”.No meio da tempestade corre-se em Adelaide, Thierry Bousten volta à vitória, mas o circuito australiano não apresentava as condições mínimas para a sua realização e a sua paragem era mais que justificada, Nelson Piquet no final da prova declarou “Tive muito medo. Só um idiota não teria. Andamos a 200 Km/h e a visibilidade é de 2 metros. Há uma diferença entre ser estúpido e valente”. Mundial de Pilotos: 1º A.Prost (F) 76; 2ºA.Senna(BR) 60; 3ºR.Patrese (I) 40; 4ºN.Mansell (GB) 38; 5ºT.Bousten (BL) 37; 6ºA.Nanin (I) 32; 7ºG.Berger (AUS) 21; 8ºN.Piquet (BR) 12; 9ºJ.Alesi (F) 8;10ºD.Warwick (GB)7; 11ºS.Johasson (S) 6; 12ºM.Alboreto (I) 6; 13ºE.Cheever (USA) 6; 14ºJ.Herbert (AUS) 5; 15ºP.Martini (I) 5, 16ºA.Cesaris (I) 4; 17ºM.Gugelmin (BR) 4; 18ºS.Modena (I) 4; 19ºA.Caffi (I) 4; 20ºM.Brundle (I) 4; 21ºS.Modena (I) 4; 22ªM.Brundle (22) 4; 23º C.Dannner (D) 3; 24ºS.Nakajima (J) 3; 25ºR.Arnoux (F) 2; 26ºE.Pirro (I) 2; 27ºJ.Palmer (GB) 2; 28ºG.Tarquini (I) 1; 29ºO. Grouillard (F) 1 e 30ºL.Perez Sala (E) 1. Mundial de Construtores: 1ºMclarem (141); 2ºWiliams (77);3ºFerrari(59); 4ºBenetton (39); 5ºTyrrel (16); 6ºLotus (15); 7ºArrows(13; 8º Dallara (8); 9ºBrabham (8); 10ºOnxy (8); 11ºMinardi (4); 12´ºMarch (4); 13ºRial (3); 14ºLigier (3); 15ºAGS (3) 16ºLola (3).

quarta-feira, setembro 09, 2009

1989- O bis de Massimo Basion e o 7º título da Lancia Martini

O ano de 1989 seria novamente dominado pela Lancia Martini e por Massimo Biasion que venceria o mundial pela segunda vez consecutiva, a equipa italiana chegava ao sexto título. Contra os Lancia que tudo pareciam vencer, nada a fazer, numa época em que de novo o Mundial de Rallys parecia um Troféu Delta. Na Suécia, uma surpresa Ingvar Carlsson em Mazda 323 4WD , ao fim de 14 anos de rally a sua primeira vitória ao mais alto nível. A Lancia estava representada pela Astra e Mikael Eiksson seria segundo numa prova denominada pelos suecos. O Monte Carlo seria enlutado pela morte Lars Eik Thorph um piloto em ascensão e que desempenhava a função de piloto batedor de Frederick Shoghag e Massion Basion triunfou num pódio exclusivo dos Lancia Integrale HF. Em Portugal o italiano obteve a segunda vitória da época no segundo pódio consecutivo da Lancia e Carlos Sainz com a verão do Delta HF em 6º era o melhor nacional. Os Toyota passaram pelo comando da prova, os seus pilotos andaram a 200% e o violento despiste de Carlos Sainz afastaram em definitivo as esperanças dos carros japoneses. No Quénia, mais uma de Massimo Biasion, que recebeu pela segunda vez, os louros da vitória, no Safari. Uma grande alegria para o italiano, que mesmo assim, não deixou de preocupar os analistas mundiais de ralis, nessa altura desiludidos com a evolução do Mundial, já tão “moribundo” por causa do incessante domínio dos Lancia. Na Córsega, a Lancia recrutou Didier Auriol e ganhou com autoridade um rally em que os BMW e os Toyota acabaram por surpreender favoravelmente. O BMW M3de François Chatiriot, foi sempre o principal adversário de Didier Auriol, conseguindo mesmo ultrapassar o favoritismo de Yves Loubet, que tripulava um carro idêntico ao de Auriol. Depois a chuva estragou tudo e beneficiou umavez mais os carros de tracção “Integrale”, o piloto francês declarou “Ele só contava com Yves. Agora percebeu porque ando de BMW”.Massimo Biasion vence na Grécia no terceiro pódio da Lancia Martini. Os Celica GT4 de Sainz e Kankkunen , fizeram figura neste rali, mas depois de terem estado nos primeiros lugares, os chassis não aguentaram, desfazendo-se, mesmo assim como as transmissões. Durante a prova, Jukka Kankkunen afirmava: “O meu carro desfaz-se. A equipa fê-lo andar, mas ele não aguenta esse ritmo”. O piloto local, Jigger (9º) que alinhou com a perna esquerda engessada, optando por isso, pela embraiagem automática Valeo. Mesmo assim seria o melhor nacional. Sem a Lancia, Ingvar Carlsson conquistou uma das mais fáceis vitórias da temporada. Para a Mazda, esta ida à Nova Zelândia estava na linha de um programa traçado, para viabilizar também a participação no rally da Austrália, depois de não alinhar na Acrópele, por se ter considerado o 323 pouco fiável. O sueco no fim do rally confessava que “ Depois de ter ganho na Suécia foi preciso atravessar o Mundo para repetir o feito. Que terei de fazer a seguir”. Nunca se tinha visto uma coisa do género: cinquenta mil ou mais espectadores, estavam nas tribunas do estádio de Córdoba, para aplaudir três Delta oficiais, um Audi 200 Quattro, um par de Subaru, e outros Renault 18, para além de mais umas dezenas de marcas sem qualquer significado. Cinquenta mil desejosos de dar os seus maiores aplausos directamente a um rally onde a Lancia obteve os pontos necessários para que a certeza matemática do título se confirmasse, pela terceira vez consecutiva. O sueco Mikael Eriksson, outro piloto convidado pela a Lancia Martini na hora da vitória dizia: “Não queria viria.Não queria alinhar nesta prova, que tinha preparado mal. Afinal ganhei”. Nos 1000 Lakes a surpresa era Mikael Eriksson por duas razões, a primeira por ter sido o primeiro não finlandês a ganhar a prova e a segunda, por ter sido a primeira vitória do Mundial de um Mitsubhish, o feito foi conseguido pelo GalantvR4, mas Carlos Sainz na terceira posição foi a estrela do rally o espanhol afirmava “Andei a 100 %, voei durante três dias, e acabei a voar (…) fora da estrada”. Nova vitória não Lancia, os Toyota Celica GT4, obtinham a primeira dobradinha com Jukka Kankkunen à frente de Mikael Eriksson, Markku Allen no lugar mais baixo do pódio queixava-se da competitividade do Lancia. Os australianos estavam eufóricos com o sucesso da estreia do seu rally. Numa prova praticamente para os pilotos locais o frágil Renaault GT5 Turbo de Alan Oreille triunfava naquela prova que foi a única ganha por um carro de Grupo N. Em San Remo, a quinta vitória de Massimo Biasion com a nova versão do Integrale com a versão 16 válvulas e que surgiu pintado de vermelho em vez de branco, que o italiano na hora da dupla consagração chamou da “mulher de vermelho”. Sem os Lancia no RAC, o Galant VR4 obteve a segunda vitória, numa prova discutida ao segundo entre Penti Arikala e Carlos Sainz, o finlandês da Mitsubhish declarou no final do rally “Ao fim de tanto tempo, consegui aquilo que mais ambicionava: Vencer o RAC. Mas o Sainz ia-me estragando os planos”. Os Toyota no final do campeonato mostravam-se mais fiáveis e competitivos, novos desafios esperavam a marca nipónica. Yves Loubet em Lancia Delta Integrale ganhava o Europeu, no Paris-Dakar que se tornava uma prova prestigiada e menos uma aventura, o Peugeot 405 Turbo 16 era o vencedor e em Portugal, o título era naturalmente para Carlos Bica. Mundial de Pilotos (10ºs): 1ºM.Biasion (I) 106; 2ºA.Fiori (I) 65; 3ºJ.Kankkunen (SF) 60; 4ºD.Auriol (F) 50; 5ºM.Eriksson(S) 50; 6ºK.Eriksson (S) 47; 7ªCarlsson(S) 47; 8ºC.Sainz (E) 43; 9º M.Allen (SF) 39 e 10º A.Oreille (F) 27. Mundial de Marcas: 1ºLancia (140); 2ºToyota (101); 3ºMazda (73); 4ºMitsubhish(58); 5ºAudi (43); 6ºBMW (37); 7ºRenault (30); 8ºNissan (18); 9ºWolswagen (15); 10ºRenault (10).

domingo, setembro 06, 2009

1988- Senna o campeão no monopóilio da Mclarem

A edição de 1988, foi marcada pela supremacia da Mclarem-Hona que venceu as quinze provas do campeonato, com Ayrton Senna a obter o título de campeão do Mundo pela primeira vez Ou seja, o Mundial de F1, foi deveras monótono na medida em que a primeira curva do circuito era determinante para a vitória final em cada prova. Na primeira prova do ano, Ayrton Senna foi desclassificado por erro da Mclarem e Alan Prost obteve a sua quinta vitória no GP brasileiro. Em San Marino o domínio da Mclarem é esmagado e na largada o GP decide-se a favor de Senna face ao atraso de Prost. No Mónaco o domínio de Senna é esmagador durante os treinos e a prova que termina com erro a 12 voltas do fim, o “professor” volta a ganhar. No México, a Ferrari apresenta-se com um motor melhorado e V6 Turbo da Renault é anunciado como o motor que deveria equipar a Wiliams por um período de três anos, Prost domina e Senna responde com nova vitória no Canadá .Em Detroit sexta vitória da Mclarem e quarta dobradinha da Mclarem, Senna vence e Prost responde com vitória em casa no circuito de Paul Ricard. Harvey Postlethwaite, introdutor dos chassis compósitos na Ferrari sai para a Tyrrell e o GP de Inglaterra, numa época marcada pelo passeio da Mclarem foi notícia pelas aquisições da Ferrari que contratou Nigel Mansell e Thyerri Bousten que se revelava então como melhor piloto dos atmosféricos é recrutado para a Wiliams-Renault. Em Silvestorne os Ferrari dominam a primeira linha da Grelha de Partida. Ayrton Senna é irresistível na chuva e domina a prova e volta a aparecer no GP de Alemanha e o brasileiro repete novo triunfo demonstrando que à chuva não tem adversários. No Hungaring o campeonato chega ao rubro Senna/Prost luta pela vitória de forma emocionante, o brasileiro é mais forte e saem pontualmente empatados para a Bélgica onde Ayrton obtém a sétima vitória da temporada. Em Monza, o cenário é o habitual, Senna domina os treinos e Prost mais feliz lidera a prova mas a duas voltas do fim abandona a prova e Gerard Berger ganha com a Ferrari para contentamento da multidão de italianos que se deslocam anualmente ao circuito italiano. No Estoril, Alan Prost volta às vitórias e a confiança do piloto francês é indiscutível “Se para ganhar o campeonato precisamos de correr estes riscos, eu não quero, pois nem preciso”. Prost apresenta-se imparável em Jerez de la Frontera, o ambiente na Mclarem Internacional é desconfiança e Senna declara no final do GP “Tem alguma coisa de muito estranho, em 12 corridas temos praticamente o mesmo consumo e agora,em duas provas seguidas o meu motor consome muito mais do que o de Prost?”. O Mundial decidia-se nas duas últimas provas fora da Europa, em Suzuka, Ayrton Senna obtinha a décima vitória do ano e na Austrália o piloto brasileiro apesar de inferiorizado com uma luxação numa das mãos obtém a 13´º pole em 1988 e domina o GP até à 25º volta, altura em que um toque com René Arnoux favorece Alan Prost que vence mas a 2º posição é suficiente para o título. Entre os pilotos que brilharam durante a época, destaca-se Gerhard Berger, como o mais rápido da equipa Ferrari e foi pela sua generosidade ao volante que se ficaram a dever alguns dos mais emotivos da época. Thierry Bousten, por seis vezes o mais rápido dos atmosféricos com o mesmo número de pódios. Enzo Ferrari, um verdadeiro mito da F1, vítima de uma insuficiência renal aos 90 anos, partia o homem, ficava a obra. Gerhard Berger, diria: “Ele foi um grande homem, com uma fortíssima personalidade. Creio que muitos pilotos gostariam de ter pilotado para ele, e fico feliz por ter sido um deles. Teria adorado ir a Maranello vê-lo no dia que ganhei em Monza. Só para ver a sua cara”.Mundial de Construtores: 1ºMclarem (199);2ºFerrari (65); 3ºBenetton(46);4ºArrows(28); 5ºLotus (21); 6ºWiliams (20); March(20);8ºTyrrell(5); 9ºRial(3) e 10ºMinardi (1). Mundial dePilotos: 1ºAyrton Senna(BRA) 90; 2ºA.Prost (F) 87; 3ºG.Berger (AUS) 41; 4ºT.Bousten(BL) 31; 5º M.Alboreto(I) 24; 6ºN.Piquet (BR) 20; 7ºI.Capelli(I) 15; A.Nannin (I) 15; D.Warwick (GB) 15; 10ºN.Mansell (GB) 12; 11ºR.Patrese (I) 8; 12ºE.Cheever (USA) 5; M.Gugelmin (BR)5; J.Palmer (GB) 5; 15ºA.Cesaris (I) 3; 16ºS.Nakajima (J) e P.Martini (I)

sábado, setembro 05, 2009

1988 - O dominio absoluto do Delta de grupo A

A Lancia inicia o Mundial de 1988 com uma vitória de Bruno Saby cuja facilidade acabou por ser uma característica dominante em toda a época. O 3ºlugar, de Jean Pierre Ballet foi a surpresa da prova, uma vez que os novos Grupos A não era favoráveis ao 205 GTI da Peugeot. Markku Alen (Lancia) volta às vitórias após seis meses de azar e Stig Blomqvist é o melhor sueco e o Ford Sierra XR 4x4 obtém o melhor resultado desde a sua estreia e a Mazda que domina nos primeiros troços não coloca qualquer carro à chegada. No Rally Vinho do Porto, Masimo Biasion estreia e ganha a nova versão do Integrale e Markku Allen termina numa posição modesta o 6º o 100 Rally da sua carreira. Inverno Amaral no Renault Gapl, 11 Turbo, é 9º e melhor nacional, No Quénia, a Lancia mantém a invencibilidade e Biasion permite que a equipa italiana faça a festa no Safari, dezanove anos após a sua última no rally africano. Os Nissan 200SX obtém os lugares imediatos através do local Mike Kirkland e de Per Eklund, mas Jukka Kankkunen de regresso ao Toyota do Team Europe liderou parte do rally até à quebra do turbo seria o 5º à chegada. Na Córsega mais uma vitória de um francês, Didier Auriol que conquista a primeira vitória no Mundial da Ford desde 1979, com o Ford Sierra Cosworth RS. A Toyota estreou o Celica 2000GT-Four e termina em 6º graças a Kenneth Eriksson. A BMW com o M3 que vencera em 1987 é a grande decepção com o 4º de Francois Chatiriot e 7º de Bernard Beguin. No calor da Grécia uma prova sem história, a Lancia Martini voltava às vitórias ocupando os quatro primeiros lugares e Miki Basion obtinha a terceira vitória da época e praticamente o Mundial estava decidido a nível de pilotos e marcas. Nova vitória de Miki Basion no Rally Olimpus onde a Lancia sagra-se campeã do Mundo de Rallys a meio da temporada o que ocorre pela primeira vez na história. As potencialidades da Lancia ficaram de mais evidentes quando o piloto privado Paolo Alessandrini com a versão de 1987, passaram pela liderança da prova e o histórico piloto norte americano, Jonh Buffum comum Audi 200 Quatro colocou-se em 3º à frente de outros pilotos regulares no mundial. O Rally da Nova Zelândia, contava apenas para o Mundial de pilotos e as marcas oficias ficaram pelo continente americano para a disputa do Rally da Argentina. O vencedor Josef Haider em Opel Kadett GSI ausente do mundial há mais de 10 anos limitou-se a dominar os pilotos locais de resto o grande favorito, o britânico Jimmy Mcrae abandonou a prova com problemas de motor. Na argentina, mais um pódio da Lancia e o argentino Jorge Recalde torna-se o primeiro sul americano a vencer uma prova do Mundial os Renualt 18GTX eram as máquinas mais utilizadas pelos pilotos locais. A prova fnlandesa as equipas oficiais voltam ao Mundial e Integrale permite a 6º vitória no 1000 Lagos, a Markku Allen e Didier Auriol agora com o Cosworth RS, da Ford é 3º e a melhor posição de sempre de um não- escandinavo. Na Costa do Marfim, uma prova com sem marcas oficias e com apenas um piloto de nomeada do segundo pelotão, Rudolf Stoh que com Audi Coupé Quattro domina até um grave acidente o afastar da prova e permitir a vitorio ao melhor piloto local ,de origem francesa Alan Ambrosino em Nissan 200Sx. Em San Remo a quinta vitória de Massimo Biasion com quatro italianos em Lancia nos primeiros lugares numa prova em que Jukka Kankkunen andou na frente até destruir o Toyota Celica. No RAC a décima vitória da Lancia e a mais uma de Markku Allen. Pela quarta vez consecutiva, Jukka Kankkunen domina uma prova até partir o Celica GT2000. O eng. Claudio Lombardi sobre a evolução da Lancia no grupo A: “Sem o Grupo A, a Lancia nunca teria desenvolvido o DELTA da forma que o fez. Há três anos, estavam prontos para acabar com o modelo! Os rallies conseguiram agora popularizar os modelos Delta de produção de série. Sem o grupo A nunca teria havido versões turbo ou tracção integral. E esta tecnologia fi também passada para os novos Thema e Prisma”. Mundial de Pilotos (10ºs) : 1ºM.Basion (SF) 115; 2ºM.Allen (SF) 86; 3ºA.Fiori (I) 76; 4ºS.Blomqvist (S) 41; 5ºT.Salomen (SF) 33; 6ºB.Saby (F) 32; 7ºD.Auriol (F) 32; 8ºM.Eriksson (S) 30; 9ºY.Loubet (F) 27; 10ºJ.Recalde (RA) 27. Mundial de Marcas (10ºs).: 1ºLancia (140);2ºFord (79); 3ºAudi(71); 4ºMazda (66); 5ºToyota(46); 6ºRenault (32); 7ºBMW (25); 8ºNissan (23); 9ºSubaru (18) 10´Peugeot (10).

quinta-feira, setembro 03, 2009

1987 - Nelson Piquet um título sem oposição


Nelson Piquet chegava ao tri em 1987 com nove vitórias que foram precisamente as últimas nove provas da temporada. O segundo piloto do WiliamsFW11/ Honda, Nigel Manell apenas triunfou em San Mrino, foi segundo num campeonato em que terminou todas as provas nos lugares pontuáveis. Porém, Piquet era mais forte em Monza, Nigel afirmava:”Andei no limite nas últimas vinte voltas, o que não gosto de fazer num circuito tão rápido mas para bater Nelson tinha que ser assim!” Ayrton Senna, com o Lotus 99/ Honda venceu quatro GPS e contribui para que todos os pilotos no pódio de 1987 tivessem em comum um propulsor da Honda. Alan Prost que dominou o Campeonato até ao Gp do Mónaco somou três vitórias. E a Ferrari não ganhou provas no ano onde apenas houve quatro vencedores. A Wiliams venceu naturalmente o campeonato com quase o dobro da Mclarem e a Lotus voltava aos pódios nos anos 80. O britânico da Tyrrel, Jonath Palmer vencia o Troféu Jim Clark que premiava os carros não aspirados que estavam na era turbo longe dos pódios. A segurança e a robustez dos monolugares de F1 era um facto em San Marino, o Wiliams de Piquet despista-se a 270 Km/hm e quando Teo Fabi chega junto do piloto brasileiro estava deitado chão porém no Mónaco volta à competição após ausência na Bélgica. Em Detroit uma vitória de Ayrton Senna para a história da técnica a primeira com embriaguem de fibra de carbono. E as câmaras de TV foram testados no GP do Estoril no Lotus tripulado pelo Japonês S.Nakajima, no circuito português Ayrton Senna atingiu a velocidade máxima de 335.925 Km/h. Mundial de Pilotos:1ºN.Piquet (BRA) 73; 2ºN.Mansell (GB) 61; 3ºA.Senna(BRA) 57; 4ºA.Prost (F) 46; 5ºG.Berger (AUS) 36; 6ºS.Jonhasson (S) 30; 7ºM. Alboreto (I) 17; 8ºT.Bousten (BL) 16; 9º T.Fabi (I) 12; 10ºE.Cheever (USA) 8; 11ºS.Nakajima (J) 7, J.Palmer (GB) 7;13ºR.Patrese (I) 6; 14ºA,Cesaris (I) 4; P.Streiff (F) 416ºD.Warwick (GB) 3; 17ºF.Alliot (F) 3; 18ºM.Brundle (GB) 2; 19ºR.Arnoux (F); I.Capelli (I)e R.Moreno(BR)1. Mundial de construtores: 1ºWilams/Honda 137; 2ºMclarem/TAG Porsche 76; 3ºLotus/Honda 84; 4ºFerrari 53; 5ºBenetton/Ford 28;6ºArrows/BMW 11; 6ºTyrrell 11; 8ºBrabham /BMW 10; 9ºLola/Ford 3; 10ºZakspeed 2; 11ºLigier Megatron, March/Ford e AGS/Ford 1.

1986- Alan Prost volta a ganhar o Mundial

1986 consagrava novamente Alan Prost com quatro vitórias mas ao contrário do que tinha acontecidos nas três últimas temporadas, o francês deixava para o inglês Nigel Mansell o título de piloto com mais vitórias mas na soma dos pontos ficava a dois de Prost. Nelson Piquet com o Wiliams FW11Honda foi outro piloto na luta pelo título obtendo quatro vitórias em Gps. No confronto entre a Wiliams e a Mclarem, o resultado seria de 9/5 e a equipa de Frank Wiliams obtinha o seu primeiro título mundial. Ayrton Senna (Lotus 94Turbo/Renault) e Gerard Berger (Benetton B 186 BMW), eram os únicos vencedores não Wiliams ou Mclarem. O primeiro venceria em Jerez de La Frontera e Detroit e o segundo obtinha a primeira e da sua equipa na Cidade do México. O GP da Hungria no cicuito do Hungaroring era a primeira prova realizada na Rally Hessen com Ford RS200 que ficou partido no meio de um troço e J.Laffite em Brands Hatch, que viu o chassis do seu Ligier recuar 15 cm, era o seu abondono da F1, disputou 171 GP e venceu 5. Mundial de Condutores: 1ºWiliams 141; 2ºMclarem 96; 3ºLotus 58; 4ºFerrari 37; 5ºLigier 29; 6ºBenetton 19; 7ºTyrrell 11;8ºLola 6; 9ºBrabham 2; 10ºArrows 1. Mundial de Pilotos:1ºA.Prost (F) 72; 2ºN.Mansell (GB) 70; 3ºN.Piquet (BR) 69; 4ºA.Senna (BR) 55; 6º S.Johansson (S) 23; 7ºK.Rosberg (SF) 22; 8ºG.Berger (AUS) 17; 9ºJ.Laffite (FRA) ; M. Alboreto (I) e R, Arnoux (F) 14; 11ºM.Brundle (GB) 11; 12ºA.Jones (AUS) 4; 13ºP.Streiff (F) e R.Dumfries (GB) 3; 15ºT.Fabi (I), R.Patrese (I) e P.Tambay (F) 2; 18ºC. Danner (D) e F.Alliot (1)…

1985 - Finalmente o título para Prost


A Mclarem Internacional voltava a ganhar e Alan Prost era campeão do Mundo em 1985 com as suas cinco vitórias. O Ferrari 156 embora vencendo nos GPs do Canadá e na Alemanha, através de Michele Alboreto estavam longe da perfomance do MP4TAG. A Wiliams com FW10 vencia quatro GPs e apresentava-se como um carro bem nascido Nigel Mansell e Keke Rosberg pilotos da equipa dividiam as vitórias entre si.O Lotus 97/Renault conseguia através de uma estrela em formação, Ayrton Senna, sete polé position numa época e duas vitórias Espanha no Estoril sob chuva intensa e no histórico circuito de Spa. Elio Engelis outro jovem da equipa Lotus. obtém a sua primeira vitória em Imola. A Alfa Romeo abandona em definitivo a F1, como construtor, tal como Niki Lauda que apenas obteve uma vitória em Zandvoort. Foi tri-campeão do Mundo, participou em 152 GPs e obteve 24 vitórias A Fórmula 1, perde dois jovens alemães em corridas de Sport Protótipos, Stefan Bellof nos 1000 Km de Spa (biografia no Blog) e Manfred Winkelock em Mosport, numa prova do mundial de resistência. Mundial de Condutores: 1ºMclarem 90; 2ºFerrari 82; 3ºLotus e Wiliams 71; 5ºBrabham 26; 6ºLigier 23; 7ºRenault 16; 8ºArrrows 14; 9ºTyrrell 7. Mundial de Pilotos: 1ºA.Prost (F) 73; 2ºM.Alboreto (I) 53; 3ºK.Rosberg (SF) 40; 4ºA.Senna (BR) 38; 5ºDe Engelis (I) 33; 6ºN.Mansell (GB) 31; 7ºS. Johansson (S) 26; 8ºN.Piquet (BRA) 21; 9ºJ.Laffite (F) 16;10ºN.Lauda (AUS) 14; 11ºT.Bousten (BL) e P.Tambay (F) 11; 13ºM.Surer (SUI) e D. Warwick (GB) 5; 15ºS.Bellof (D) e P.Streiff (F) 4;17ºR.Arnoux (F); De Cesaris (I); G.Beger (I) e I.Capelli (I) 3.

1984-Niki Lauda o tri numa época imparável da TAG Porsche


Niki Lauda voltava ao título em 1984, graças ao motor TAG Porsche que equipava a Mclarem que triunfa em doze grandes prémios e de forma óbvio o título de construtores, Niki Lauda obteve cinco e AlanProst, sete, voltava a ser o piloto com mais vitória no final da temporada mas por um ponto o austríaco obtinha o Tri. Num campeonato sem historia o novo modelo da Brabham o BT53/BMW pilotado por Nelson Piquet vencia em Montreal e Detroit. Outros vencedores eram Michele Alboreto (Ferrari 126C4) e Keke Rosberg (Wiliams FW09/Honda que voltavam a ganhar o italiano em Zolder e o finlandês em Las Vegas. O GP da Áustria seria o primeiro em que todos os bólides da F1 utilizaram motores turbo e em Setembro a Michelin anunciava o seu abandono em favor de outras disciplinas do automobilismo mundial. Nos teams italianos algumas mudanças na chefia técnica, Piero Landi filho de Enzo Ferrari substituía o Eng. Mauro Forghiei na direcção técnica dos carros vermelhos de Maranello e Carlos Chiti o homem forte da Alfa Romeo, na marca italiana desde a década de 50 e responsável pelo regresso da marca à F1 nos anos de 1980 abandonava a F1. Mundial de Condutores:1ºMclarem 143.5; 2ºFerrari 57.5; 3ºLotus 47; 4ºBrabham 38; 5ºRenault 34; 6ºWiliams 25.5; 7ºToleman 16; 8ºAlfa Romeo 11; 9ºArrows 6; 10ºOselha 4;11ºLigier 3;12ºATS. Mundial de Condutores: 1ºN.Lauda (AUS) 72; 2ºA.Prost (F) 71.5; 3ºDE Engelis (I) 34; 4ºM.Alboreto (I); 5ºN. Piquet (BR) 29; 6ºR. Arnoux (F) 27; 7ºD.Warwick (GB) 23; 8ºK.Rosberg (SF) 20.5; 9ºN.Mansell (GB) e A.Senna (BR); 11ºP.Tambay (F) 9; 12ºT.Faby (I) 8; 13ºR.Patrese (I) 8; 14ºT.Bousten (BL) e J. Lafitte (F) 5; 16º De Cesaris (I); Cheever (USA) e B.Johansson (S) 3; 19ºJ.Gartner (AUS) e P.Ghinzani (I) 2; 21ºG.Berger e M.Surer (SUI)1.

1983 - Nelson Piquet um final de campeonato fora de série


Se em 1982 os Turbos invadiram o Mundo dos Grandes Prémios em 1983, a maioria dos vencedores das provas da temporada, utilizaram motores e turbos e apenas dois pilotos venceram com os Ford atmosféricos, Keke Rosberg (Wiliams FW09 C) e Michele Alboreto (Tyrrell 011). Os Renault RE40 e os Branham BT 52 Turbo, discutiram os títulos em jogo, ainda que a equipa inglesa só estivessem em condições de enfrentar os homens da Renault nas últimas provas da época. Alan Prost chefe de fila da Renault seria o piloto com mais vitórias na equipa quatro tanto como os pilotos do BT 52, Nelson Piquet (3) e Ricardo Patrese (1). Porém o brasileiro era o Campeão Mundial , as vitórias em Monza e Brands Hacth na fase final da época jogaram a seu favor assim como outros quatro pódios, mais um que Prost. Mas a Ferrari com o 126C3 é que acabaria por ganhar o campeonato com mais 10 pontos que os Elf da Renault. As quatro vitórias de René Arnoux e uma de Pactrick Tambay ,em conjunto com uma sessão de pódios de ambos os pilotos justificaram o triunfo da equipa de Maranelho. O MP4 da Mclarem apesar de ser um óptimo monolugar necessitava de uma motorização turbo, Jonh Watson ainda triunfou em Long Beach, mas Niki Lauda ficava emBranco. A Lotus longe dos tempos em que era ganhadora desenvolvia um novo chassis, no qual se destacava uma suspensão activa controlada por computador e destinada a manter o carro no melhor ângulo possível em relação ao solo. A Fitipaldi-Copersucar, com cerca de104 participações , 44 pontos e um pódio deixava a F era o fim do sonho brasileiro que se afirmava cada vez como um viveiro de Campeões do Mundo. Mundial de Condutores: 1ºFerrari 89; 2ºRenault 79; 3ºBrabham 72; 4ºWiliams 38; 5ºMclarem 34; 6ºAlfa Romeo 18; 7ºTyrrell e Lótus, 12; 9ºToleman 10; 10ºArrows 4; 11ºTheodore 1.Mundial de Pilotos: 1ºN.Piquet (BR) 59; 2ºA.Prost (FRA) 57; 3ºR.Arnoux (F) 40; 5ºK.Rosberg (SF) 27; 6ºJ.Watson e E.Cheever, 22; 8ºDe Cesaris (I) 15; 9ºR.Patrese (I) 13; 10ºN.Lauda (AUS) 12; 11ºJ.Lafille (F) 11;12ºM. Alboreto (I) e N.Mansell (GB)10; 14ºD.Warwick (GB) 9; 15ºM.Surer (SUI) 4; 16ºM.Baldi (I) 3;17ºDe Engelis (I) e D:Sullivan (USA) 2; 19ºJ.Ceccotto (VNZ) e B. Giacomelli (I).

1982 -Keke Rosberg o campeão inesperado no ano dos dois vice.


Em 1982 os 16 Grandes Prémios do Campeonato Mundial, sete foram ganhos por sete motores turbo e nove por motores aspirados. Keke Rosberg no Wiliams FW07C , ganhava unicamente em Dijon, obteve mais quatro pódios e outras pontuações que determinaram que a regularidade fosse determinante para que o finlandês ganhasse o Mundial da F1. Alan Jones deu a segunda vitória a Wiliams em Las Vegas , mas a Ferrari que ganharia o título de construtores graças à suas três vitória , duas das quais obtidas por Didier Pironi . Mas a grande derrotada seria a Renault que venceu quatro GPs, distribuídos por AlanProst (2) e René Arnoux (2).Niki Lauda com problemas financeiros na air Lauda, voltava a F1 era 5º no final e vencia os GP da Inglaterra e Estados Unidos, numa época em que a Mclarem Internacional obtinha três vitórias na F1 sendo a de J.Watson . Outros nomes estreavam-se a ganhar Pactrick Tambay (Ferrari) na Alemanha, M.Alboreto (Tyrrel) em Las Vegas, o terceiro GP realizado nos Estados Unidos. A BMW que equipava a Brabham obtinha duas vitórias com N.Piquet no Canadá enquanto que R.Patrese venceu no Mónaco. No final da época Alan Jones e Carlos Reutman abandonavam a F1. O australiano, campeão do mundo 1980, participou em 114 GPs e e o argentino, participou em 144 Gp e em ambos os casos totalizaram 10 vitórias. O ano ficava marcado pela tragédia durante os treinos de dois GPS, G.Villenueve perdia a vida no GP da Bélgica, o canadiano participou em 66GPs e obteve 6 vitórias. R.Paletti acidentado de forma fatal no Canadá participou sem resultados em 2GPs . Mundial de Condutores: 1ºFerrari (72); 2ºMclarem (69); 3ºRenault (62); 4ºWiliams(58); 5ºBrabham (41); 6ºLotus (30): 7ºTyrrell (25); 8ºLigier (20); 9ºAlfa Romeo (7); 10ºArrows (5); 11ºATS (4) 12ºOselha (3) ; 13ºFitipaldi (1) Mundial de Pilotos: 1ºK.Rosberg (SF) 44; 2ºD.Pironi (F) e J.Watson (GB) 39; 4ºProst (F) 34; 5ºN.Lauda (AUS) 30; 6ºR.Arnoux(F) 28; 7ºP.Tambay (F) e M.Alboreto (I) 25; 9ºD.Engelis (I) 23; 10º R.Patrese (I) 21; 11ºN.Piquet (BR) 20; 12ºE.Cheever (USA) 15; 13ºD.Daly (IRL) 8; 14ºN.Mansell (GB) 7; 15ºC.Reutmann (RA) e G.Villenueve (CND) 6; 17ºA.Cesaris (I) e Laffite (F); 19ºM.Andretti (USA) 4; 20ºM.Surer (SUI) e J.P.Jarier (F) 3; 22ºM.Winckelock (D); M.Baldi (I); B.Giacomeli (I) e E.Salazar (CH)2; 26ºC.Serra (BR) 1.

1981- Nelson Piquet mais uma vedeta do Brasil

O Mundial de 1981, iniciou-se com a proibição de monolugares de quatro a seis rodas e a Wiliams com FW07 domina o campeonato sem grandes dificuldades mas apenas com três vitórias, o mesmo número que obteve Nelson Piquet (Brabham BT49C) que sagrou campeão do mundo com um ponto de vantagem. O brasileiro era a confirmação de um piloto notável que já em 1980 na sua segunda época na F1 tinha lutado pelo título. A Ferrari estreava o modelo 126CK propulsionado por um motor V6 com dois turbos compressores KKK e Gilles Villenueve ganhava no Mónaco e na Espanha. O francês Alan Prost no seu segundo ano na F1, ganhava tantos Gps como o Campeão na França, Holanda e Itália e o Renault Turbo ganhava mais um GP que o Turbo de Enzo Ferrari. A Mclarem e a Ligier, voltavam a ser protagonistas do campeonato, J.Watson ganhava com o Mclarem MP4 em Silvestorne e J.Lafille triunfava no Canadá e Aústria e chegou à última prova em condições teóricas de chegar ao título. A Pirrelli regressava a F1 depois do seu abandono em 1958 para equipar o Arrrows A3 e a Toleman estreava-se no plantel do topo do desporto automóvel. Mundial de Condutores: - 1ºWiliams (95); 2º Ligier (66); 3ºBrabham (55); 4º Renault (38); 5ºLotus (14); 6ºTyrrell (12) ; 7ºArrows , Fitipaldi e Mclaren (11); 10ºFerrari (10); 11º Alfa Romeo 4. Mundial de Pilotos : 1ºN.Piquet (BR) 50; 2ºC.Reutman (RA) 49; 3ºA.Jones (AUS) 46; 4ºLafitte (F) 44; 5ºA.Prost (F) 43; 6ºJ.Watson (IRL) 27; 7ºG.Villenueve (CND) 25; 8ºD.Engelis (I) 14; 9ºR.Arnoux (F) e H.Rebaque (MEX) 11; 11ºE.Cheever (USA) e R.Patrese(I) 10; 13ºD.Pironi (F) 9; 14ºN.Mansell (GB) 8;15º B.Giacomeli (ITA)7; 16ºM.Surer (SUI) 4; 17ºM.Andretti (USA) 3; 18ºS.Borgudd (SUE), D. Cesaris(ITA); P.Tambay (F) e E.Salazar (CH) 1.

quarta-feira, setembro 02, 2009

1987 - Kankkunen e a Lancia - os campeões do Grupo A


O Mundial de rallys de 1988, marcava uma nova era no Mundial de Rallys, A FISA em Janeiro, publicava a lista de carros proibidos de participar em rallys, em grupo A, porque potencialmente podem ultrapassar o limite de 300bhp. O Peugeot 104ZS e o Alfa Romeo Alfetta GT V6 foram banidos dos Grupos A e N devido a erros na sua homologação. Estabelecia-se também que o combustível a utilizar nas provas de rally devia estar disponível nas gasolineiras normais e a autorização de combustíveis especiais só com autorização especial. Em Monte Carlo, o Lancia de Grupo A, dominou a prova só não ganhando quatro classificativas e Massimo Biasion vence a prova, por decisão da equipa surpreendendo Jukka Kankunen companheiro da equipa e líder da prova . Na Suécia as quatro primeiras posições dividem-se pela Mazda e pela Lancia, mas é o finlandês Timo Salomem que levou o Mazda 323 4WD, ao triunfo na primeira vitória da Mazda e de um construtor japonês na Europa. Mas a grande surpresa da prova foi o W Golf GTI de 16V de Kenneth Eriksson que 7º no final da prova venceu sete classificativas com um carro de tracção dianteira. Em Portugal, o W da Motosport termina no pódio e Markku Allen obtém mais uma vitória em Portugal o melhor nacional é Joaquim Santos (8º) com Ford Sierra Cosworth RS. No Quénia, o quarto vencedor da época, Hannu Mikkola renova a vitória histórica de 1972 e marca a primeira vitória de um carro de tracção total no Safari, o Audi 80 Quattro. Na Córsega , os franceses mostram-se uma vez imbatíveis, o BMW M3 privado e recentemente homologado chega a vitória com Bernard Béguin. Na Grécia, Markku Allen volta a ganhar e leva pela terceira vez na temporada o Lancia à vitória nos 1000 Lagos onde os finlandeses voadores dominam perante a expectativa dos suecos S.Blomqvist é (3) e P.Eklund (4º). Jukka Kankkunen que foi 5º sai da sua terra natal empatado com Allen no Mundial. O argentino Jorge Recalde (4º), é a surpresa na Grécia, quando o seu Audi Coupé Quattro batia regularmente os tempos oficiais dos Audi e Ford oficiais. Jukka Kankkunen vence o seu primeiro rally de 1987 no Olimpus (USA) onde o pódio é dominado pela Lancia e volta a liderar o campeonato. A Lancia com o título garantido não corre na Nova Zelândia, mas o austríaco Franz Wittiman com um Lancia privado vence por 47s a Keneth Eriksson que perde o rally por vários problemas mecânicos. Não menos digna foi a prova do piloto local Possum Bourne, que ao ficar em 3º obtém o melhor resultado de sempre da Subaru no Mundial de rallys. Na Argentina Massimo Biasion obtém a sua segunda vitória e Jorge Recalde que utiliza pela primeira vez um Lancia oficial é segundo e melhor local e a Lancia Martini festeja o título de construtores. O italiano voltaria a ganhar em casa em San Remo, depois da ausência da Lancia Martini, onde Keneth Eriksson e Erwin Weber obtêm o melhor resultado da W Motorsport, o primeiro e o terceiro, Apenas Skekhar Metha com um grande Nissan 200SX usou intrometer-se na luta foi segundo. O RAC terminava o mundial de 1987, com a consagração de Jukka Kankkunen como bi-campeão mundial e os Ford Sierra RS Cosworth obtinham os melhores resultados da temporada, S. Blomqvist era 3º e J.McRAE o melhor britânico na 4º Jukka Kankkunen sobre o título conquistado afirmou que “ Este foi o ano mais duro da minha carreira. Em Markku Allen e Miki Basion tive dois fantásticos amigos e reivais na equipa Lancia, ambos muito capazes de me arrebatarem o título se tivessem oportunidade e a Lancia foi a equipa mais notável que se possa imaginar” . No final da temporada e numa análise aos Grupo A, cujos carros eram mais pesados cerca de 200 Kg que os do Grupo B e que tinham uma potência de 300bhp, segundo o engenheiro da Lancia, Claudio Lombardi “ não tardarão a ser tão rápidos nas classificativas quanto os Grupo B? Este ano os tempos na nossa pista de alta velocidade com 5 Km de asfalto em La Mandria mostraram que éramos 3 segundos mais lentos por quilómetro. Os tempos nos rallys pro priamente ditos indicam que efectivamente somos agora mais rápidos na terra que os Peugeot de 1985, primeira evolução e cerca de 1.5 segundos mais lentos que o nosso Delta S4 em asfalto”. Mundial de Pilotos (10ºs)1ºJ.Kankkunen (SF) 100; 2ºM.Biasion (I) 94; 3ºM.Allen (SF) 88; 4ºK.Eriksson (S) 70; 5ºJ.Ragnotti (F) 51; 6ºE.Weber (D) 44;7ºS.Blomqvist (33) 8ºH.Mikkola (SF) 33; 9º J.Recalde (RA) 30 e 10ºM.Ericsson (S) 28. Mundial de Marcas (10ºs): 1º Lancia (140) 2ºAudi (82) 3ºRenault (71) 4ºVW (64) 5ºFord (62) 6ºMazda (53) ; 7ºToyota (22); 8ºBMW (20); 9ºOpel (16) e 10ºSubaru (12).

terça-feira, setembro 01, 2009

1980- Alan Jones um campeão em ascensão desde o final da temporada anterior

A década de 1980, iniciava-se com novos protagonistas a nível de pilotos e construtores, o australiano Alan Jones com a versão FW07C da Wiliams confirmava o seu favoritismo ao título vitórias ( mais uma a de Carlos Reutman no Mónaco). Nelson Piquet com Brabham BT 49 ganhava por três vezes era vice-campeão do mundo e digno sucessor de Emerson Fitipaldi que devido aos mais resultados da sua aventura da Fitipaldi abandona a F1, com 136 participações e 13 vitórias. As marcas francesas a Ligier e Renault completavam a lista de vencedores da época, com os triunfos de René Arnoux e Jean Pierre Jabouille respectivamente. A Ferrari apresentava falta de competitividade e obtinha um dos piores resultados de sempre da sua história. A Alfa Romeo, deixava de ser apenas fornecedora de motores e voltava a fazer correr um chassis na F1. Clay Regazzoni que chegou a ser vice-campeão do mundo, participou em 128 GP e obteve 4 vitórias tendo sido um excelente número dois de Niki Lauda abandonava a F1 após um acidente em Long Beach onde ficou paralizado da cintura para baixo, mais infeliz seria Pactrick Depailler,que pagou com a vida o seu despiste em Hockenheim no regresso da Alfa Romeo à competição. Participou em 92 GPs e venceu 2. Mundial de Condutores: 1ºA.Jones (AUS) 67; 2ºN.Piquet (BRA) 54; 3ºC.Reutman (RA) 42; 4ºJ.Lafitte (F) 34; 5ºD.Pironi (F) 32; 7ºD.Engelis (I) 11; 8ºJ.P.Jabouille (F) 9; 9ºR.Patrese (I) 7; 10ºD.Daly (IRL), J.P.Jarier (F); K.Rosberg (SF), G.Villenueve (CN) e J.Watson (GB) 6; 15ºE.Fitipaldi (BR) e A.Prost (F) 5 ; 17ºB.Giacomelli (I) e J.Mass (D) 2; 20ºM.Andretti (MEX) e H.Rebaque (MEX) 1.Mundial de Pilotos: 1ºWiliams 120; 2ºLigier 66; 3ºBrabham 55; 4ºRenault 38;5ºLotus 14; 6ºTyrrell 12; 7ºArrows, Fitipaldi e Mclarem 11; 10ºFerrari 8: 11ºAlfa Romeo 4.

1979 - Jody Scheckter o campeão da nova era

Para o ano de 1979, dois campeões do Mundo abandonavam o Mundial de F1, James Hunt e Niki Lauda, que voltaria alguns anos depois devido à crise financeira que atravessava a sua empresa a Air Lauda. O inglês James Hunt correu em 92 GPs e obteve 8 vitórias. Um campeonato incaracterístico com vários vencedores e nenhum dos campeões mundiais desde 1972, com o nome na galeria dos vencedores de GPs, Jackes Laffite com Ligier JS 11 ganhava as duas provas iniciais e tornava-se o líder incontestado. Gilles Villenueve na Versão T4 da Ferrari vencia as duas seguintes África do Sul e Estados Unidos. A quinta prova do campeonato em Jarama confirmava o excelente momento da Ligier, com aquela que seria a última da época. A prova seguinte em Zolder consagrava o sul africano Jody Scheckter que venceria ainda nas provas históricas da F1, Mónaco e Monza.Gilles Villenueve vencia mais duas provas e na totalidade eram sete para a Ferrari e o sexto título da marca de Maranello. Outro vencedor em 1979, era o australiano Alan Jones com um Wiliams FW07 projectado por um jovem engenheiro um dos monstro da F1 moderna Pactrick Head , que vencia três GPS, acabando com a odisseia e persistência de Frank Wiliams que procurava colocar um monolugar competitivo e que fosse capaz de saldar as dívidas que acompanhavam a marca britânica. Em Dijon - Prenois, iniciava-se a nova era da F1, com o Renault RS11 de Jean Pierre Jabouilhe que dava à marca francesa a primeira vitória de um Turbo,ao mais alto nível da competição automóvel. Outros dois nomes chegavam às boxes da Fórmula 1, Ron Denis que transformava o team fundado por Bruce Mclarem na Mclarem Internacional e contava então que um jovem engenheiro que tinha projectado o Chaparral Champ. Jonh Bernard. Mundial de Condutores:- 1ºJ.Scheckter (AS) 51; 2ºG.Villenueve (CND) 47; 3ºA.Jones (AUS) 46; 4ºJ.Laffite (F) 44; 5ºC.Regazzoni (SUI) 39; 6ºC.Reutman (RA) e P .Depailler (F) 20; 8ºR.Arnoux (F) 17; 9ºJ.Watson (GB) 15; 10ºM.Andretti (USA) , J.P.Jarier (F) e D.Pironi (F) 14; 13ºJ.P.Jabouille (F) 13; 14ºN.Lauda (AUS) 4; 15ª D.Engelis (I); J Ikxc (BEL); J.Mass (D) e N.Piquet (BR) 3 ; 19ºR.Patrese (I) e H.Stuck (D) 2; 21ºE.Fitipaldi (BRA) 2. Mundial de condutores: 1ºFerrari 113 ; 2ºWiliams 75; 3ºLigier 61; 4ºLotus 39; 5ºTyrrell 28; 6ºRenault 26; 7ºMclarem 15; 8ºBrabham 7; 9º Arrows 5; 10ºShadow (3) 11ºATS (2) e 12ºCopersucar 1.

1978- M.Andretti o título na era do efeito ao solo

1978, o carro asa da Lotus domina os Mundiais de Pilotos e de Condutores, Mario Andretti é o Campeão do Mundo e Ronnie Peterson o vice a título póstumo após um grave acidente em Monza de que sai ferido, vindo a falecer alguns depois. A Lotus venceu sete GPS, Andretti (6) e Peterson (2) e obteve quatro duplas. Os Ferraris continuavam competitivos e Carlos Reeutman vencia dois grandes Prémios com a versão do T2,enquanto o novo recruta, o canadiano Gilles Villenueve obtinha a sua primeira vitória absoluta no última corrida em casa no Canadá.Pactrick Depailler era outro dos vencedores em 1979 com o Tyrrel 008 triunfando pela primeira vez no Mónaco. Niki Lauda agora com a Brabham, chegava à vitória na Suécia quando o BT46 ganha de forma soberba o GP da Suécia, utilizando um nova invenção, um “aspirador” projectado por Gordon Murray que tinha como objecto a exploração do efeito o solo que os carros asa, utilizavam através das chamadas saia, todavia tal solução seria bandida da F1, de restos os “dispositivos móveis” estavam proibidos desde 1969. De destacar algumas corridas interessantes de pilotos como Emerson Fitipaldi, segundo no Brasil e onde a Michelin com Carlos Reutman obteve a primeira vitória como fornecedora de pneus. Um ano monótono face ao domino dos Lotus, mas marcado pelo desaparecimento de Ronnie Peterson, que esteve na luta pelo título em 1971 e 1978, venceu oito GPS em 116GPs, com marcas como a Lotus, March e Tyrrel. Mundial de Condutores: 1º M. Andretti (USA) 64; 2º R.Peterson (S) 51; 3ºC.Reutman (RA) 42; 4ºJ.Laffite (FRA) 34; 5º D.Pironi (F) 32; 6ºR.Arnoux (F) 29: 7ºDe Engelis (I) 13; 8ºJ.P.Jabouille (F) 9; 9ºR.Patrese (I) 7; 10ºD.Daly (IRL); J.P.Jarier (F); K.Rosberg (SF), G.Villenueve (CND) e J.Watson (CAN) 15ºE.Fitipaldi BR) e A.Prost (F) 5; 17ºB.Giacomelli (I)e J.Mass (D) 4; 19ºJ.Scheckter (AS) 2; 20º M.Andretti (USA) e H.Rebaque (MEX) 1 . Mundial de Construtores: 1ºLotus 86; 2ºFerrari 58; 3ºBrabham (53) ; 4ºTyrrrell (38); 5ºWolf 24; 6ºLigier 19; 7ºCopersucar (17) ;8ºMclarem (15); 9ºWiliams e Arrows 11; 11ºShadow 6; 12ºRenault 3; 13ºSurtees e Ensign 1

1977 - O bi natural de Niki Lauda

Em 1977, Niki Lauda demonstrou que o título perdido no ano anterior se deveu apenas ao seu quase trágico acidente vencendo de forma imperial o Mundial apesar de só ter ganho três grandes prémios, entre eles o GP da Alemanha que estreava um novo traçado em Hockenheim em substituição do perigoso e lendário Nürburgring. A Ferrari com a versão T2 venceu o título de construtores com quatro GPs, mas a surpresa da temporada seria o Wolf WR1 que acabaria por dar o vice-campeonado, ao sul africano Jody Scheckter que foi o primeiro líder da época ao colocar o seu bólide no degrau mais alto do pódio do GP da Argentina na corrida de estreia na F1 e deu ao motor Ford a sua 100º vitória. Scheckter até final do campeonato vencia no histórico circuito do Mónaco e no Canadá. Porém o carro do ano, será o Lotus 78 mas um produto do génio Colin Chapman, que criava o primeiro carro recorrendo a utilização de materiais utilizados na aeronáutica. Mário Andretti , leader da equipa Lotus vencia em Jarama, Long Beach, Dijon e em Monza e o recruta da equipa Gunnar Nilsson ganhava em Zolder pela primeira vez um Grande Prémio.James Hunt, terminava 1977 como em 1976, levando o Mclarem M-26 à vitória no Monte Fuji. Num ano em que novos pilotos e monulugares inscreviam pela primeira o nome da galeria do campeonato destacava-se a vitória da “chaleira”, o Ligier JS7 de Jackes Lafitte assim chamado em Andesport e o Shadow DN8, habitual na meia tabela dos treinos oficiais levava o novato Alan Jones à vitória no GP da Aústria. Novamente as nuvens negras, voltaram aos circuitos de Grande Prémio, Tony Pryce de forma trágica e insólita, quando em Kyalami um comissário de pista atravessa a pista perdendo a vida, fazendo projectar o extintor que o acompanhava sobre o capacete do inglês que é degolado pelo mesmo. Tony Price disputou 42 GPs, pontuou nove vezes com o pouco competitivo Shawood-Ford com o qual obteve dois pódios na Austria (3º) em 1975 e no Brasil (3º) em 1976. José Carlos Pace correu 70 GPs pela March , Surtees e Branham, obtendo 13 pódios e uma vitória no GP do Brasil de 1975. Na última prova da época, o estreante Gilles villenueve atropela dois espectadores e O brasileiro José Carlos Pace é vítima de um acidente de aviação numa época em que o seu talento estava a sobressair. O F5 da Fitipaldi continuava a impedir o regresso de Emerson aos lugares do pódio. Mundial de Condutores: 1ºN.Lauda (AUS) 72; 2ºJ.Scheckter (AS) 55; 3ºM.Andretti (USA) 47; 4ºC.Reutman (RA) 42; J.Hunt (GB) e P.Tambay (F) 20; 8ºR.Arnoux (FA) 20; 9º J.Watson (GB) 15; 10ºJ.Lafitte (F) 18; 11ºH.Stuck (D) 12; 12ºE.Fitipaldi (11): 13ºJ.Watson(GB) 9; 14ºR.Peterson (S)15ºV.Brambilla e C.Pace 6; 17ºC.Regazzoni (SUI) e P.Tambay (F) 5; 19ºR.Zorzi (I) J.P.Jarier (F) e R.Patrese (I) 1. Mundial de Construtores: 1ºFerrari 95; 2ºLotus 62; 3ºMclarem 60; 4ºWolf 55; 6ºBrabham e Tyrrrell (27); 7ºShawood (27); 8ºLigier (18) 9ºCopersucar (11); 10ºEnsign (10) 11ºSurtees (6); 12ºATS 1.