quarta-feira, agosto 10, 2011

O 1800s o primeiro "Super carro" do WRC

Os Alpine A 110-1800S foram campeões de Marcas da Europa (1971-1973 e do Mundo de Rallys (1973)/(foto Elf)

 Os Apine 1800 nas mãos dos pilotos franceses dominaram o Mundial e Tour de Corse durante várias edições (foto   Elf) 
Joginger Singh o campeão queniano utilizou o 1800 S sem sucesso no Safari (foto Elf)

 
Jen Luc Therier um piloto ganhador a caminho da vitória do 7ºTRally Internacional TAP (1973)
Foto in O Melhor Rally do Mundo, Direcção de João Anjos , p.40. 

"Siroco" o campeão grego conseguiu dois pódios quando o 1800S estava já ultrapassado.
(foto de Martin Holmes)  

 
O Alpine Renault, nasceu da criação de Jean Rédele que projectou uma carroçaria em fibra cuja configuração aerodinâmica segundo os cânones da época, devidamente associada a um motor Renault que desde 1968 sofreu várias versões, tornaram este pequeno desportivo francês num carro muito competitivo na viragem para a década de 1970 e pelo menos até a chegada do Lancia Stratos HF outro super carro que vingou na mesma década. O sucesso do Alpine Renault nas versões 1600S e 1800S, estava na sua tracção, que em conjunto com a aceleração e associada à sua leveza, tornava este bólide rápido no asfalto e ligeiro, mesmo por cima de buracos e pedras, em provas como o Rally de Marrocos era “vê-los deslizar com uma facilidade incrível”. Relativamente à sua motorização inicialmente tinha um motor de 1108 cc de um Renault 8, algum tempo depois era acoplado um motor do Renault 16 de 1470 cc e posteriormente o 1600 cc do 16 TS em 1970.  Mas, o Alpine Renault atingiu o máximo das suas potencialidades na versão do grupo 4, tornando-se o primeiro campeão Mundial de Rallys de Marcas em 1973, quando a Alpine já tinha sido adquirida pela Renault. Nessa versão a berlineta francesa tinha uma carroçaria de vidro, duas portas e dois lugares, montada sobre um chassis de viga central. Com tracção traseira com caixa de velocidades de cinco velocidades e um motor que debitava cerca de 175CV para um peso de 730 Kg entre outras características. Entre as suas principais vitórias destacam-se: 1968 – Bernard Darniche na Córsega; 1970 –Jean Luc Therier (San Remo e Acrópele) e Bernard Darniche na Córsega); 1971- Ove Andersson (Monte Carlo, San Remo, e Acrópele), Bernard Darniche (Alpes Austríacos) e Jean Pierre Nicolas (Lyon-Charbonnières e Portugal) e Jean Clude de Andruet (Córsega), outras vitórias no Europeu de Rallys ( nas quais contam-se a vitória no Europeu de Marcas de 1971-1973) e no campeonato francês de rallys, marcaram este período anterior à participação no Mundial de Rallys. No Mundial em 1973: Jean Clude Andruet venceu em Monte Carlo e cinco Alpines no top 6  (1º, 2º,3º,5º e 6º); Jean Luc Therier ganha três provas (Portugal, Acrópele e San Remo), Bernard Darniche (Marrocos) e Córsega (Jean Pierre Nicolas). Em 1974 – A Alpine apesar de Campeã do Mundo de Rallys de Marcas deixa o Mundial de Rallys mas os privados continuam a dar pontos à marca : 5º R.Neyret /(Portugal); 5º G.Chasseuil, 8º R.Neyret e 9º M.Hoepfner (Press -on-Regardless e 2ºJ.P.Nicolas, 3ºJ.L.Therier, 4ºF.Manzagol e 12º M.Mouton (Córsega) - 5ºMundial. Em 1975 – 6ºJ.Henry (Monte Carlo); 2º”Siroco” (Acrópele); 3ºR.Neyret (Marrocos; 2º J.L.Therier (San Remo) e 2ºJ.P.Nicolas, 3ºJ,C.Andruet, 4ºF.Manzagol, 5º J.Henry, 6ºF.Vicent, 7ºM.Mouton, 8ºSoriano e 9ºPicone (apenas três carros não eram da marca ainda que F. Vicent se apresentasse num A310 que chegou a ser uma alternativa ao 1800 S mas faltava-lhe competitividade para enfrentar o poderoso Lancia Stratos HF e a sua evolução seria cancelada, no mundial a marca terminava em 3º. Em 1976 voltava ao pódio com o campeão nacional da Grécia, 2º na Acrópele e na Córsega. Mas , o 310 conseguia os primeiros pontos no Mundial- 2ºB.Darniche, 3º F.Manzago (3º) e 6º F.Moreau, a Alpine era 8º no Mundial. Em 1977 o velhinho Alpine 1800 é 9º com De Meyer no Monte Carlo, o seu último resultado numa época em que a Renault desenvolvia o 5 Alpine que pontuava pela primeira vez em San Remo (7º) antes do pódio em Monte Carlo de 1978, Jean Ragnotti (2º) e Guy Frequelin (3º).   

segunda-feira, agosto 08, 2011

O sonho de Jonh Cooper ....a F1.

Apresentação do Cooper Climax T60
(Foto in  arquivo Cooper)
Jack Branbham /Cooper Climax T53 na liderança do GP da Inglaterra
 (Foto de Bernard Cahier  )
1º GP de Portugal (1960) - Jack Branham (Cooper T53)
(foto de Bernard Cahier)

Bruce Mclarem e o genial Austin Cooper S
(foto  in arquivo Cooper) 


Pedro Rodriguez (Cooper T81/Maserati)  deu a última vitória ao construtor britânico em Kyalami
(foto in arquivo Cahier).

A Cooper F1 nasceu do sonho de Jonh Cooper antigo piloto de F 500, mas que ficou conhecido na história do desporto automóvel como construtor, sendo o primeiro passo para a sua participação na Fórmula 1, a sua experiência com um Spor Protótipo, um Cooper Climax com motor traseiro, que seria o precursor do F2/F1 . Em 1957, Roy Salvadori procurou apoio junto de Rob Walker, o herdeiro da destilaria Jonnny Walker para um projecto na F1, que passaria por encomendar um monoposto híbrido de dois litros que deveria fazer a sua estreia no GP do Mónaco. Logo no seu primeiro GP o Cooper andou nos lugares pontuáveis e Jack Brabham era 6º no final da prova. E no no seu sétimo Grand Prix na Argentina (1958), Maurice Trintignant, segundo piloto chegava à vitória. Nos anos seguintes dois títulos mundiais 1959 e 1960, ao fim de mais nove épocas e 16 vitórias em Grandes Prémios, a aventura Cooper na Fórmula 1 chegava ao fim, não só que perdera dois dos seus pilotos carismáticos Jack Brabham e Bruce McLaren, que também apostavam na sua carreira como construtores da F1, projectando os seus próprios chassis, como também a falta de um motor competitivo como propulsor dos seus chassis. A Conventry Climax anunciava a sua decisão de acabar com o seu departamento de fornecedor de motores competição e o novo motor Ford DFV apresentado em 1967 e que iria monopolizar os chassis de F1.  Jonh Cooper que tinha um acordo com a B.M.C., não podia utilizar tais motores e dois anos depois abandonava a F1. O seu nome ainda ficaria ligado aos rallys, quando propôs a George Harriman o homem forte da BMC, a criação de uma versão mais desportiva do Austin Mini e dessa proposta surgia o Austin Cooper S uma transformação de um dos seus mecânicos, “Ginger” Devlin.  Resultados da Cooper F1  no Mundial de Construtores: 3º (1958); 1º(1969);1º(1970);4º (1961); 3º (1962); 5º(1963); 5º (1964); 5º(1965); 3º(1966); 3º(1967) e 6º(1968)            

sábado, agosto 06, 2011

Terminou a classificativa do Ribeiro Frio ...a festa dos vencedores e sobreviventes começa no Club Sports Madeira


Bruno Magalhães o justo e incontestável vencedor do Rally da Madeira 2011
(foto de Daniel Sá in site CSM)

Victor Sá esteve simplesmente  a um nível superior aos pilotos do Europeu de Rally
( Daniel Sá in site CSM)


 Luca Rosseti provou que é um piloto rápido mas o Abarth Grande Punto está ultrapassado...
(foto de Daniel Sá in site CSM)

Miguel Nunes uma prova de "trás para a frente" e uma grande vitória na Produção
(foto de Duarte Sá in Site CSM)



Ricardo Moura um excelente resultado e meio caminho para o título nacional
(foto de Daniel Sá in Site CSM)



A terminar o Rally Vinho da Madeira de 2011, uma palavra de apreço, relativamente ao Club Sports da Madeira, pela estrutura que montou ao longo do fim de semana mas também pelo nível de organização  onde a excelência e a segurança, são os pontos altos do rally madeirense. A impressionante moldura humana que surpreendente sempre quem se desloca à “Pérola do Atlântico” pela primeira vez e a competitividade que a prova atingiu e se Bruno Magalhães chega finalmente à vitória após dois segundos lugares, a verdade é que o piloto da Peugeot Sport Portugal era equipa melhor equipada e a boa prova realizada na Madeira evidencia também uma maturidade como piloto que merece mais sorte no IRC. Victor Sá simplesmente, excelente, rápido, seguro e capaz de andar ao nível de Luca Rosseti que é  o grande favorito ao título de Campeão Europa de 2011. Uma vez mais provou-se o excelente desempenho dos pilotos madeirenses, com um conjunto de pilotos que andam no asfalto, a um nível superior aos pilotos que disputam o campeonato nacional e não foi por acaso que Bernardo Sousa foi campeão nacional na única temporada que fez no Campeonato Nacional. Interessante a prova de Ricardo Moura, o micaelense que raramente comete erros, mas mais à vontade na terra foi sem dúvida o melhor dos pilotos que vieram à Madeira recolher pontos para o Nacional de Rallys e finalmente, o desempenho de Pedro Peres que foi melhorando o seu andamento há medida que o rally aí se desenvolvendo.

Classificação Oficial Provisória

1ºBruno Magalhães/Peugeot 207 S2000; 2º Victor Sá /Peugeot 207 S2000; 3ºLuca Rossetti /Abarth Grande Punto S2000/ 4ºMiguel Nunes/Mitsubhish Lancer Ev0 X; 5ºAntónio Nunes/Mitsubhish Lancer Ev0 X; 6ºLuca Betti/Peugeot 207 S2000; 7ºRicardo Moura/Mitsubhish Lancer Ev0 IX; 8ºPedro Peres/Mitsubhish Lancer Ev0 X; 9ºAntonin Tlustak/Skoda Fabia S2000 e 10ºManuel de Micheli/Peugeot 207S 2000

A segunda sessão da tarde continuou centrada no bom andamento de Luca Rosseti e Vitor Sá, que continuam a ser mais rápidos, quando Bruno Magalhães  está já a gerir a sua vantagem, quando termina a classificativa do Rosário 2 para o Top 10 com a segunda vitória do piloto do Abarth que tinha sido já o mais rápido em Paúl da Serra2. Victor Sá, continua  com um ritmo forte mas incapaz de encurtar a desvantagem para Bruno Magalhães, mas nesta segunda passagem em Ponta do Pargo tirou nada menos que 16.2s ao tempo da 1ª passagem. Miguel Nunes continuar a dominar a Produção, Pedro Peres consolida o 9º e o madeirense Duarte Ramos (10º) está sobre pressão de Manuel de Micheli que está a fazer tempos no Top 5, numa altura em que está perfeitamente adaptado às inúmeras curvas cegas do rally madeirense. Eram 16h 23m quando Bruno Magalhães termina a classificativa do Ribeiro Frio ganha por Luca Rossetti e Manuel de Micheli garante a 10ª posição no último troço . Nas assistências das equipas da frente  Carlos Barros director desportivo afirmava: " mais um momento inesquecível sobretudo para o Bruno que perseguia a vitória à cinco anos ...estamos todos felizes e venha o resto do dia para festejar..." sobre a prova " rapidamente atingimos uma vantagem considerável ... mas por vezes é melhor andar ao segundo ... para o piloto não perder a concentração...".  Pouco depois, Carlos Carvalho, o responsável Olca competições/Sá Competições  " todo fizemos e tentámos ... o resultado foi o possível ...mas já somos campeão". Bruno Magalhães já no parque assistência afirmou que "   cumpria-se o objectivo de ganhar  porque já estivemos muito perto e não ganhamos ... o sonho está concretizado ... tem sido uma época com muito azar ... o dia de hoje foi o mais duro porque não podiamos errar" ...Por sua vez Paulo Grave, navegador do Peugeot Sport Portugal declarou que "... mas gostamos de fazer este rally ... precisamos deste resultado estamos muito contentes. Victor Sá afirmou " cumprimos os nossos objectivos, hoje foi um dia muito duro e tivemos que defender do Luca Rossetti ...por isso andamos sempre a um ritmo forte e seguro". Luca Rossetti afirmou que estava satisfeito o objectivo era a recollha de pontos  e um bom resultado ..." 

O Filme do Rally:- A luta pela produção entre os irmãos Nunes torna-se o pólo de interesse do Rally



A 1ªSecção da 2ª Etapa já terminou para os primeiros pilotos, com Luca Rossetti a fazer o melhor tempo, no momento em que o piloto da Peugeot Portugal está já nitidamente a controlar o rally ,andando no máximo mas com uma margem de segurança para evitar qualquer erro, alíás o próprio Bruno Magalhães reconhece levantou o pé na passagem pela Santa (SS13 Ponta do Pargo) . Victor Sá  foi 3º mas o mais rápido no conjunto dos tempos referentes há primeira sessão, segurando Luca Rosseti entre a chuva e o nevoeiro que caracterizou alguns troços das classificativas da manhã  . Tal como se esperava Miguel Nunes o principal adversário de Victor Sá no Regional de Rallys, atacou forte e subiu dois lugares e é o novo líder da Produção, que de resto não aconteceu mais cedo devido a uma penalização de cerca de 1m30s no dia de ontem. Os concorrentes estão neste momento no último reagrupamento antes da última ronde que se inicia ao início da tarde.  


Miguel Nunes finalmente na liderança da Produção após uma prova de sprint ...
(Daniel Sá in site CSM)

- Victor Sá volta a ser o mais rápido no Rosário cuja espectacular descida da Encumeada levou uma verdadeira multidão de espectadores à zona oeste da ilha, apesar da chuva forte no topo desta localidade. Numa descida em que a intensidade da luta dos Lancer dos irmãos Nunes é intensa e se Miguel Nunes foi o mais rápido (4º) , António não desiludiu e ultrapassou Luca Beti à geral sendo agora 4º . No momento ainda em quemais de metade dos concorrentes ainda disputam a SS os primeiros vão a caminho do reabastecimento antes da realização da classificativa mais longa do rally, a do Ribeiro Frio, que resultou da fusão de outras duas classificativas, disputadas independentemente nas décadas de 1970 e 1980. De realçar a desistência ainda não confirmada de Maciej Oleksowski ( Ford Focus S2000) e a entrada do belo do Skoda Fabia S2000 de Antonin Tlustak  no Top 10, todavia o checo como o polaco jamais demonstraram tratarem-se de pilotos competitivos apesar de disputarem o Europeu de Rallys.   

António Nunes lidera a Produção mas está sob pressão do seu irmão Miguel
(foto de Carlos Correia in Site Rallys Madeira)

- Após as duas primeiras classificativas matinais e após os problemas eléctricos que afectaram a equipa o Peugeot da Sá Competições/OLca, a equipa madeirense voltou ao seu ritmo e a disputa pelas vitórias das SS. Com Luca Rosseti e Victor Sá, a dividirem entre si as vitórias na SS do Paul da Serra 1 e Ponta do Pargo, respectivamente. Relativamente, ao líder  Bruno Magalhães, na classificativa da Ponta do Pargo,  com alguma chuva e com o piso escorregadio, o piloto não arriscou minimamente e fez o 5º tempo. Mas, o piloto da Peugot Sport Portugal, já demonstrou que quando é necessário andar no máximo é imbatível e a sua prioridade é trazer o 207 S2000 sem problemas até o Club Sports da Madeira. O dia de hoje, terá como interesse a luta entre os irmãos António e Miguel Nunes, que disputam a luta pela vitória da Produção e nesse contexto, as classificativas do Rosário ( que deve ser corrida nos próximos minutos) com a descida infernal na  Encumeada e a do Ribeiro Frio com os seus 24.5Km, a mais longa do rally deverão demonstrar a superioridade de Miguel Nunes que nas classificativas já realizadas foi 3º em ambas.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Bruno Magalhães lidera confortavelmente o Rally da Madeira



 Bruno Magalhães perto do "sonho" de vencer o Rally Vinho da Madeira.
(foto de Daniel Sá site in CSM)


Victor Sá foi o único adversário da Peugeot Spor Portugal até surgirem problemas mecânicos
(foto de Leonardo Nascimento in página Sá Competições)

Um furo ao princípio da tarde afastou Luca Rosseti da luta pela vitória
(foto Duarte Sá in Site CSM)
As máquinas estão a caminho do Funchal onde deverão entrar em Parque Fechado na Fundoa, num final de tarde em que Bruno Magalhães não deu o mínimo de hipóteses aos seus adversários e á partida para o último dia de prova, só uma avaria mecânica , um furo ou um despiste lhe tirará a possibilidade de chegar a vitória absoluta. Mas, se o piloto da Peugeot Sport Portugal dominou esta 1ªEtapa, a verdade é que viu a sua vida facilitada quando Luca Rossetti furou na classificativa do Chão da Lagoa 2 e perdeu cerca de 1m 35s e naturalmente deixou de ser um dos protagonistas na luta pela vitória na etapa. De resto, o piloto da Abarth chegou a estar sob ameaça de Luca Beti que contudo durante a ronde das classificativas do norte da ilha atrasou-se limitando-se a descolar-se do líder da Produção, António Nunes que fez um pódio (3º) na SS da Meia Serra 1, à frente dos S2000 que tem sido de resto uma constante. Para o pluri-campeão da Madeira, Victor Sá até à passagem da Referta 2, estava a lutar de igual para igual, com Bruno Magalhães, todavia problemas de motor afastaram definitivamente dessa luta interessante . Os irmãos Nunes continuam a dominar a Produção e Ricardo Moura está a cumprir os seus objectivos para o Nacional de rallys no Top 10, de referir a entrada de Duarte Ramos que passou toda a 5ª secção a pressionar Antonin Tlustak chegando ao final da Meia Serra 2 com uma vantagem de 3.6s. No final da Etapa, Bruno Magalhães considerava que o dia de hoje foi perfeito e em parte pelo acerto feito na última ronde e nesse sentido afirmou que para o dia de amanhã, a Peugeot Sport Portugal apenas fará algumas alterações de pormenor.

Classificação Geral da 1ª Etapa (Top10)

1ºBruno Magalhães/Peugeot 207 S2000-1.35.55; 2ºVictor Sá/Peugeot 207 S2000 a 1m29.5; 3ºLuca Rosseti/Abarth Grande Punto S2000 – a 2m08s; 4ºLuca Betti/Peugeot 207 S2000 a 3m06s; 5ºAntónio Nunes/Mitsubhish Lancer X – a 3m18s ; 6ºMiguel Nunes/Mitsubhish Lancer X a 3m36s; 7ºRicardo Moura/Mitsubhish Lancer IX a 4m20s ; 8º Maciej Oleksowicz/ Ford Fiesta S2000 a 4m31; 9º Manuel De Micheli/Peugeot 207 S2000/ a 4m39s e 10ºDuarte Ramos/Mitsubhish Lancer IX a 4m43s.

O filme do Rally: Bruno Magalhães continua a controlar o Rally Vinho da Madeira..

Bruno Magalhães controla os acontecimentos sem necessidade de "jogar à defesa"
(foto de Duarte Sá in site C.S.M),

Victor Sá foi o mais rápido  na 4ª secção disputada no norte da ilha
(foto de Duarte Sá in site CSM)

 Luca Beti perdeu muito tempo para Luca Rossetti e impediu a tripla dos 207
(Foto de Duarte Sá in C.S.M)

- Com trinta e três equipas em prova reagrupadas na placa de estacionamento dos Horários do Funchal, a menos de uma hora do inicio da 5ºSecção e do final da 1ªEtapa, Bruno Magalhães mantém a liderança, mas já controlo as operações, assim na especial de Santana ainda ganhou mais, 1,7s a Victor Sá. Mas, o piloto madeirense seria o mais rápido nesta primeira ronde pelas classificativas do norte da ilha, ganhando cerca de 7 décimos na Referta e mais 3.3s na Meia Serra, em cerca de 7.15 Km). Aliás, o favoritismo dos dois pilotos dos 207 S2000, aumenta à medida que as classificativas se sucedem e o equilíbrio é notável, se o Peugeot da Sport Portugal é o melhor chassis, a vantagem do piloto madeirense reside no conhecimento das estradas regionais, mas para todos os efeitos estamos perante um piloto de fábrica do IRC e um empresário que se dedica aos rallys locais. Luca Rossetti como se esperava está limitado por um chassis desactualizado e que mais cedo ou mais tarde, iria começar a perder décimos ou mesmo segundos para os Peugeots, mas inclusivamente já foi batido por António Nunes que fez o 3º tempo na Meia Serra. Apesar de tudo Luca Betti (4º) já descolou do líder da produção mas perdeu mais 5s para o Abarth da National Proklama SRL. Ricardo Moura (7º)continua a ser o melhor das equipas que disputam o Nacional de Rallys e mantêm-se à frente de pilotos com rodagem no Eurpeu como 8º Maciej OLeksowicz (Ford Fiesta S2000) e de 9ºAntonin Tlustak (Skoda Fabia S2000)

- Os quase 16 Km de Chão da Lagoa 2, contribuíram para alguns danos entre os mais rápidos nomeadamente Luca Rosseti que furou, perdendo o 3º lugar e teoricamente está fora da luta pela vitória. Bruno Magalhães continua muito forte e tem uma vantagem de 24.6s de Victor Sá que continua a fazer uma prova muito rápida e com alguma margem de segurança, foi provavelmente dos pilotos da frente o único que fez o salto da Choupana com precisão e sem excessos. Luca Beti subiu à 4º posição está a 1s de Luca Rosseti depois de uma manhã a pressionar António Nunes que mantêm-se na liderança da Produção, mas fez parte d a SS com alguns problemas de motor. Os concorrentes estão neste momento no Parque Assistência antes da ronde da caravana que levará os pilotos ao norte da ilha … Bruno Magalhães estava naturalmente satisfeito com o comportamento do 207 S2000 e afirmou já que “ não vai mexer em nada” ao contrário de Luca Rossetti que se mantinha em silêncio junto dos mecânicos da Abarth …Victor Sá continua a pensar no pódio e considera que Luca Rosseti continuará a andar muito forte independentemente do furo matinal…Ricardo Moura (7º), continua a andar bem lamentando-se da facilidade com que os pneus estavam a degradar-se …. Luca Beti afirmou que vai atacar uma vez que o set-up da sua viatura foi melhorado significativamente.

- A passagem do Chão Lagoa 2, com sol aberto e uma temperatura de 27ºs , Luca Rosseti esforçou-se e foi o mais rápido batendo o Bruno Magalhães por 2s, Victor Sá perdeu cerca de 5s, mas com pouco mais de 25 Km de classificativas, esta tripla já demonstrou que é de outro campeonato. António Nunes (4º) confirma a liderança Produção e continua a superar o experiente Luc a Betti. Ricardo Moura é 7º e o melhor dos pilotos que disputam o Nacional de Rallys. O 207 S2000 de Luca Betti, melhorou significativamente o seu andamento e está já a pressionar o líder da Produção.

- Bruno Magalhães no final da classificativa do Chão de Lagoa liderava a prova com pouco mais de 7s de vantagem sobre Victor Sá, depois de ser o mais rápido nas duas classificativas que abriram a primeira sessão. Luca Rossetti, mostrou já alguma dificuldade em acompanhar o piloto da Peugeot Sport Portugal e ocupa a 3ª posição. O madeirense, António Nunes lidera na Produção e encontra-se à frente dos S2000 que rodam no Top 10. Luca Beti completa o Top 5 e fez as classificativas inicias com alguns problemas de ordem mecânica. Filipe de Freitas um dos pilotos top dos rallys madeirenses já está fora de prova, após um salto na Choupana que o colocou fora da estrada o piloto terminou a SS mas não saiu do Parque Fechado.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Luca Rosseti é o primeiro líder do Rally Vinho da Madeira 2011...

Luca Rosseti foi o mais rápido entre a multidão que se concentrou na Avenida do Mar 
( foto de Duarte Sá in site do CSM )


Bruno Magalhães perdeu a SS por um décimo...
(foto de Duarte Sá in C.S.M.)

Ricardo Moura um piloto de terra brilhante nos 2.28 Km da 1ºSS
(Duarte Sá in site C.S.M.)


Terminou há momentos a 1ª Classificativa com Luca Rosseti a vencer por um décimo de segundo depois de uma prova rápida com toques nos pneus e num passeio, que levou o piloto italiano, a observar “in loco” os pequenos e insignificantes estragos que Abarth apresentava. Porém como afirmou, Victor Sá o pluri-campeão madeirense à geral, a SS da Avenida do Mar, não tem importância na classificação, uma vez que o rally só começa amanhã. Surpresa os tempos de Maciej Oleksowicz que corre pela primeira vez na “Pérola do Atlântico” e o excelente desempenho de Ricardo Moura cujo Lancer estreava novas cores sendo o primeiro da Produção há frente de uma serie de S2000

Classificação Geral (Top 10) após –PE – da Avenida do Mar

1ºLuca Rossetti - Abarth Grand Punto S2000 – 1m42.0
2ºBruno Magalhães – Peugeot 207 S2000 a 1
3º Maciej Oleksowicz /Ford Fiesta S2000 a 2.3
4ºRicardo Moura/Mitsubhish Lancer Evo IV a 3.6
5ºAntonin Tlustak/ Skoda Fabia S2000 a 4.1
6ºManuel De Micheli/Peugeot 207 S2000 a 4.5
7ºVictor Sá/Peugeot 207 S2000 a 4.9
8ºSzymon Ruta/ Peugeot 207 S2000 a 5.8
9ºMiguel Nunes/Mitsubhish Lancer EV0 X a 6.0
10ºIvo Nogueira/ Citroen DS3 a 6.4


Luca Rossetti em Testes na pista de Karting do Faial
(foto de Duarte Sá in Site C.S.M)


A menos de uma hora da primeira classificativa do Rally Vinho da Madeira, a prova espectáculo da Avenida do Mar, os principais favoritos acabaram há muitos minutos de declarar as suas principais impressões relativamente à edição de 2011. Bruno Magalhães, considerado o grande favorito referiu que se trata de um rally ao seu gosto e onde normalmente é competitivo e que sendo uma prova extra relativamente ao seu programa, já que a prova não conta para IRC e como tal deverá apostar num andamento rápido desde os primeiros metros. Lembrou que já esteve muito perto da vitória e espera que a mesma aconteça este ano. O piloto da Peugeot Sport Portugal, afirmou ainda que após quatro ou cinco curvas deverá encontrar o feeling perfeito. Por sua vez, Luca Rossetti que é praticamente o único piloto interessado nos pontos para o Campeonato da Europa de Rallys, admitiu que a luta será intensa com o Bruno, que considera o principal opositor, mas não deixou de referir a beleza da ilha e o seu belo clima, um elogio a que os madeirenses estão habituados desde o tempo do Jolly Club.O líder do campeonato nacional, o micaelense Gustavo Louro, com a sua simplicidade habitual, admitiu que não se considera favorito na luta pela vitória da produção onde os madeirenses são os principais favoritos. Afirmou no decorrer da conferência que gostaria de ser o primeiro açoreano a vencer o Nacional de rallys mas é ainda cedo pois estamos a meio de campeonato. Por último, Victor Sá afirma que deverá lutar pelo pódio, embora referindo-se que um dos principais favoritos (Rossetti e Magalhães) deverá vencer a prova até que são profissionais. O piloto da Sá Competições/Olca, para todos os efeitos joga no seu campeonato e a possibilidade de ser o primeiro madeirense a ganhar o Rally Vinho da Madeira, não pode ser ignorada, como a prova de outros animadores da prova madeirense tais como Luca Betti, Filipe de Freitas ou Rui Pinto, que andarão ao nível dos outros S2000 inscritos no rally.               

Campana aos 25 anos estreia com o apoio da Federação francesa no WRC

Pierre Campana destacou-se em 2011 no Rally da Córsega - 4º 
Foto de Pavel Hrabovsky in EWRC.CZ

Mais um piloto dos S2000 no WRC trata-se do jovem Pierre Campana, que brilhou na Córsega com o Peugeot 207 S2000 e que estreará no Rally da Alsácia com um dos novos Mini Cooper WRC. De realçar que a Federação francesa de rallys será um dos patrocinadores do jovem promessa  francesa . O carro britânico da Rally Team França está já em fase de preparação na Prvide para a prova máxima dos rallys franceses a realizar em Outubro.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Os tempos da simpática ....... March


GP do Mónaco -1970 - Chris Amon- March 701 Ford C (foto de Bernard Chahier)

 GP da Alemanha 1971 -Ronnie Peterson - March 701 C/Ford
 foto de R.Schlegelmilch in Grand Prix 25, 37p.


    13ºGP do Mónaco 1972 - Niki Lauda - March 721 C/Ford, in R.Schlegelmilch, pop.cit.p.42.

GP Itália 1989 - Mauricio Gugelmin -March CG981
foto de Artur Ferreira in Fórmula 1 - 1989/190 (direcção de Francisco Santos, p.121).

A March Enginneering chega à Fórmula 1 em 1970, por iniciativa de Max Mosley , então um prestigiado advogado e que seria eleito vinte e três anos mais tarde presidente da FIA, Robin Herd antigo piloto de Fórmula 2 de Alan Rees e Granham Coaker. O chassis inicial da equipa o 701, era muito simples e perfeitamente adaptado aos motores Cosworth DFV que faziam “escol na F1” . O team contava com o apoio da STP e procuravam um piloto de ponta, Jochen Rindt chegou a ser contactado, porém a primeira dupla seria constituída por dois pilotos talentosos, tais como Chris Amon e Jo Siffert. Paralelamente constituía-se uma segunda equipa March, por iniciativa de  Ken Tyrrel que abandonava o projecto Matra que lhe deu o título mundial e procurava um chassis provisório quando o seu objectivo era então tornar-se construtores. Jackie Setwart e Jonnhy Servoz Gavin eram os seus pilotos e os primeiros resultados de vulto eram obtidos pelo March de Tyrrel, com um pódio obtido por Jackie Setwart (3º) no GP da África Sul e que leva o March à vitória um mês depois em Jarama. As duas restantes vitórias seriam obtidas ambas em Monza a primeira por Vitorio Brambilha-March 751 C/Ford (1975) e a segunda por Ronnie Peterson- March 761 C/Ford (1976), pouco depois a equipa britânica abandonava a F1, mas voltaria na década de 1980 e 1890, mas sem o sucesso da sua presença inicial na F1, o seu último GP seria o da Austrália de 1992. A equipa britânica participou em 522 Grandes Prémios com 47 pilotos ao seu serviço, obteve três vitórias, cinco pole position e sete voltas mais rápidas, em treze temporadas na F1, a maior parte das quais já com outros protagonistas na direcção da equipa. Resultados no Mundial de F1: - 3º (1970); 3º (1971); 6º (1972); 5º (1973); 9º(1974); 8º(1975); 7º(1979), 6º (1987) 13º (1988).

Jari Ketomaa o novo recruta da Ford BP ABu Dhabi WRT

Jari Ketomaa, voa nos 1000 "Saltos" do seu país natal ( foto de Timo Anis in EWRC,CZ)
Jari Ketomaa é o novo recruta da Ford como consequência da excelente prova ao volante do último Rally da Finlândia onde andou ao nível dos melhores pilotos de fábrica da actualidade. O finlandês de 32 anos e penta campeão do seu país natal, tem uma oportunidade única de se afirmar nos rallys internacionais. Para o homem forte do programa desportivo da Ford, Malcon Wilson, Ketomaa : “ é um  piloto talentoso …cujo rapidez já tinha sido evidenciada nos S2000 no IRC o ano passado” …e neste contexto terá um programa de seis provas nas quais se deverão integrar os rallys nórdicos da Suécia e Filândia. Para já, Jari Ketomaa deverá estar na prova francesa do WRC esta temporada ….ainda que objectivo na sua carreira seja agora o WRC2012.   

segunda-feira, agosto 01, 2011

Os aristocratas na História da F1...


Príncipe Bira o primeiro e o mais bem sucedido piloto do sudoeste asiático.
( foto in Blog, Histórias da F1, Rio de Janeiro, 2007).

Alfonso Portago a caminho da boxe em Silvestorne ( foto de Bernard Cahier)  



O acidente de Alfonso Portago um estrela que se apagou nas 1000 Milhas.

A História da Fórmula 1 está cheia de reis da velocidade, mas na verdade apenas dois aristocratas fizeram história na modalidade máxima do desporto automóvel, o Príncipe Bira e o Marquês Alfonso de Portago. O Príncipe do Sião (actual Tailândia) Birabongs Bhanudej Bhanubandh, mais conhecido Bira (1914-1985), distinguiu-se como um notável desportista nas modalidades de Vela (esteve presente nos Jogos Olímpicos (1956, 1960, 1964 e 1972) e na Fórmula 1. A paixão pelo desporto automóvel inicia-se quando estudava na Inglaterra e as suas primeiras experiências ocorreram em 1935, com marcas como a Riley e a MG. O fim da segunda guerra e o regresso às pistas, permitiu a sua entrada em equipas oficias como a ERA e a Maserati. Esta última foi decisiva na sua carreira na F1 onde alinhou em 19 GPs, estreou-se no GP de Inglaterra Silvestorne) em 1950 e marcou os primeiros pontos, na sua segunda prova o GP do Mónaco e foi 4º em Itália (Monza), terminando em 8º no Mundial de F1. No ano seguinte apenas alinhou no GP Espanha (Barcelona) com um Osca desistindo com problemas mecânicos. Em 1951 torna-se piloto oficial da Gordini e termina apenas duas provas, 10ºBélgica (SPA) e 11ºInglaterra (Silvestorne). Para 1952 está no projecto da nova equipa da F1 a Connaught não pontua no Mundial e termina duas provas, 7ºInglaterra (silvestorne) e 7ºNürburgring. Emm 1954 forma a sua própria equipa e utiliza como chassis um Maserati com o famoso 250F e pontua no GP da França (Reims) e foi 17º no Mundial da F1, anunciando pouco depois o seu abandono oficial da F1. No final Por último, de realçar que Birabong Bhanudej foi o primeiro piloto da história da F1 até à chegada de Alex Yoong que correu pela Minardi em 2001. Alfonso Antonio Vicente Eduardo Angel Blas Francisco de Borja Cabeza de Vaca y Leighton, marquês de Portago (1928-1957), sem dúvida o nome mais longo de um piloto da F1, mais conhecido por Alfonso Portago, isto é pelo primeiro nome associado ao título de marquês, apesar de ter nascido em Londres foi sempre considerado espanhol e um dos melhores pilotos de sempre de Sport e da F1 daquele país peninsular. A sua carreira desportiva foi muito rápida e curta tal como a sua vida, cuja fama como um dos pilotos na categoria de Sport da década de 1950, estava na rapidez e na habilidade com que trava com as multidões nas bermas dos circuitos em estrada aberta, a Volta a França (1956), o GP do Porto e a Taça do Governador de Nassau Cup foram algumas da meia dúzia de provas que triunfou quando era já piloto oficial da Lancia-Ferrari, tendo terminado duas das cinco participações que fez sempre em lugares pontuáveis, 2º Inglaterra (Silvestorne) e 5º Argentina (Buenos Aires), nas restantes abandonaria seria 15º no Mundial de F1. A fama de queimar travões e destruir embraiagens era algo comum num piloto que não tinha medo da velocidade e que admitia um dia morrer de velhice mas não num carro de competição. Mas no dia 8 de Maio de 1956, Alfonso Portago e o seu navegador, perdiam a vida nas famosas 1000 milhas, num acidente brutal quando rodavam em 3º quando um dos pneus rebentou a cerca de 241 Km/h, ceifando a vida a dez espectadores. Terminava assim um dos pilotos mais rápidos de meados do século XX e um dos primeiros playboys da F1 sempre rodeado do seu séquito constituído por belas mulheres ….