domingo, novembro 15, 2009

1996 - O ano de Makkinen no último ano dos Grupo A

O mundial de Rallys de 1996 seria a confirmação da Subaru como equipa ganhadora e Tommy Makkinen (Mitsubishi Lancer Evolution) vencia o seu primeiro mundial. O mundial começava a séria na Suécia uma vez que a clássica prova de abertura o Monte Carlo pontuava apenas para a F2. Makkinen, vingava-se do jogo de equipa a que esteve sujeito na edição anterior e batia os suecos em prova.O Vinho do Porto não contava apenas para a F2 e Rui Madeira (Toyota Celica GT4) obtinha uma vitória de sonho. No Quénia, Makkinen impôs-se no segundo dia da prova e dominando a partir daí a prova de forma imperial perante a oposição de Eriksson. A vitória do finlandês teve um gosto especial pois foi uma vitória obtida à primeira tentativa. Ian Duncan (3º) em Toyota Celica Four seria o melhor local e seis dos sete carros de Grupo N que terminaram a prova eram da Subaru.Depois da prova de F2 disputada na Córsega, a caravana disputava a primeira prova do Mundial disputada na Ásia e Carlos Sainz (Ford Escort RS Cosworth ) era o vencedor a Saburu assumia a liderança do mundial numa prova em que as condições climáticas foram um adversário de respeito para a maioria dos carros e piloto.Pierre Liatti ( Saburu Imprenza 555) /(2º) foi a vedeta da prova pressionando o piloto espanhol nas dez últimas classificativas onde foi de resto mais regular e rápido que o piloto da Ford. O potencia e a rapidez da Subaru confirma-se no poeirento e quente rally da Acrópele com Colin Mcrae (Sanuru Imprenza 555) a dominar integralmente a prova, apesar de problemas de pneus e depois de suspensão, McRae diria: “Tive de escolher um ritmo que pudesse manter ao longo de cada grupo de classificativas e ao mesmo tempo de abrandar em locais mais perigosos ou duros que o habitual”. Makkinen também com problemas de suspensão devido ao duro piso das classificativas gregas preferiu manter o segundo posto e Carlos Sainz seria (3º) , numa prova especialmente dura mas que não impediu a chegada ao final da prova da maioria das equipas de fábrica. A Argentina, era a prova que se seguia e Makkinen, obtém a terceira vitória numa prova dominada pelo piloto oficial da Mitsubishi na qual o rápido McRae acabou fora de prova por despiste logo na etapa oficial. Um a prova sem grande história marcada pela participação de Rui Madeira que colocou o seu Toyota (8º) na primeira posição entre os privados. O mundial continua agora disputado no Pacífico e Richard Burns que por várias vezes esteve à beira da vitória obtém o seu primeiro sucesso no Mundial afrente do seu colega de team Keneth Eiksson que liderava o campeonato Ásia-Pacífico. Todaviaa primeira etapa foi marcada pelo duelo Timo Makkinen e pelo local Possuem Bourne que abandonariam com problemas mecânicos. De regresso à Europa, Makkinen soma a 4º vitória e terceira na prova natal os 1000 Lagos, dominada pelos finlandeses como é tradição da prova dos “1000 saltos”, Linholm em Ford (8º) é o melhor privado mas Rui Madeira fez uma prova brilhante entre os privados(9º) e foi o melhor não nórdico. De realçar a prova de Jukka Kankkunen (2º) que fez uma das melhoras provas do Toyota GT4 que revelou-se muito rápido nos pisos escorregadios e que de certa maneira justificou pela passagem pela liderança. Na Austrália, Makkinen comemora a vitória na prova e no Mundial e Keneth Eriksson que assegurou a dobradinha da Mitsubishi venceu pela segunda vez o campeonato de Ásia-Pacífica. O novo campeão do Mundo diria nessa tarde vitoriosa: “Suponho que este título é o culminar de seis anos de esforços, embora só quando ganhámos os 1000 Lagos é que começámos a compreender que poderíamos sair bem” . Em San Remo, a segunda vitória de Colin McRae na temporada de resto fundamental para a conquista da liderança do mundial de marcas e a Ford com dois lugares no pódio ainda podia sonhar com o título: Sainz (2º) e Thyri (3º) . O Mundial desportivamente chegava ao fim na Catalunha com a terceira vitória do campeão de 1995, Colin McRae e com o título de Marcas para a Subaru que obteve uma dobradinha com Liatti (2º), numa prova em que os Mitsubishi revelaram-se pouco competitivos. Mas a época terminava no RAC mas apenas pontuável para a F2 sendo a segunda vitória da Toyota agora com Armin Schwarz ao volante do GT-Four. A temporada de 1996 seria a última dos modelos de Grupo A.
PosManufacturerPoints123456789
1Subaru 401 435029563818505364
2Mitsubishi 322 4750- 415646531118
3Ford 299 40133540475405425
1996 FIA World Rally Championship for Drivers Final classification
PosDriverNationPoints123456789
1Tommi Mäkinen Fin123 2020- 15202020- 8
2Colin McRae Gbr92 1210- 20- - 102020
3Carlos Sainz Esp89 15- 201215- 1215-
4Kenneth Eriksson Swe78 815- 81281584
5Piero Liatti Ita56 - 815104- 4- 15
6Bruno Thiry Bel44 - - - 68- 61212
7Juha Kankkunen Fin37 10- 12- - 15- - -
8Freddy Loix Bel24 - - - 4- - - 1010
9Richard Burns Gbr18 - - - - 10- 8- -
10Marcus Grönholm Fin14 4- - - - 10- - -
11Gilberto Pianezzola Ita13 - - - 36- - 4-
12Ian Duncan Ken12 - 12- - - - - - -
=Jarmo Kytölehto Fin12 - - - - - 12- - -
14Yoshio Fujimoto Jpn12 - - 10- - - 2- -
15Thomas Rådström Swe12 6- - - - 6- - -
16Patrick Bernardini Fra11 - - - 22- - 16
17Reza Pribadi Ina8 - - 8- - - - - -
18Stig Blomqvist Swe7 34- - - - - - -
19Rui Madeira Por7 - - - - 32- - 2
20Kenjiro Shinozuka Jpn6 - 6- - - - - - -
=Michael Lieu Hkg6 - - 6- - - - - -
=Franco Cunico Ita6 - - - - - - - 6-
23Shigeyuki Konishi Jpn4 - - 4- - - - - -
=Sebastian Lindholm Fin4 - - - - - 4- - -
25Didier Auriol Fra4 1- - - - - - 3-
26Angelo Medeghini Ita4 - - - - - 1- 21
27Hideaki Miyoshi Jpn3 - 3- - - - - - -
=Irvan Gading Ina3 - - 3- - - - - -
=Lasse Lampi Fin3 - - - - - 3- - -
='Possum' Bourne Nzl3 - - - - - - 3- -
=Oriol Gómez Esp3 - - - - - - - - 3
32Tomas Jansson Swe2 2- - - - - - - -
=Patrick Njiru Ken2 - 2- - - - - - -
=Chandra Alim Ina2 - - 2- - - - - -
35Jonathan Toroitich Ken1 - 1- - - - - - -
=Bambang Hartono Ina1 - - 1- - - - - -
=Jean-Pierre Richelmi Mon1 - - - 1- - - - -
=Uwe Nittel Ger1 - - - - 1- - - -
=Ed Ordynski Aus1 - - - - - - 1- -

domingo, novembro 01, 2009

1995 - O Bi de Schumacher



Com várias em GPs (Brasil, Espanha, Mónaco, França, Alemanha, Bélgica, Europa e Japão), Michael Schumacher chegava ao título em 1995, numa época em que o Chassis B195 permitiu ao piloto alemão correr competitivamente contra a Wiliams que com o chassis FW17 continuou a ser competitivo. A época de 1995, demonstrou que Schumacher era agora provavelmente o mais rápido do pelotão e a sua superioridade sobre os demais foi simplesmente esmagadora. Todavia o B19 era um excelente chassis e que o diga Jonnhy Herbert que venceu dois históricos, GPS (Inglaterra e Itália) . Na Wiliams, Danon Hill que triunfou ( na Argentina, San Marino, Hungria e Adelaide) toadavia foi vítima em parte da estratégia da sua equipa na luta pelo título, mas o britânico não foi capaz de revelar o excelente piloto de testes e em qualificação que então continuava a demonstrar, mas não em corrida. Em ascensão na época de 1995, foi sem dúvida David Coultard, o ex-campeão da F3000, triunfou em Portugal e Frank Wiliams ficaria na dúvida se a sua dispensa em favor da contratação de Jackes Villenueve seria uma boa aposta. Jean Alesi (Ferrari 412T2) conseguiu a única vitória do cavalinho rompante no GP Canadá, numa época em que a sua condução espectacular e a emoção, foi acompanhada de uma divórcio absoluto com Jean Todt que entrara em negociações com Schumacher. Numa época morna, as frases que marcaram a temporada: No Brasil, Schumacher confessava que “Correr no Brasil sem Senna é estranho, muito triste”; Em Imola a figura do campeão brasileiro continuava no Padock : “Fizemos uma grande corrida.Acho que Senna teria aprovado” declarava Hill .No Mónaco, Gerard Berger subia ao pódio pouco satisfeito com o seu 3º lugar e diria “Quem decide a minha estratégia de corrida ? Minha temporada…” No Canadá festa na Jordan com o modelo 195, Ruben Barrichello foi 2º mas seguro da realidade afirmou: “Prescisamos de ser realistas: este aconteceu porque tivemos sorte”. Na França mais uma vitória e de Schumacher, em pleno circuito de Mangy Cours diria “ O meu carro é sempre melhor ao domingo …” e ganhando em casa, o alemão afirmou “Foi inacreditável mais que um sonho ganhar aqui”…Na Bélgica é anunciada a entrada de Schumacher na Ferrari, Todt declarava “Queríamos o melhor piloto do mundo, e Schumacher é o melhor” Curiosa era a faixa dos tifosi antes da vitória de Alesi em Monza “Melhor um Alsei hoje que 100 Schumacher amanhã”. Mika Salo (Tyrrel 023) e uma das novas esperanças da F1 estava maravilhado com o circuito de Aida e confessava que “Pilotar o meu avião de controle remoto no meu quarto é mais perigoso que pilotar um F1 aqui”. Na hora da consagração da Benetton como campeão de construtores, Bernard Dudot (Wiliams) revelava um notável desportivismo “A Benetton tem esta capacidade de mudar a estratégia de corrida conforme o que acontece em cada prova” e o ano terminava com um 6º de Pedro Lamy o seu melhor resultado na F1 após um slide uma série de derrapagens em plena recta “Fiz aquelas rodadas, mas já estava tudo combinado com o realizador, para mostrar os meus patrocinadores ao mundo”. O ano de 1995, ficaria ainda marcado pelos primeiros testes em F1 de Jackes Villenueve, campeão da Cart vencedor da Indianapolis num teste com a Wiliams durante o mês de Agosto e no nos 1000 Km de Suzuka, Karl Windlinger após o trágico acidente no Mónaco, voltava à competição ao mais alto nível com um Mclarem F1GTR e pelo grave acidente deMika Hakkinen a nova esperança da F1 após um voo espectacular em que o seu Mclarem bateu no muro de betão a 180 Km/h. Pilotos: 1ºM.Schumacher (D) 102; 2ºD.Hill (GB) 69; 3ºD.Coulthard (GB) 49; 4ºJ.Herbert (GB) 45; 5ºJ.Alesi (F) 42;6ºG.Berger (AUS) 31; 7ºM.Hakkinen (SF) 17; 8ºO.Panis (F) 16; 9ºH.Fretzen (D) 15; 10ºM.Blundell (GB) 11ºR.Barrichello (BR) 11; 12ºE.Irvine (GB)10: 13ºM.Brundle (GB) 7; 14ºG.Morbedelli (I) 5; 15ºM.Salo (SF) 5; 16ºJ.C.Bouillon (F) 3; 17ºA.Suzuki (J) 1; 18ºP.Lamy (P)1. Construtores: 1ºBenetton ( 147) 2ºWiliams (118 ) 3ºFerrari ( 53 ) 4º Mclarem ( 24) 5ºLigier (24 ) 6ºJordan ( 21) 7ºSauber (16) 8ºTyrrel ( 5) 9ºArrows e 10ºMinardi (1)

quarta-feira, outubro 28, 2009

1995- Colin McRae finalmente o título no ano da Subaru

Carlos Sainz (Subaru Imprenza 555) iniciava-se a época ganhando em Monte Carlo, face a um rápido Francois Delecour (Ford Escort RS Cosworth) que perdeu o rally numa das noites geladas da prova monegasca, num rally em que a animação centrou-se na luta pela vitória. Seguiu-se na temporada de 1995 a Suécia, dominada pelos Mitsubhish Lancer que faziam a segunda prova com a evolução 2. Keneth Eriksson era o vencedor assegurando a tradição de que os locais são imbatíveis no gelo sueco. Todavia, apenas as ordens da equipa impediram a vitória de Tommy Makkinen (2º). A Subaru perdeu os seus três carros com problemas de motor, numa prova em que Colin McRae foi regularmente o mais rápido da equipa nipónica. Stig Blomqvist uma glória de outras épocas era (7º) com um RS da RAS-Sport. Em Portugal, Carlos Sainz soma a segunda vitória e Jukka Kankkunen (2º) Toyota Celica GT-Four obtém o melhor resultado do Team Castrol Team e atinge o record de 1000 pontos obtidos em provas do Mundial. Rui Madeira (7º) é o melhor nacional e vence o grupo N. Na Córsega a Toyota provou o excelente andamento evidenciado na prova lusa, mas Didier Auriol obtinha a sexta vitória na ilha francesa onde uma vez mais Francois Delecour passa ao lado da vitória por 15s e Andrea Aghini (3º) obtém um excelente resultado para a Ralliart. Mas a vedeta da prova foi Bruno Thyri que dominou de forma surpreende a prova francesa, desistindo de forma inglória no último dia da prova. Colin McRae obtém o seu terceiro sucesso consecutivo na Nova Zelândia face à armada da Toyota (2º, 3º e 4º). Carlos Sainz não esteve presente na prova realizada no Pacífico após um acidente de bicicleta. Na Austrália, Keneth Eriksson obtinha o seu triunfo da época numa prova marcada por múltiplos acidentes e que para Colin Mcrae (2º) seria decisiva para a corrida para o título. Os Subaru 555 dominaram na Catalunha, Carlos Sainz obteve a vitória para gádio da aficción espanhola , mas Jukkka Kankkunen seria o mais rápido até destruir o seu bólide por acidente. No RAC dois inglese no pódio, vitória de Colin Mcrae e a sua consagração como campeão mundial. Mundial de Pilotos (10ºs): 1ºColin McRae (GB) 90; 2ºC.Sainz (E) 85; 3ºK.Eriksson (S) 48,; 4ºF.Delecour (F) 46; 5ºT.Makkinen (S) 38; 6ºB.Thyri (BL) 34; 7ºA.Aghini (I) 26; 8º P.Liatti (21) 9ºR.Burns (GB) 16 e 10ºA.McRae (GB) 10. Marcas: 1ºSubaru (350); 2ºMitsubhish (307) 3ºFord (223). (Toyota seria desclassificada).

segunda-feira, outubro 26, 2009

Os 50 melhores de sempre segundo a "Times"

A revista de Times na sua última edição publica a seguinte lista dos melhores pilotos de sempre da Fórmula Um, discutível com certeza, mas não deixa de nomear para o pódio, aqueles que a história mitificou : Jim Clark, Ayrton Senna e Michael Schumacher. Juan Manuel Fangio, surge na sexta posição, o que não nos parece muito justo. Não deixa de ser visível a valorização dos pilotos europeus neste Raking, face aos não europeus...

1. Jim Clark (Inglaterra): 2 títulos 2. Ayrton Senna (Brasil): 3 títulos 3. Michael Schumacher (Alemanha): 7 títulos 4. Alain Prost (França): 4 títulos 5. Jackie Stewart (Inglaterra): 3 títulos 6. Juan Manuel Fangio (Argentina): 5 títulos 7. Stirling Moss (Inglaterra): 8. Fernando Alonso (Espanha): 2 títulos 9. Nigel Mansell (Inglaterra): 1 título 10. Mika Hakkinen (Finlandia): 2 títulos 11. Alberto Ascari (Italia): 2 títulos 12. Graham Hill (Inglaterra): 2 títulos 13. Kimi Raikkonen (Finlandia): 1 título 14. Niki Lauda (Austria): 3 títulos 15. Nelson Piquet (Brasil): 3 títulos 16. Jenson Button (Inglaterra): 1 título 17. James Hunt (Inglaterra): 1 título 18. Jochen Rindt (Austria): 1 título 19. Gilles Villeneuve (Canadá): 20. Jack Brabham (Australia): 3 títulos 21. Lewis Hamilton (Inglaterra): 1 título 22. Emerson Fitipaldi (Brasil): 2 títulos 23. Alan Jones (Australia): 1 títulos 24. Keke Rosberg (Finlandia): 1 título 25. Jacques Villeneuve (Canadá): 1 título 26. Mike Hawthorn (Inglaterra): 1 título 27. Mario Andretti (USA): 1 título 28.Bruce McClaren (Nova Zelandia) 29. John Surtees (Inglaterra): 1 título 30. Juan Pablo Montoya (Colombia) 31. Damon Hill (Inglaterra): 1 título 32. Denny Hulme (Nova Zelandia): 1 título 33. David Coulthard (Inglaterra) 34. Didier Pironi (França) 35. Ronnie Peterson (Suecia) 36. Felipe Massa (Brasil) 37. Jody Scheckter (Africa do Sul): 1 título 38. Rubens Barrichello (Brasil) 39. Jackie Ickx (Bélgica) 40. Carlos Reutemann (Argentina) 41. Tony Brooks (Inglaterra) 42. Phil Hill (USA): 1 título 43. Giuseppe Farina (Italia): 1 título 44. Jo Siffert (Suiça) 45. Lorenzo Bandini (Italia) 46. Gerhard Berger (Austria) 47. Dan Gurney (USA) 48. Clay Regazzoni (Suiça) 49. Peter Collins (Inglaterra) 50. Michele Alboreto (Italia)

domingo, outubro 25, 2009

A Sexta do Super campeão Loeb


Sebatien Loeb, ao vencer o Rally da Grã-Bretenha obteve a sua 54ºvitória absoluta e o sexto título no mundial de Rallys (WRC), feito único e provavelmente difícil de ultrapassar nas próximas décadas.Natural de Haguenau (França) onde nasceu há 35 anos. Estreou-se em competição em 1995 ao volante de um Peugeot 106.Mas a sua primeira temporada Internacional ocorreu em 1999 com um Citroen Saxo KIC tendo como melhor resultado o 19º na Córsega em três rallys disputados. Na temporada de 2000, passou a utilizar um carro mais competitivo um Toyota Corolha WRC e termina duas provas no top dez ( 9º Córsega e 10ºSan Remo). Em 2001, disputa o campeonato reservado aos Super 1600, com um Citroen Saxo S1600, vence as seis provas que termina e campeão do mundo de Super 1600. Em 2002, num Citoen Xsara WRC, disputa finalmente o campeonato e vence o Rally da Alemanha depois de um notável rally de Monte Carlo onde a estreia no WRC e por pouco não correspondia a uma vitória absoluta e 10º no final da temporada. Três vitórias no Monte Carlo, na Alemanha e em San Remo, permite-lhe chegar ao vice-campeonato. 2004, é ano do seu primeiro título com seis vitórias, a dose quase dobra em 2005 com mais 10 vitórias e o bi não é surpresa. Mais dez em 2006 e o tri-campeonato e o penta chega em 2007 com oito vitórias. Em 2008, foi o último ano ao volante do novo modelo da Citroen o C4, chega o seu 5º título e repete as dez vitórias de 2005. Em 2009 e em luta directa com Miko Hirvonen que esteve quase a chegar ao título, obteve hoje em Inglaterra a vitória necessário para o sexto título, do melhor rallyman de sempre.

domingo, outubro 18, 2009

Biografia de James Button o novo campeão.

Jenson Button, Nasceu em 19.1.1980 em Frome. Entre 1989/95 foi campeão de Karting por oito vezes. De fórmula Ford em 1998. Foi 3º no campeonato britânico da F3. A sua ultrapassagem a Michael Schumacher foi um dos pontos altos no ano da sua estreia, os mais optimistas, falavam de um campeão em potência, que acabou por confirmar em 2009, talvez sem o brilhantismo que se esperava após um início de temporada excepcional. Piloto da Wiliams/BMW em 2000, foi 8º no Mundial, pontuando no Brasil (6º); Inglaterra (5º);5º Áustria, 5ºBélgica e 5ºno Japão. Com o Benetton –Renault B201, apenas um 5º na Alemanha em 2001.Em 2002, 7º no Mundial com o Renault R202: 4ºMalásia,4ºBrasil,5ºS.Marino,5ºEuropa,6ºFrança e 5ºBélgica, mas uma vez mais sem um pódio nos lugares pontuáveis. Em 2003, foi 8º com o Bar 005numa época muito regular: 7ºMalásia, 8ºBrasil, 4ºAustria, 7ºCanadá, 8ºInglaterra, 8ºAlemanha e 4º no Japão. 3º em 2004, no Bar 006, obtendo os primeiros pódios: 6ºAustrália; 3ºMalásia; 3ºBahrain; 8ºEspanha, 2ºMònaco; 3ºEuropa; 3ºCanadá; 5ºFrança, 4ºInglaterra, 2ºAlemanha, 5ºHungria 3º Itália, 2ºChina e 3ºJapão. No final do ano a cotação do inglês votava a subir quando as críticas pesavam na antiga esperança britânica. O BAR 005 era a montada para 2005 e um 9º lugar no final. Os resultados só aparecem na segunda parte do campeonato: 4ºFrança; 5ºInglaterra; 3ºAlemanha,5ºHungria; 5ºTurquia; 8ºItália; 3ºBélgica, 7ºBrasil, 5ºJapão e 8ºChina. 6º em 2006 com o modelo Honda RA 106: 4ºBahrain, 3ºMalásia; 7ºS.Marino, 6ºEspanha,4ºAlemanha, 1ºHungria, 4ºTurquia; 5ºItália, 4ºChina, 4ºJapão e 3º no Brasil, numa época que chega pela primeira vez à vitória. 15º em 2007 como resultado da falta de competitividade do Honda RA107, foi 8º em França, 8ºItália e 5ºna China. 2008 , foi o seu pior ano na F1, na última temporada da Bar e o 6º em Espanha rompeu com uma serie negra de resultados. Desempregado após a saída da Bar/Honda face à crise que afecta a conjuntura internacional, torna-se primeiro piloto da Brawn e chega ao título com cinco vitórias (Austrália, Bahrein, Espanha, Mónaco e Turquia; 5º na Malásia, 6º na China, 3ºna Inglaterra, 2º na Bélgica, 5º em Singapura e no Brasil, onde se sagra campeão do Mundo a uma prova do fim da temporada de 2009.

quarta-feira, outubro 14, 2009

1994- O 1º título de Michel Schumacher



O Mundial de 1994, iniciava-se no GP do Brasil, mais rápido nos treinos, Senna tenta anular a desvantagem do Wiliams, erra, roda e abandona. Schumacher vence incontestado num GP marcado pelo regresso dos reabastecimentos. Senna declarou no final “Errei, a responsabilidade foi toda minha de assumir esse risco” . Em Aida correu-se o GP do Pacífico, Ayrton obtém nove polé e Michel Schumacher ganha com toda a facilidade num GP demasiado sinuoso o japonês U.Katayama dava o seu parecer “Este circuito parece um kártodromo” . No seu 50ºGP , Ruben Barrichello faria uma notável prova seria 3º com o Jordan 194 e diria :”Cruzei a linha de chegada e vi uma coisa voando. Era a bandeirada. Não dava para acreditar”. Imola era marcada pela tragédia, Roland Ratzenger perde a vida na curva Villenueve durante a sessão treinos e Ayrton Senna num inexplicável acidente durante o GP na curva Tamburello. Niki Lauda, perante o incompreensível diria “Deus manteve a sua mão sobre a Fórmula 1 durante muito tempo. Neste final de semana ele a tirou”. Num fim-de-semana dramático enlutado pelo desaparecimento do mais carismático campeão brasileiro, Schumacher após a 3ª vitória “Não senti nenhuma satisfação nesta vitória”. No Mónaco,a tragédia de Imola ainda estava latente quando Karl Windlinger sofre um aparatoso acidente reforçando os receios gerais de nova tragédia. Michael Schumacher continuava imbatível e Andrea Cesaris (4º) era o destaque do dia. Brundle era (2º) e Berger (3º) na luta entre a Mclarem e a Ferrari pelos lugares mais baixos do pódio. Danon Hill vence na Espanha num GP polémico em que as manobras políticas, esteve na base das intenções das equipes dispostas a fazer greve. Peter Sauber diria: “Eu vim a Barcelona para correr e não para fazer política.Mas há equipas que só pensam no seu próprio interesse”. O alemão Schumacher segundo no GP saiu da Catalunha com uma vantagem pontual quase inalcançável e Mark Blundell completava o pódio (3º) com um Tyrrell 022 pouco habituado ao pódio. No Canadá, Schumacher obtinha a 5º vitória e os Ferrari 412T1 obtinha um bom resultado de conjunto (3º e 4º). Andrea de Cesaris completava o seu 200 GPs. O GP da França marcava o regresso de Nigel Mansell sem continuidade a F1 e Schumacher obtinha a 7º vitória enquanto que Hill coleccionava mais um 2º. E diria que “Não sei como vamos fazer isso. Mas temos que arrumar uma maneira de parar este homem”. Em Silvestorne Danon Hill obtém uma vitória num circuito que jamais foi vencido pelo seu pai, Michael é (2º) mas foi desclassificado e Alesi (Ferrari) e Hakkinen (3º) completam o pódio. Em Hockenheim, a tragédia parecia ter batido na Box da Benetton, Jos Verstappen salva-se no meio da chama que envolvem o seu bólide, numa prova acidentada com onze carros fora de prova à partida. Gerard Berger leva a Ferrari à vitória e os Ligier JS39 completam o pódio com Olivier Panis (2º) e E.Bernard (3º). Na Hungria a luta habitual entre Schumacher (1º) e Hill (2º), agora com a vantagem de 31 pontos favoráveis ao alemão. Em Spa, Ruben Barrichelo faz a polé, Danon Hill ganha e Mikael Schumacher volta a ser desclassificado. Em Monza, pela terceira vez na época o pódio é partilhado entre Hill (1º) Berger (2º) e Hakkinen (3º) e o inglês parte para o Estoril a 11 pontos do alemão. Em Portugal a primeira dobradinha de Hill (1º) e Coulthard (2º) . E Frank Williams, feliz no final da prova afirmou “Vou dar uma chance a Mansell nas últimas corridas. Se ele for extremamente rápido, fico com ele, senão fico, com o Coulthard”. No GP da Europa, Michael Schumacher volta a vencer e Danon é segundo, Nigel Mansell volta a desiludir. No Japão, as posições invertem-se e Danon Hill adia a discussão do título para a Austrália e declarava “Não tive um momento de descanso. É muito gratificante pilotar assim. Decidimos a estratégia de corrida esta manhã. Dedico esta vitória a Ayrton Senna”. Em Adelaide Nigel Mansell conquista a pole e o Grande Prémio, mas o campeonato termina sem brilho, quando Schumacher provoca o despiste de Hill e é campeão do Mundo. Pactrick Head sobre o GP reconheceu que “Foi a melhor perfomance que já vi a Damon. Caso Schumacher não tivesse feito o que fez, tenho a certeza que ele seria campeão”.Mundial de Pilotos: 1ºM.Schumacher (D) 92; 2ºD.Hill (GB) 91;3ºG.Berger (AUS) 41, 4ºM.Hakkinen (SF) 26; 5º J.Alesi (F) 24; 6ºR.Barrichello (BR) 19; 7ºM.Brundle (GB) 14; 8º D.Coulthard (F) 14; 9º N.Mansell (GB) 10; 10º J.Verstappen (NL) 10; 11º O.Panis (F) 9;12ºM.Blundell (GB) 8; 13ºH.H.Fretzen (D) 7; 14ºN.Larini (I) 6; 15ºC.Fitipaldi (BR) 6; 16ºI.Irvine (GB) 6; 17ºU.Katayama (J) 5; 18ºK.Windlinger (AUS) 19ºP.Martini (I) 4 e 20ºE.Bernard (F) 4. Mundial de Marcas: 1ºWiliams (118) ;2ºBenetton (102) 3ºFerrari (71)4ºMclarem 42; 5ºJordan (25); 6ºTyrrel (13); 7ºLIgier (13);8ºSAuber (11); 9ºFootwork (6) 10ºMInardi (4) ; 11ºLaurosse (4

domingo, outubro 11, 2009

1994- Didier Auriol finalmente um francês campeão....


O Mundial de Rallys de 1994, iniciava-se com uma bela vitória de François Delecour em Ford Escort RS Cosworth num pódio diversificado com Jukka Kankkunen (2º) no Toyota Celica Turbo 4WD e Carlos Sainz (3º) que voltava a dispor de um carro competitivo o novo Subaru Imprenza 555. Armin Schwarz (7º) num Mitsubhish Lancer era o mais rápido em prova vencendo nove classificativas mais uma que o vencedor. O Rally de Portugal, era pela primeira vez a 2º prova do Mundial, Os Celica Turbo, obtinham uma dobrinha com Jukka Kankkunen a repetir a vitória de 1992 e beneficiando da desistência de Delecour que então liderava com grande vantagem. O melhor nacional seria Fernando Peres (7º) num Escort RS Cosworth. Os Subaru de Carlos Sainz (4º) e Colin McRae, estrearam os pneus Pirelli com mousse anti-furo, embora apenas nas classificativas em terra. Yan Duncan que apenas tinha participado em dois rallys do mundial e em dez edições do Safari era o grande vencedor num Toyota de fábrica, Auriol era 2º e Kannkunen era vítima de um despiste ou seja o queniano salvava a honra do “convento”. Na Córsega, quarta vitória de Didier Auriol na prova que continuava a ser um feudo dos pilolos franceses imbatíveis desde 1995, o Imprenza de Carlos Sainz (2º) impedia uma dobrinha da Toyota e o piloto espanhol pouco dado a sorrisos quando as coisas correm mal como foi o seu final de prova, era um espelho de felicidade. Franco Cunico estreava-se na Ford substituindo Delecour que tivera um acidente de viação quando experimentava um Ferrari F40 de estrada. Na Acrópele, Carlos Sainz vence depois de uma luta até final do segundo dia com o seu colega de equipa Colin McRae que acabaria por ser desclassificado e comemorava a primeira vitória do Imprenza 555 no Mundial. Armin Shwarz (2º) obtinha um excelente resultado na estreia do Lancer Evolution e Alex Fiori com um Lancia Delta com três anos obtinha um 4º à frente dos Fords que voltavam a andar longe do pódio como tinha acontecido na Córsega. Na Argentina Didier Auriol (1º) e Carlos Sainz (2º), foram os grandes animadores da prova alternando a liderança por oito vezes e 6 s seria a diferença no final entre o francês e o espanhol. Ary Vatanen que na Córsega fora (5º) voltava a ser novamente o melhor da equipa Ford e conseguia o primeiro pódio (3º) após o Rally de Portugal. Na Nova Zelândia, a confirmação que o potencial do Imprenza 555 era uma confirmação e Colin McRae obtinha finalmente uma vitória que há muito já merecia. Armin Schwarz (3º) e Keneth Eiksson (4º), obtinham um belo resultado de conjunto mas a marca não se revelava tão competitiva como se esperava na nova versão do Lancer. Os 1000 Lagos seria uma vez mais ganho por um piloto da casa, agora era Tommy Makkkinen que obtinha a sua primeira vitória absoluta e logo com um Escort RS Cosworth que continuava a não ganhar com os pilotos oficiais, os únicos não nórdicos a vencer na prova finlandesa Auriol (2º) e Sainz (3º) completavam o pódio e a maioria dos pilotos locais surgiam a partir da 5ª posição o que não era habitual na prova. E a Toyota seguia para San Remo com o título de marcas e Didier Auriol ao vencer a prova italiana praticamente era virtual Campeão do Mundo e só a desistência, daria a Carlos Sainz (2º) o título se vencesse a prova inglesa e o português Jorge Bica em Lancia Delta (10º) terminaria no top Ten. No RAC, vitória britânica, dezoito anos depois graças a Colin McRae e terceira da Subaru em 1994. Bruno Thiry (3º) fez um excelente rally e seria o melhor piloto da Ford no campeonato quando era a terceira escolha da marca britânica. Mundial de Marcas: 1ºToyota (182); 2ºSubaru (166); 3ºFord(116). Não elegíveis para a classificação: Mitsubhish (41); Skoda (4) e Renault(4). Mundial de Pilotos (10ºs):1ºD.Auriol (F) 116; 2ºC.Sainz (E) 99; 3ºJ.Kankkunen (SF) 93; 4ºC.McRae (GB) 49; 5ºB.Thyri (BL) 44; 6ºM.Basion (I) 42; 7ºA.Schwarz (D) 31; 8ºF.Delecour (F) 30; 9ºA.Vatanen (SF) 28 e 10ºT.Makkinen (SF) 22.

segunda-feira, outubro 05, 2009

1993- Alan Prost na hora do Penta.

A temporada de 1993 foi mais competitiva e mais espectacular que se previa. A supremacia Wilams –Renault não foi tão evidente como se esperava, face à concorrência mais eficaz que na época anterior. Na África do Sul, Alan Prost obtinha a sua 45º vitória em GPS. E o novo MP/8 de Ayrton Senna (2º) chegou a liderar durante 23 voltas e o novo recruta da Ligier (JS35), Mark Blundell obteve o seu primeiro pódio. Estrearam-se na F1: Michael Andretti, Luca Badoer e Ruben Barrichello. No dilúvio na Pista de José Carlos Pace, simplesmente Ayrton que deu a 100º vitória à Mclarem e Danon Hill (2º) obtém o seu primeiro pódio na F1. Em Donington. Corria-se o GP da Europa, o pódio brasileiro repetia-se e Alan Prost era (3º).Perante mais uma justificação de Alan Prost para a falta de uma vitória, Ayrton apesar da vitória, diria: “Porquê que você não troca comigo”. Em San Marino, Danon Hill, domina a prova, mas é o seu companheiro da equipa, Alan Prost que chega à vitória “Se o Danon não abandonasse, eu não ganharia, e ele ganhava”. A Ferrari anunciava a aquisição de Jean Todt para director desportivo para 1994. No histórico circuito do Mónaco, Alan Prost faz a pole, mas queima a partida e é penalizado (4º). Schumacher lidera parte da prova mas é Ayrton que obtém a sua sexta vitória no circuito monegasco. Alan Prost vence no Canadá após a 7ª pole consecutiva e Schumacher (2º) satisfeito com a sua prova afirmou “Poder lutar com alguém com ele é bom sinal”. James Hunt, campeão mundial de 1976 e então comentarista da BBC, faleceu dois depois da realização da prova canadense, em virtude de ataque cardíaco em sua casa. Em França Danon Hill, é vítima da troca de pneus perdendo a liderança para Alan Prost que vence o GP. No GP da Inglaterra, Hill volta a passar pelo comando, mas é Prost que vence de novo e J.Herbert num pouco competitivo Lotus (4º), estava feliz no final da prova “Um dia ainda chego ao pódio”. Em Hockenheim, a cena habitual, Hill domina e Prost ganha, só que o piloto inglês abandona a duas voltas do fim. E diria que “Isto foi um milhão de vezes pior do que Silvestorne”.Finalmente a vitória mais que justa para Danon Hill no GP da Hungria, Ricardo Patrese (2º) obtêm o melhor resultado de sempre e Gerhard Berger um excelente pódio (3º) após a uma operação ao cotovelo esquerdo. Em SPA, Danon Hill, vence e convence na comemoração do título da Wiliams, Schumacher obtém um sensacional 2º à frente de Prost e Jonnhy Herbert (5º) que termina nos pontos após um violento acidente que nos treinos afectou o seu companheiro da equipa Alex Zanardi que passou muito perto da tragédia”Tive a sensação que o meu cérebro não estava ligado ao corpo porque não podia mexer braços e pernas”.. Em Monza a sorte dos pilotos da Wiliams muda, agora é Prost que domina e Hill que obtém a terceira vitória consecutiva e Pedro Lamy após uma semana intensa de negociações estreia-se na F1 e termina o GP em 11º o piloto português diria no final “Ainda é o carro que me leva”. Ayrton Senna assina contrato com a Wiliams, Frank afirmava: “Sempre quis ter o Ayrton na minha equipa porque ele é um extraordinário campeão. Falamos disso há dez anos O norte americano, Michael Andretti sobe ao pódio (3º) no melhor resultado da época. No Estoril, Michael Schumacher é o vencedor numa prova em que Jean Alesi domina a parte inicial, Alan Prost é 2º e anuncia a retirada da F1. O piloto francês estava encantado com o comportamento do Ferrari : “Nem podia acreditar. Era bom demais. Depois de tanto tempo era quase irreal”. E Michael Andretti anunciava alguns dias depois o regresso à Cart após uma passagem discreta pela F1Ayrton Senna, vence no Japão perante um dilúvio que se abateu sobre a pista demonstrando que continuava imbatível nessas condições. Mika Hakkinen (3º) obtém o seu primeiro pódio na segunda corrida ao serviço da Mclarem. A Jodan obtém os primeiros pontos do campeonato: Ruben Barrichello (5º) e Eddie Irvine(6º). Ayrton Senna termina o ano como começou ganhando no GP. Da Austrália. Na Fórmula Cart, dois ex-campeões do mundo brilharam na temporada de 1993, Emerson Fitipaldi é terceiro piloto de F1 a ganhar a Indy 500 e Nigel Mansell é o campeão com cinco vitórias. O português, Pedro Chaves foi 4ºna Indylighs categoria da ascensão à Fórmula Indy. Mundial de Pilotos: 1º A.Prost (F) 99; 2ºA.Senna (BR) 73; 3ºD.Hill (GB) 69; 4ºM.Schumacher (D) 52 ; 5ºR.Patrese (I) 20; 6ºJ.Alesi (F) 16; 7ºM.Brundle (GB) 13; 8ºG.Berger(AUS) 12; 9ºJ.Herbert (GB) 11; 10ºM.Blundell (GB) 10; 11ºM.Andretti (USA) 7; 12ºK.Wendlinger (AUS) 7; 13ºC.Fitipaldi (BR) 5; 14ºJ.J.Letho (SF) 5; 15ºD.Warwick (GB) 4; 16ºM.Hakkinen (SF 4); 17ºF.Barbazza (I) 2; 18ºR.Barrichello (BR) 2; 19ºP.Alliot (F) 2; 20ºE.Irvine (GB) 2; 21ºA.Zanardi (I) 2; 22ºE.Comas (F) 1. Mundial de Construtores: 1ºWiliams 168; 2ºMclarem 84; 3ºBenetton 72; 4ºFerrari 28; 5ºLigier 23; 6ºLotus 13; 7ºSauber 12; 8ºMinardi 5 ; 9ºFootwork 4; 10ºLaurosse 3 e 11ºJordan 3

sexta-feira, outubro 02, 2009

1993- O penta de Jukka Kankunen na consagração da Toyota

O mundial de 1993 iniciava-se com uma notável vitória de Didier Auriol em Monte Carlo que chega à vitória nos últimos 134 Km da prova, onde François Delecour no novo Escort RS Cosworth foi a grande vedeta, de tal forma que se esperava a primeira vitória do novo modelo da Ford. Na Suécia, apenas marcaram presença as marcas japonesas, Colin Mcrae domina o rally e esteve muito próximo da vitória, problemas mecânicos, um semi-eixo partido quando liderava com um 1 m e 42 s de vantagem sobre Mats Joasson, o sueco obtém a segunda vitória consecutiva no seu rally e o inglês termina em 3º . Interessante foi a prova de Sepp Haider (7º) num Audi Coupé S2 que se estreava no Mundial. Em Portugal finalmente a primeira vitória de Francois Delecour e a primeira dobrinha da Ford. Jorge Bica (8º) em Lancia Integrale HF seria o melhor nacional numa prova em que os Integrale HF voltavam a desiludir apesar do pódio (3º) de Andrea Aghini com Lancia do Jolly Club. Impressionante era o comboio de oito TIR da Pirrelli que deslocou-se às estradas portuguesas com 3.500 pneus para os carros oficiais que utilizavam aquela marca de pneus. O Safari, realizava-se sem a áurea de outras temporadas apenas a Toyota e a Subaru marcavam presença e os sete primeiros carros eram japoneses, os quatro primeiros para o Celica Turbo 4WD com vitória de Jukka Kankkunen e os lugares seguintes para os pequenos Daihatsu Charde . Na Córsega a habitual guerra dos franceses, com a curiosidade de que na última vez que um Ford ganhara na ilha francesa em 1988, o seu piloto era Didier Auriol agora o grande batido pelo piloto mais rápido da Ford François Delecour. Na Grécia, nova vitória da Ford, agora com Massimo Biasion, mas os Subaru Legacy de Colin Mcrae e Ary Vatanen, dominaram enquanto estiveram em prova. Carlos Sainz com um Lancia Repsol era segundo numa época em que a marca italiana deixara de ser uma habitual protagonista no mundial de Rallys. Fora da Europa, corria-se na Argentina e Jukka Kankkunen obtinha uma vitória incontestável dominando integralmente o rally na sua 17ª vitória da sua carreira a 30º da Toyota. Basion impedia uma dobrinha da Toyota, uma vez que Didier Auriol vítima de problemas mecânicos cedia a sua posição ao italiano. Na Nova Zelândia, Colin McRae chegava à vitória, a primeira da Subaru e o Mundial aquecia em termos de liderança de Pilotos e de Marcas, Jukka Kankunen passava para a liderança e a Toyota era alcançada pela Toyota. Nos 1000 Lagos, luta ao segundo entre Jukka Kankkunen e Ary Vatanen, o primeiro vencia e passava a correr para o título. O segundo provava que o novo Imprenza da Subaru era mais um modelo capaz de lutar para o título. Impressionante seria a prova de Tommi Makkinen (4º) em Lancia da Astra numa época em que o carro italiano já tinha demonstrado que a sua época tinha passado. Na Austrália, Jukka Kankkunen afirma-se como um especialista da prova obtendo a sua terceira vitória em quatro anos, a Subaru (Ary Vatanen) e a Ford (Francois Delecour) continuam na disputa pelos lugares do pódio. Em San Remo, os carros oficiais não chegam so fim da prova, Carlos Sainz (2º) não consegue fazer melhor que se colocar entre os dois pilotos privados da Ford, o italiano, Franco Cunico que chega à vitória e Patrick Sneyers (3º) que obteve o melhor resultado de um belga no Mundial. Na Catalunha, quinta vitória da Ford e Francois Delecour superiorizou-se a Jukka Kankkunen, mas o finlandês comemora a ponta. A Lancia abandona oficialmente os rallys do Mundial. No RAC com os títulos decididos os Campeões Jukka Kankkunen e a Toyota vencem a prova inglesa e Malcon Wilson (3º) é o melhor local e da Ford. Mundial de Pilotos (10ºs):- 1ºJukka Kankkunen (SF) 135; 2ºF.Delecour (F) 112; 3ºD.Auriol (I) 92; 4º M.Biasion (I) 76; 5ºC.McRae (GB) 50; 5ºC.Sainz (E) 50; 7ºK.Eriksson (S) 41; 8º A. Vatanen (SF) 38; 9º G.Trelles (U) 28; 10ºT.Makkinen (SF) 26. Mundial de Marcas: 1º Toyota (157); 2ºFord (145) 3ºSubaru (110) 4ºLancia (92) e 5ºMitsubhish (86).

domingo, setembro 27, 2009

1992- Nigel Mansell - um piloto de instinto que utilizou a 100% a tecnologia da Wiliams.

1992 foi marcado pela supremacia técnica da Wiliams num ano em que Nigel Mansell, dominou sem contestação a maioria dos GPS , com naturalidade como provam o seu record de vitórias. Todavia a sensação da temporada seria Michael Schumacher que na sua primeira temporada completa mostrou rapidez e segurança características estas só observadas na estreia de Ayrton Senna em 1984. No defeso Nelson Piquet tri-campeão Mundial anunciava o fim da sua carreira, após 204 Gps, 23 vitórias e 24 poles, durante o ano anuncia a sua ida para a Cart e nos treinos para a Indy 500 sofre um pavoroso acidente. O Mundial regressava à África do Sul, e a Williams com a suspensão activa dominou a concorrência e não deu hipóteses a ninguém .Nigel Mansell dominou completamente o fin-de-semana. Ricardo Patrese com o FW14B completava a dobradinha da marca inglesa. Ayrton Senna, subia ao pódio, mas a decepção era evidente: “Espero que isto sirva de motivação para a preparação de um carro novo”. Estreavam-se na F1, Cristian Fitipaldi, que daria boas indicações até desistir; Ukyo Katayama que seria o único a terminar (12º); Paul Belmond (filho do conhecido autor) e a bela Giovanni Amati. A dobrinha da Wiliams repetia-se no GP México e Michael Schumacher (Benetton B191) obtinha o seu primeiro pódio. Numa prova em que os motores HB V8 da Ford obtinham os 7º e 8º à geral dando mostras de alguma competitividade. Mansell e Patrese, obtêm a terceira dupla no Brasil numa prova em que nenhum brasileiro chegaria ao fim Ayrton afirmava “Os Wiliams são de outro planeta”. Em Espanha, uma corrida acidentada com treze carros fora da pista, Nigel Mansell continua imbatível, mas as dificuldades do piso, alternando-se entre o seco e o molhado, levou a que o inglês afirmasse que “Foi uma das corridas mais duras que disputei”. OF92 A da Ferrari faz o primeiro pódio através de Jean Alesi que herdou a posição da Ayrton na parte final da prova, mas foi sem dúvida a figura da prova e Schumacher (2º) continuava a confirmar o seu talento. Danon Hill é o novo recruta da Brabham substituindo Giovanni Amati, cujo talento da F1 não era visível. Em San Marino, domínio insolente dos Wiliams, a 5ª dobradinha e a sexta de Nigel, Aryrton termina em (3º) completamente esgotado. A Ligier completava o seu 250 GP. O Mónaco inicia-se com Mansell a dominar mas a sete voltas do fim uma ida à box dá vitória a Ayrton Senna e a primeira não Wiliams e o seu engenheiro B.Dudot “Decididamente a sorte não nos sorri no Mónaco”. A Mclarem volta a ganhar numa prova em que os erros dos Wiliams atiram os carros para fora da pista e Gerard Berger (Mclarem MP4 -7A) foi o vencedor. A revelação da prova seria o “rokkie”, Ukyo Katayama (Venturi LC-92) que abandonava a prova quando defendia o seu 5ª posição com um carro tão pouco competitivo. Em França volta à normalidade dobradinha da Wiliams, vitória de Mansell depois de uma liderança de Ricardo Patrese que obedece às ordens da equipa. Jean Alesi brilhou no circuito de Magny-Cours sendo um dos mais rápidos em pista com pneus secos perante o dilúvio que levou todo o pelotão à box, mas o motor partiu. A histeria da Mansellmania não seria defrauda em Silvestorne os Wiliams a dominar e Nigel a vencer e Martin Brundle (Benetton B 192) no pódio(3º) sem dúvida o destaque do GP. Ayrton continuava desiludido com o MP4-7A, “Para continuar assim, mais vale parar. Não arrisco a vida para chegar em terceiro”. Em Hockenheim, Nigel Mansell vence perante a pressão de Ayrton e declarava no final do GP : “A estabilidade do Mclarem e a potência do Honda impressionaram-me”. No Hungaroring, Ayrton Senna confirmava a excelente prova no GP da Alemanha e obtinha a sua primeira vitória da época, Nigel era 2º e tornava-se campeão mundial de 1992. Mas a revelação da prova foi o jovem Mika Hakkinen (Lotus 107), 4º no final após várias ultrapassagens geniais. Na box da Ferrari festejava-se a sua 500ª participação em provas de F1. Em Spa, a primeira vitória absoluta de Michael Schumacher numa prova em que as condições climáticas e a estratégia de Box lhe proporcionou o eu primeiro sucesso na F1. Os Wiliams situaram-se nas posições seguintes na terceira vitória de um piloto não pertencente ao team inglês. A Brabham não estava presente na grelha de partida, era o princípio do fim após 399 participações. Em Monza, Ayrton Senna domina de forma absoluta os Benetton voltam a brilhar, Martin Brundle é 2º e Michael Schmacher (3º). O ambiente no padoock era quente, Nigel Mansell preparava-se para abandonar a F1 e Alan Prost tinha já um pré -contrato com a Wiliams e Mikael Andretti, campeão da Cart era o novo recruta da Mclarem.O campeão britânico pouco depois anunciava a sua ida para a Cart ondedeveria pilotar para a Newmans-Hass. A Honda anunciava o seu abandono da competição. No Estoril , Nigel Mansell obtinha a sua 30ª vitória absoluta e a nona da temporada, um novo record. O GP é marcado pelo acidente impressionante de Ricardo Patrese que voa para o vazio, o piloto italiano diria: “Pela primeira vez tive medo de morrer .Quando vi o céu pensei em Villenueve…”.Em Fuji, finalmente Ricardo Patrese chega à vitória, numa prova em que os principais animadores do Mundial não terminaram a prova. Nigel Mansell continuava a criticar a aposta de Frank Wiliams que contrara Alan Prost “Os Wiliams deverão continuar a ser superiores que até um fantoche pode ganhar. Por isso pode ganhar todas as corridas de 93. A imprensa deveria pressionar a Wiliams para contratar um piloto mais rápido que Prost, como o Danon Hill. Mas o melhor para o espectáculo seria mesmo contratar Senna”. Na Austrália corre-se o último GP da época o mais animado da época, Mansell bate recorde de polés e lidera prova até Senna o abalroar e abandonarem os dois, Patrese herda o comando, mas pára e Berger é o vencedor. Mundial de Pilotos: 1ºN.Mansell (GB/108) ;2ºR.Patrese (I/56) 3ºM.Schumacher(D/54); 4ºA.Senna(BR/50); 5ºG.Beger(AUS/49); 6ºM.Brundle (GB/38); 7ºJ.Alsei (I/18); 8ºM.Hakkinen (SF/11)); 9ºA.Cesaris (I/8); 10ºM.Alboreto (I/6); 11ºE.Comas (F/4): 12ºK.Wendlinger (AUS/3); 13ºI.Capelli (I/13); 14ºT.Bousten (BL/2);15ºP.Martini (I/2); 16ºJ.Herbert (GB/2); 17ºB.Gachot (BL) 1; 18ºC.Fitipaldi (BR) e 19º S.Modena (I), Mundial de Construtores;1ºWiliams (164) 2ºMclarem (99); 3ºBenetton (92) 3ºFerrari ( 31); 4ºLotus ( 13) 5ºTyrrel ( 8); 6ºFootwork ( 6) 7ºLigier ( 6); 8ºMarch (3 ); 9ºBMS Dallara (1); 10ºVenturi (1) 11ºJordan (1)

quinta-feira, setembro 24, 2009

1992-Sainz vence no ano da Lancia

Se o Lancia Integrale HF foi sem dúvida o carro do ano, Didier Auriol o piloto mais rápido ano seria derrotado pelo Carlos Sainz que fez uma segunda parte do Campeonato sensacional conquistando o título no Rac quando já ninguém esperava. Em Monte Carlo os Lancia foram imperiais e Didier Auriol chegou ao final com dois minutos de vantagem ao final do rally. Na Suécia, o veterano Mats Joasson, com GT4 de 1991, levou a Toyota ao triunfo e Colin McRae obtinha o melhor resultado de um Subaru no Mundial de Rallys ao assegurar o 2ºLugar e era único não nórdico nos dez primeiros lugares. No Vinho do Porto, Os Fords oficiais surpreenderam com Francois Delecour a liderar as etapas de faltas, mas seria Jukka Kankkunen com Integrale a dominar a prova. O velho Renault 4GTL de António Pinto dos Santos terminou a prova e Joaquim Santos, melhor nacional não aí além do 8º da Geral. No Quénia, Carlos Sainz foi superior aos Lancias oficiais e marcou o triunfo do novo Celica Turbo numa prova em que a marca japonesa obteve a sua quinta vitória. Na Córsega o habitual domínio francês Didier Auriol volta às vitórias e o Cosworth 4x4 da Ford pilotado por Delecour é segundo à frente Philipe Bulgaski. Os roubos aos membros da caravana do rally foram a nota dominante e cerca de sessenta pneus passaram para as mãos dos amigos do alheio.Na Acrópele, nenhum Toyota à chegada e Didier Auriol mostra que corria para o título, Massimo Basion (2º) confirma a superioridade dos Ford e Colin Mcrae (4º) obtém mais um resultado digno para a Subaru. Na Novas Zelândia, Carlos Sainz inscrito à ultima hora chega à vitória a Lancia ausente perde pontos e os seus pilotos passam a estar ameaçados pelo piloto espanhol. Na Argentina a luta entre Auriol e Sainz, começa a animar o Mundial o francês ganha e a luta transfere-se para a Europa e nos 1000 Lagos, a Lancia confirma o título de Marcas e Didier Auriol é o segundo não nórdico a vencer a prova finlandesa perante dois nomes de renome, Jukka Kankkuen e Markku Allen (Toyota). A Subaru anuncia o novo modelo o Im prensa em testes pela mão de Ary Vatanen. Na Austrália, Didier Auriol obteve a sexta virória da época um novo recorde e além é de novo segundo. Mas a Lancia estava mesmo imparável e o jovem Andrea Aghini inscreve o seu nome na lista dos italianos que ganharam em casa. As transferências sucedem-se Armin Schwarz, assina pela Mistsubhish e Didier Auriol apesar de estar na luta pelo título é anunciado como novo piloto do Team Europe. Na Costa do Marfim, como já vinha a ser hábito, sem carros oficiais o japonês Kenjiro Sinozuka com o velhinho Mitsubhish Galant VR4, repete a vitória de 1991. As duas últimas provas decidiram o Mundial de pilotos, com duas vitórias consecutivas de Carlos Sainz na Espanha e no RAC e a consagração do seu bi-campeonato. Antes da realização da última prova, a Costa do Marfim é excluída do Mundial de Rallys de 1983. O novo Ford Escort RS Cosworth Rs estreava-se no final do ano no Rally do Var, Bruno Saby levava a Mitsubhish à vitória do Rally Paris –Cabo, numa altura que marcas, pilotos e novas provas animavam os rally raids internacionais. Joaquim Santos era Campeão Nacional, agora com o Toyota Celica GT4 e com vitórias nos rallys de Sopete e Figueira da Foz . Mundial de Pilotos (10ºs primeiros): 1ºC. Sainz (E) 144; 2ºJ.Kankkunen (SF) 134; 3ºD.Auriol (F) 121; 4ºM.Basion (I) 60; 5ºM.Allen (SF) 59; 6ºF.Delecour (F) 45; 7ºA.Aghini (I) 39; 8ºC.McRae (GB) 34; 9ºA.Fiori (I) 32 e 10º J.Recalde (RA) 28. Mundial de Marcas (10ºs primeiros): 1ºLancia (191); 2º Toyota (132); 3ºFord (94); 4ºSubaru (60); 5ºMitsubhish (44); 6ºNissan (44) ; 7ºAudi (10) ; 8º Renault Argentina (7); 9ºRenault France (2) e 10ºGM Europe (2).

domingo, setembro 20, 2009

1991- Ayrton Senna um início à campeão numa corrida difícil para o tri.

Nem sempre os acontecimentos da F1 em 1991 mantiveram a imagem desejável que se deseja na categoria máxima do desporto automóvel. O homem forte da FISA , Ballestre é substituído por Mosley. O mundial inicia-se em Poenix, com a vitória de Ayrton na estreia do MP4-6 da Mclarem e iguala orecord absoluto de vitórias de Jackie Setwart. Alan Prost apesar do fraco andamento da sua nova montada, o modelo 642 da Ferrari é segundo e os Wiliams não terminam o GP. No Brasil, Ayrton Senna vence com alguma facilidade no final, o campeão brasileiro desabava : “Esta foi a vitória mais apetecida de todas, só comparável à primeira no Estoril, e à do Japão em 1988. Agora o meu objectivo é o tri”. A revelação da prova seria Ricardo Patrese que seria 2º e ao longo do fim-de-semana, e o piloto mais rápido da Wiliams. Em Imola, o domínio do MP4-6 foi indiscutível, Senna volta a ganhar e Gerard Beger completa a dobradinha da Mclarem. Ricardo Patrese voltou a confirmar o bom momento dos Fw14, chegando a liderar antes de abandonar a prova. Senna diria mesmo que “foi uma vitória inesperada”. O português Pedro Chaves num Coloini C4 continuava a lutar para conseguir um lugar no Grid. No Mónaco, simplesmente Ayrton Senna nas comemorações do 25º aniversário da Mclarem na F1.Os Wiliams continuavam a sua evolução e ocupavam os restantes lugares do pódio de Monte Carlo. No circuito de Gilles Villenueve, mais uma vez tocou o hino brasileiro, agora era Nelson Piquet que levava o Benetton B-191 à vitória. Stefan Modena era segundo, oferecendo à Pirrelli a sua primeira dobradinha desde há muitos anos. Porém a alegria era dominante na Box da Jordan com os resultados dos seus pilotos em lugares pontuáveis: Andrea de Cesaris era 4º e Bertrand Gachot era 5º. A wiliams domina no GP do México com uma dobradinha e vitória de Ricardo Patrese que reconhece que o seu patrão “Frank tem razão, ainda podemos pensar no campeonato”. Ayrton Senna foi 3º e era líder isolado, mas afirmava “Estamos a competir com equipamento inferior à Wliams”. Na estreia de Mangy Cours, a multidão invade o circuito francês, a Wiliams revela-se imparável Patrese domina nos treinos e Nigel Mansell finalmente a vitória, a 17ª da sua carreira. Mais um 3º posto de Senna que desencantado dizia “Deste jeito não dá”. Nigel Mansell de novo e a vitória em Silvestorne levanta a moral do piloto inglês “Agora sim, já me podem falar do campeonato”.Na Alemanha nova vitória de Nigel Mansell e nova dobradinha da Wiliams, Nelson Piquet comentava desta forma o domínio insolente dos Wiliams “Se o idiota do Mansell não fizer nenhuma besteira, dá para ganhar o campeonato”. E o japonês melhor sucedido na F1, Satoru Nakajima que chegou ao mundo dos GPs. Apoiado pela Honda anunciava para o final da temporada o fim da sua carreira na F1. O ambiente na Ferrari era ainda mais tenso que na Mclarem e Alan Prost , ponha o seu lugar à disposição. O 3º de Jean Alesi não era suficiente para superar a falta de competitividade dos carros italianos. No GP da Hungria, Ayrton Senna vencia na sombra dos Wiliams os monolugares mais competitivos do pelotão.Nova dobradinha agora com os Mclarem e com mais uma vitória de Ayrton que Piquet , 3º , comentava “O título é já do Ayrton, não tem mais jeito”.Em Monza, Mansell vence Senna e Alan Prost sobe ao lugar mais baixo do pódio, mais animado diria “Gostaria que o campeonato se decidisse no Japão. Talvez assim a Ferrari consiga ganhar este ano”. No GP de Portugal, Nigel Mansell é desclassificado na ida box perdendo uma vitória certa que é herdada por Patrese e uma vez mais Pedro Chaves falha uma qualificação, diria em consequência “Estou numa situação melindrosa”.E a sua saída confirmou-se na Catalunha, Mansell vence a prova e afirma “Desta vez tive uma excelente parada de box: pelo menos saí em quatro rodas …”. Ayrton, quinto numa altura em que o título se jogava na corrida, na box e na estratégia da corrida diria “Errei na escolha dos pneus”. Alan Prost, segundo e de forma indirecta crítica a opção dos neumáticos seguida pela equipa : “Se não estivesse na Ferrari teria largado com pneus slicks”, o francês voltava ao pódio, 3º mas continuava sem ganhar. Em Suzuka, Ayrton Senna termina em segundo e obtém o título na festa de Gerard Berger em mais uma dobradinha da Mclarem. Nigel Mansell vencido mas não convencido afirmou “No próximo semana já estarei motivado de novo”. Alan Prost, continuava na ofensiva verbal “A minha Ferrari estava pior que um camião. Assim não dá gosto pilotar” e seria despedido não correndo em Adelaide. A chuva interrompia o desenrolar do GP e Ayrton Senna vence numa prova em que o piloto brasileiro obteve a sua 80ª pole. A Mclarem obtinha o seu sétimo título numa época em que os Wiliams FW14 eram os monolugares mais rápidos da temporada. O ano ficaria marcado pela estreia de dois pilotos promissores: M. Schumacher que não necessitou sequer de meia época para se impor no difícil mundo da Fórmula 1 como a grande revelação do ano e o mais prometedor entre os jovens pilotos que procuram fazer carreira nos Grandes Prémios. M. Hakkinen poderia ter sido considerado o piloto revelação da época se não tivesse surgido o “fenómeno” Schumacher. De facto não é muito comum um piloto vindo da F3 com um carro pouco competitivo, pontuar logo nos primeiros Grandes Prémios num ano em que quarenta e três pilotos marcaram presença no mundo restrito da F1. Mundial de Pilotos: 1ºA.Senna (BR) 96; 2º R.Patrese (I) 91; 3ºG.Berger (AUS) 85; 4ºA.Prost (F) 34; 5ºN.Piquet (BR) 26.5; 6ºJ.Alesi (F) 21; 7ºS.Modena (I) 10; 8ºA. De Cesaris (I) 9; 9ºR.Moreno (BR) 8; 10ºP.Martini (I) 6; 11ºJ.J.Letho (SF) (4); 13ºB.Gachot (BL) 4; 14ºM.Schumacher (D) 4; 15ºS.Nakajima (J) 2; 16ºM.Hakkinen (SF) 2; 17ºM.Brundle (GB) 20; 18ºA.Suzuki (J) 1; 19ºJ.Bailey (GB) 1; 20ºE.Pirro (I) 1; 21ºE.Bernard (F) 1; 22ºI.Capelli (I) 1; 23ºM.Blundell (GB) 2 e 24ºG.Morbedelli (I) 0.5.Mundial de Construtores: 1ºMclarem (139); 2ºWiliams 132; 3ºFerrari 55; 4ºBenetton (34.5); 5ºJordan (17); 6ºBrabham 13 7ºTyrrel (12); 8ºMinardi (6,5) ; 9ºDallara (5); 10ºLotus (2) 11ºLola (1 ) e 12ºLeyton House ( 1)

1991 - Kankkunen o campeão, Sainz o mais veloz

Ainda longe da evolução dos modelos de Grupo B, a Fia, seis anos depois procurava já limitar a potência dos diferentes modelos que iriam correr o Mundial de 1992. De resto a limitação da potência a 300 bhp., já não foi respeitada no ano anterior pela maioria das equipas de fábrica e nesse contexto de tentar conter a escalada de potência, a maior alteração técnica, consistiu na utilização de um restritor de 38 mmm em carros do Grupo A. A limitação dos treinos foi outra das alterações introduzidas no Mundial de Rallys. O Monte Carlo, marcou a primeira derrota da Lancia desde 1985 com uma vitória incontestada de Carlos Sainz que foi simplesmente imperial mesmo considerando que a revelação do Rally, François Delecour com o novo Cosworth RS da Ford. O velho Galant VR4, pilotado por Keneth Eiksson vence o seu rally (Suécia), com pouco mais de duas dezenas de segundo sobre Mats Joasson porém na lista de inscritos os três principais pilotos suecos não estiveram à partida: Stig Blomqvist, Bjorn Waldegaard e Mikael Eriksson, numa prova em que nenhum não nórdico se classificou nos dez primeiros da geral. Em Portugal à quinta tentativa Carlos Sainz vence o rally e assume a liderança do mundial e Carlos Bica num modesto 10º era o melhor nacional numa prova apagada dos Lancia Martini que apesar de tudo colocaram dois carros no pódio. Em Itália o modelo Super Delta iniciava os testes para o mundial de 1992. No Safari, a Lancia renasceu com a vitória de Jukka Kankkunen depois de quase seis meses em branco. Os riscos da prova queniana foram motivo de reflexão na única prova de estrada aberta em função de alguns acidentes que apesar de não terem terminado em tragédia, tiveram algo de inédito como o Nissan 200 SX que embateu contra …um comboio. O sistema de telemetria que equipava a F1 chegava aos rallys pelas mãos da Nissan que utilizou tal dispositivo nos Sunny GTI-R. Na Córsega um dos melhores rallys do ano, quatro pilotos de marcas diferentes passaram pela liderança e “el matador”, Carlos Sainz voltava a ganhar perante a resistência francesa que encontrou em François Chatiriot o piloto de ponta que liderava a prova quando a transmissão cedeu. Apesar do segundo posto, Didier Auriol, a Lancia saiu da quarta ronda com um sabor amargo. Uma vez que o piloto francês dispondo de assistência oficial não conseguiu inicialmente “andar” próximo dos tempos efectuados em 1991. A Grécia, ao contrário da prova francesa foi uma festa para a Lancia que colocou três carros nos quatro primeiros lugares e Jukka Kankkunen foi um vencedor feliz depois de ter sido durante maior parte da prova um espectador privilegiado da luta Auriol e Eriksson. Sete equipas oficiais marcaram presença no rally de Acrópele que marcou a estreia do filho do presidente da Argentina no Mundial de Ralys, Carlos Meném Jr. A caravana abandonava a Europa em direcção ao Pacífico, Na Nova Zelândia, confirmava-se que a luta pelo Mundial de Pilotos seria entre Carlos Sainz e Jukka Kankkunen, o primeiro triunfava mas seria outro finlandês Markku Allen que ao colocar o Subaru Legacy Turbo na 4ª posição a grande surpresa da prova. Na Argentina, o habitual domínio da Lancia seria posto em causa com a vitória do GT4 de Carlos Sainz que bateu os quatro “Integrale” que ocuparam as posições seguintes. O último rally fora da Europa seria ganho por Jukka Kankkunen que lutava já taco a taco pelo título mundial com Carlos Sainz. O piloto espanhol, não aguentaria a pressão despistou-se por três vezes a última a 150 Km /h fazendo o Toyota voar e rodopiar, aterrando com as quatro rodos no solo para sorte da equipa espanhola. Em San Remo o habitual domínio da Lancia e para Didier Auriol finalmente a primeira vitória e Ove Andersson, o director da Toyota, apesar de duvidar do andamento dos carros italianos acabou por não protestar até que os GT4 estiveram irreconhecíveis. Em África corria-se na Costa do Marfim sem interesse para as equipas oficiais e entregue aos pilotos locais e teams semi-oficias, o japonês Kenjiro Shinozuka em Mitsubhish Galant VR4 ganhou sem contestação. Na Catalunha, Carlos Sainz considerado favorito acaba fora de prova na 2ªEtapa, Jukka Kankkunem assume a liderança do campeonato e Armin Schwarz o piloto que mais Toyotas atirou para a sucata obtinha a sua primeira e última vitória em rallys do Mundial, a Lancia era já campeão de marcas. Na prova inglesa, a Lancia e Kankkunen confirmaram os títulos pilotos e de marcas e Carlos Sainz que terminou o RAC em 3º foi considerado o piloto mais rápido do ano, mas na prática perdeu um título que esteve ao longo da temporada perfeitamente ao seu alcance. Piero Liatti era o novo campeão da Europa, Carlos Bica voltava a ganhar o nacional de rallys .Mundial de pilotos (10ºs): 1ºJ.Kankkunen (SF) 150; 2ºC.Sainz € 143; 3ºD.Auriol (F) 101; 4ºM.Biasion (I) 69; 5ºK.Eriksson (S) 66; 5ºA.Schwarz (D) 55; 6ºM.Allen (SF) 40; 6ºF.Delecour (F) 40; 8ºF.Delecour (F) 40; 9ºJ.Recalde (RA) 29 e 10ºM.Ericsson (S) 27. Mundial de Marcas (10ºs) 1ºLancia (137); 2ºToyota (128); 3ºMitsbhish (62); 4ºFord (54); 5ºMazda(44); 6ºSubaru