quarta-feira, outubro 28, 2009

1995- Colin McRae finalmente o título no ano da Subaru

Carlos Sainz (Subaru Imprenza 555) iniciava-se a época ganhando em Monte Carlo, face a um rápido Francois Delecour (Ford Escort RS Cosworth) que perdeu o rally numa das noites geladas da prova monegasca, num rally em que a animação centrou-se na luta pela vitória. Seguiu-se na temporada de 1995 a Suécia, dominada pelos Mitsubhish Lancer que faziam a segunda prova com a evolução 2. Keneth Eriksson era o vencedor assegurando a tradição de que os locais são imbatíveis no gelo sueco. Todavia, apenas as ordens da equipa impediram a vitória de Tommy Makkinen (2º). A Subaru perdeu os seus três carros com problemas de motor, numa prova em que Colin McRae foi regularmente o mais rápido da equipa nipónica. Stig Blomqvist uma glória de outras épocas era (7º) com um RS da RAS-Sport. Em Portugal, Carlos Sainz soma a segunda vitória e Jukka Kankkunen (2º) Toyota Celica GT-Four obtém o melhor resultado do Team Castrol Team e atinge o record de 1000 pontos obtidos em provas do Mundial. Rui Madeira (7º) é o melhor nacional e vence o grupo N. Na Córsega a Toyota provou o excelente andamento evidenciado na prova lusa, mas Didier Auriol obtinha a sexta vitória na ilha francesa onde uma vez mais Francois Delecour passa ao lado da vitória por 15s e Andrea Aghini (3º) obtém um excelente resultado para a Ralliart. Mas a vedeta da prova foi Bruno Thyri que dominou de forma surpreende a prova francesa, desistindo de forma inglória no último dia da prova. Colin McRae obtém o seu terceiro sucesso consecutivo na Nova Zelândia face à armada da Toyota (2º, 3º e 4º). Carlos Sainz não esteve presente na prova realizada no Pacífico após um acidente de bicicleta. Na Austrália, Keneth Eriksson obtinha o seu triunfo da época numa prova marcada por múltiplos acidentes e que para Colin Mcrae (2º) seria decisiva para a corrida para o título. Os Subaru 555 dominaram na Catalunha, Carlos Sainz obteve a vitória para gádio da aficción espanhola , mas Jukkka Kankkunen seria o mais rápido até destruir o seu bólide por acidente. No RAC dois inglese no pódio, vitória de Colin Mcrae e a sua consagração como campeão mundial. Mundial de Pilotos (10ºs): 1ºColin McRae (GB) 90; 2ºC.Sainz (E) 85; 3ºK.Eriksson (S) 48,; 4ºF.Delecour (F) 46; 5ºT.Makkinen (S) 38; 6ºB.Thyri (BL) 34; 7ºA.Aghini (I) 26; 8º P.Liatti (21) 9ºR.Burns (GB) 16 e 10ºA.McRae (GB) 10. Marcas: 1ºSubaru (350); 2ºMitsubhish (307) 3ºFord (223). (Toyota seria desclassificada).

segunda-feira, outubro 26, 2009

Os 50 melhores de sempre segundo a "Times"

A revista de Times na sua última edição publica a seguinte lista dos melhores pilotos de sempre da Fórmula Um, discutível com certeza, mas não deixa de nomear para o pódio, aqueles que a história mitificou : Jim Clark, Ayrton Senna e Michael Schumacher. Juan Manuel Fangio, surge na sexta posição, o que não nos parece muito justo. Não deixa de ser visível a valorização dos pilotos europeus neste Raking, face aos não europeus...

1. Jim Clark (Inglaterra): 2 títulos 2. Ayrton Senna (Brasil): 3 títulos 3. Michael Schumacher (Alemanha): 7 títulos 4. Alain Prost (França): 4 títulos 5. Jackie Stewart (Inglaterra): 3 títulos 6. Juan Manuel Fangio (Argentina): 5 títulos 7. Stirling Moss (Inglaterra): 8. Fernando Alonso (Espanha): 2 títulos 9. Nigel Mansell (Inglaterra): 1 título 10. Mika Hakkinen (Finlandia): 2 títulos 11. Alberto Ascari (Italia): 2 títulos 12. Graham Hill (Inglaterra): 2 títulos 13. Kimi Raikkonen (Finlandia): 1 título 14. Niki Lauda (Austria): 3 títulos 15. Nelson Piquet (Brasil): 3 títulos 16. Jenson Button (Inglaterra): 1 título 17. James Hunt (Inglaterra): 1 título 18. Jochen Rindt (Austria): 1 título 19. Gilles Villeneuve (Canadá): 20. Jack Brabham (Australia): 3 títulos 21. Lewis Hamilton (Inglaterra): 1 título 22. Emerson Fitipaldi (Brasil): 2 títulos 23. Alan Jones (Australia): 1 títulos 24. Keke Rosberg (Finlandia): 1 título 25. Jacques Villeneuve (Canadá): 1 título 26. Mike Hawthorn (Inglaterra): 1 título 27. Mario Andretti (USA): 1 título 28.Bruce McClaren (Nova Zelandia) 29. John Surtees (Inglaterra): 1 título 30. Juan Pablo Montoya (Colombia) 31. Damon Hill (Inglaterra): 1 título 32. Denny Hulme (Nova Zelandia): 1 título 33. David Coulthard (Inglaterra) 34. Didier Pironi (França) 35. Ronnie Peterson (Suecia) 36. Felipe Massa (Brasil) 37. Jody Scheckter (Africa do Sul): 1 título 38. Rubens Barrichello (Brasil) 39. Jackie Ickx (Bélgica) 40. Carlos Reutemann (Argentina) 41. Tony Brooks (Inglaterra) 42. Phil Hill (USA): 1 título 43. Giuseppe Farina (Italia): 1 título 44. Jo Siffert (Suiça) 45. Lorenzo Bandini (Italia) 46. Gerhard Berger (Austria) 47. Dan Gurney (USA) 48. Clay Regazzoni (Suiça) 49. Peter Collins (Inglaterra) 50. Michele Alboreto (Italia)

domingo, outubro 25, 2009

A Sexta do Super campeão Loeb


Sebatien Loeb, ao vencer o Rally da Grã-Bretenha obteve a sua 54ºvitória absoluta e o sexto título no mundial de Rallys (WRC), feito único e provavelmente difícil de ultrapassar nas próximas décadas.Natural de Haguenau (França) onde nasceu há 35 anos. Estreou-se em competição em 1995 ao volante de um Peugeot 106.Mas a sua primeira temporada Internacional ocorreu em 1999 com um Citroen Saxo KIC tendo como melhor resultado o 19º na Córsega em três rallys disputados. Na temporada de 2000, passou a utilizar um carro mais competitivo um Toyota Corolha WRC e termina duas provas no top dez ( 9º Córsega e 10ºSan Remo). Em 2001, disputa o campeonato reservado aos Super 1600, com um Citroen Saxo S1600, vence as seis provas que termina e campeão do mundo de Super 1600. Em 2002, num Citoen Xsara WRC, disputa finalmente o campeonato e vence o Rally da Alemanha depois de um notável rally de Monte Carlo onde a estreia no WRC e por pouco não correspondia a uma vitória absoluta e 10º no final da temporada. Três vitórias no Monte Carlo, na Alemanha e em San Remo, permite-lhe chegar ao vice-campeonato. 2004, é ano do seu primeiro título com seis vitórias, a dose quase dobra em 2005 com mais 10 vitórias e o bi não é surpresa. Mais dez em 2006 e o tri-campeonato e o penta chega em 2007 com oito vitórias. Em 2008, foi o último ano ao volante do novo modelo da Citroen o C4, chega o seu 5º título e repete as dez vitórias de 2005. Em 2009 e em luta directa com Miko Hirvonen que esteve quase a chegar ao título, obteve hoje em Inglaterra a vitória necessário para o sexto título, do melhor rallyman de sempre.

domingo, outubro 18, 2009

Biografia de James Button o novo campeão.

Jenson Button, Nasceu em 19.1.1980 em Frome. Entre 1989/95 foi campeão de Karting por oito vezes. De fórmula Ford em 1998. Foi 3º no campeonato britânico da F3. A sua ultrapassagem a Michael Schumacher foi um dos pontos altos no ano da sua estreia, os mais optimistas, falavam de um campeão em potência, que acabou por confirmar em 2009, talvez sem o brilhantismo que se esperava após um início de temporada excepcional. Piloto da Wiliams/BMW em 2000, foi 8º no Mundial, pontuando no Brasil (6º); Inglaterra (5º);5º Áustria, 5ºBélgica e 5ºno Japão. Com o Benetton –Renault B201, apenas um 5º na Alemanha em 2001.Em 2002, 7º no Mundial com o Renault R202: 4ºMalásia,4ºBrasil,5ºS.Marino,5ºEuropa,6ºFrança e 5ºBélgica, mas uma vez mais sem um pódio nos lugares pontuáveis. Em 2003, foi 8º com o Bar 005numa época muito regular: 7ºMalásia, 8ºBrasil, 4ºAustria, 7ºCanadá, 8ºInglaterra, 8ºAlemanha e 4º no Japão. 3º em 2004, no Bar 006, obtendo os primeiros pódios: 6ºAustrália; 3ºMalásia; 3ºBahrain; 8ºEspanha, 2ºMònaco; 3ºEuropa; 3ºCanadá; 5ºFrança, 4ºInglaterra, 2ºAlemanha, 5ºHungria 3º Itália, 2ºChina e 3ºJapão. No final do ano a cotação do inglês votava a subir quando as críticas pesavam na antiga esperança britânica. O BAR 005 era a montada para 2005 e um 9º lugar no final. Os resultados só aparecem na segunda parte do campeonato: 4ºFrança; 5ºInglaterra; 3ºAlemanha,5ºHungria; 5ºTurquia; 8ºItália; 3ºBélgica, 7ºBrasil, 5ºJapão e 8ºChina. 6º em 2006 com o modelo Honda RA 106: 4ºBahrain, 3ºMalásia; 7ºS.Marino, 6ºEspanha,4ºAlemanha, 1ºHungria, 4ºTurquia; 5ºItália, 4ºChina, 4ºJapão e 3º no Brasil, numa época que chega pela primeira vez à vitória. 15º em 2007 como resultado da falta de competitividade do Honda RA107, foi 8º em França, 8ºItália e 5ºna China. 2008 , foi o seu pior ano na F1, na última temporada da Bar e o 6º em Espanha rompeu com uma serie negra de resultados. Desempregado após a saída da Bar/Honda face à crise que afecta a conjuntura internacional, torna-se primeiro piloto da Brawn e chega ao título com cinco vitórias (Austrália, Bahrein, Espanha, Mónaco e Turquia; 5º na Malásia, 6º na China, 3ºna Inglaterra, 2º na Bélgica, 5º em Singapura e no Brasil, onde se sagra campeão do Mundo a uma prova do fim da temporada de 2009.

quarta-feira, outubro 14, 2009

1994- O 1º título de Michel Schumacher



O Mundial de 1994, iniciava-se no GP do Brasil, mais rápido nos treinos, Senna tenta anular a desvantagem do Wiliams, erra, roda e abandona. Schumacher vence incontestado num GP marcado pelo regresso dos reabastecimentos. Senna declarou no final “Errei, a responsabilidade foi toda minha de assumir esse risco” . Em Aida correu-se o GP do Pacífico, Ayrton obtém nove polé e Michel Schumacher ganha com toda a facilidade num GP demasiado sinuoso o japonês U.Katayama dava o seu parecer “Este circuito parece um kártodromo” . No seu 50ºGP , Ruben Barrichello faria uma notável prova seria 3º com o Jordan 194 e diria :”Cruzei a linha de chegada e vi uma coisa voando. Era a bandeirada. Não dava para acreditar”. Imola era marcada pela tragédia, Roland Ratzenger perde a vida na curva Villenueve durante a sessão treinos e Ayrton Senna num inexplicável acidente durante o GP na curva Tamburello. Niki Lauda, perante o incompreensível diria “Deus manteve a sua mão sobre a Fórmula 1 durante muito tempo. Neste final de semana ele a tirou”. Num fim-de-semana dramático enlutado pelo desaparecimento do mais carismático campeão brasileiro, Schumacher após a 3ª vitória “Não senti nenhuma satisfação nesta vitória”. No Mónaco,a tragédia de Imola ainda estava latente quando Karl Windlinger sofre um aparatoso acidente reforçando os receios gerais de nova tragédia. Michael Schumacher continuava imbatível e Andrea Cesaris (4º) era o destaque do dia. Brundle era (2º) e Berger (3º) na luta entre a Mclarem e a Ferrari pelos lugares mais baixos do pódio. Danon Hill vence na Espanha num GP polémico em que as manobras políticas, esteve na base das intenções das equipes dispostas a fazer greve. Peter Sauber diria: “Eu vim a Barcelona para correr e não para fazer política.Mas há equipas que só pensam no seu próprio interesse”. O alemão Schumacher segundo no GP saiu da Catalunha com uma vantagem pontual quase inalcançável e Mark Blundell completava o pódio (3º) com um Tyrrell 022 pouco habituado ao pódio. No Canadá, Schumacher obtinha a 5º vitória e os Ferrari 412T1 obtinha um bom resultado de conjunto (3º e 4º). Andrea de Cesaris completava o seu 200 GPs. O GP da França marcava o regresso de Nigel Mansell sem continuidade a F1 e Schumacher obtinha a 7º vitória enquanto que Hill coleccionava mais um 2º. E diria que “Não sei como vamos fazer isso. Mas temos que arrumar uma maneira de parar este homem”. Em Silvestorne Danon Hill obtém uma vitória num circuito que jamais foi vencido pelo seu pai, Michael é (2º) mas foi desclassificado e Alesi (Ferrari) e Hakkinen (3º) completam o pódio. Em Hockenheim, a tragédia parecia ter batido na Box da Benetton, Jos Verstappen salva-se no meio da chama que envolvem o seu bólide, numa prova acidentada com onze carros fora de prova à partida. Gerard Berger leva a Ferrari à vitória e os Ligier JS39 completam o pódio com Olivier Panis (2º) e E.Bernard (3º). Na Hungria a luta habitual entre Schumacher (1º) e Hill (2º), agora com a vantagem de 31 pontos favoráveis ao alemão. Em Spa, Ruben Barrichelo faz a polé, Danon Hill ganha e Mikael Schumacher volta a ser desclassificado. Em Monza, pela terceira vez na época o pódio é partilhado entre Hill (1º) Berger (2º) e Hakkinen (3º) e o inglês parte para o Estoril a 11 pontos do alemão. Em Portugal a primeira dobradinha de Hill (1º) e Coulthard (2º) . E Frank Williams, feliz no final da prova afirmou “Vou dar uma chance a Mansell nas últimas corridas. Se ele for extremamente rápido, fico com ele, senão fico, com o Coulthard”. No GP da Europa, Michael Schumacher volta a vencer e Danon é segundo, Nigel Mansell volta a desiludir. No Japão, as posições invertem-se e Danon Hill adia a discussão do título para a Austrália e declarava “Não tive um momento de descanso. É muito gratificante pilotar assim. Decidimos a estratégia de corrida esta manhã. Dedico esta vitória a Ayrton Senna”. Em Adelaide Nigel Mansell conquista a pole e o Grande Prémio, mas o campeonato termina sem brilho, quando Schumacher provoca o despiste de Hill e é campeão do Mundo. Pactrick Head sobre o GP reconheceu que “Foi a melhor perfomance que já vi a Damon. Caso Schumacher não tivesse feito o que fez, tenho a certeza que ele seria campeão”.Mundial de Pilotos: 1ºM.Schumacher (D) 92; 2ºD.Hill (GB) 91;3ºG.Berger (AUS) 41, 4ºM.Hakkinen (SF) 26; 5º J.Alesi (F) 24; 6ºR.Barrichello (BR) 19; 7ºM.Brundle (GB) 14; 8º D.Coulthard (F) 14; 9º N.Mansell (GB) 10; 10º J.Verstappen (NL) 10; 11º O.Panis (F) 9;12ºM.Blundell (GB) 8; 13ºH.H.Fretzen (D) 7; 14ºN.Larini (I) 6; 15ºC.Fitipaldi (BR) 6; 16ºI.Irvine (GB) 6; 17ºU.Katayama (J) 5; 18ºK.Windlinger (AUS) 19ºP.Martini (I) 4 e 20ºE.Bernard (F) 4. Mundial de Marcas: 1ºWiliams (118) ;2ºBenetton (102) 3ºFerrari (71)4ºMclarem 42; 5ºJordan (25); 6ºTyrrel (13); 7ºLIgier (13);8ºSAuber (11); 9ºFootwork (6) 10ºMInardi (4) ; 11ºLaurosse (4

domingo, outubro 11, 2009

1994- Didier Auriol finalmente um francês campeão....


O Mundial de Rallys de 1994, iniciava-se com uma bela vitória de François Delecour em Ford Escort RS Cosworth num pódio diversificado com Jukka Kankkunen (2º) no Toyota Celica Turbo 4WD e Carlos Sainz (3º) que voltava a dispor de um carro competitivo o novo Subaru Imprenza 555. Armin Schwarz (7º) num Mitsubhish Lancer era o mais rápido em prova vencendo nove classificativas mais uma que o vencedor. O Rally de Portugal, era pela primeira vez a 2º prova do Mundial, Os Celica Turbo, obtinham uma dobrinha com Jukka Kankkunen a repetir a vitória de 1992 e beneficiando da desistência de Delecour que então liderava com grande vantagem. O melhor nacional seria Fernando Peres (7º) num Escort RS Cosworth. Os Subaru de Carlos Sainz (4º) e Colin McRae, estrearam os pneus Pirelli com mousse anti-furo, embora apenas nas classificativas em terra. Yan Duncan que apenas tinha participado em dois rallys do mundial e em dez edições do Safari era o grande vencedor num Toyota de fábrica, Auriol era 2º e Kannkunen era vítima de um despiste ou seja o queniano salvava a honra do “convento”. Na Córsega, quarta vitória de Didier Auriol na prova que continuava a ser um feudo dos pilolos franceses imbatíveis desde 1995, o Imprenza de Carlos Sainz (2º) impedia uma dobrinha da Toyota e o piloto espanhol pouco dado a sorrisos quando as coisas correm mal como foi o seu final de prova, era um espelho de felicidade. Franco Cunico estreava-se na Ford substituindo Delecour que tivera um acidente de viação quando experimentava um Ferrari F40 de estrada. Na Acrópele, Carlos Sainz vence depois de uma luta até final do segundo dia com o seu colega de equipa Colin McRae que acabaria por ser desclassificado e comemorava a primeira vitória do Imprenza 555 no Mundial. Armin Shwarz (2º) obtinha um excelente resultado na estreia do Lancer Evolution e Alex Fiori com um Lancia Delta com três anos obtinha um 4º à frente dos Fords que voltavam a andar longe do pódio como tinha acontecido na Córsega. Na Argentina Didier Auriol (1º) e Carlos Sainz (2º), foram os grandes animadores da prova alternando a liderança por oito vezes e 6 s seria a diferença no final entre o francês e o espanhol. Ary Vatanen que na Córsega fora (5º) voltava a ser novamente o melhor da equipa Ford e conseguia o primeiro pódio (3º) após o Rally de Portugal. Na Nova Zelândia, a confirmação que o potencial do Imprenza 555 era uma confirmação e Colin McRae obtinha finalmente uma vitória que há muito já merecia. Armin Schwarz (3º) e Keneth Eiksson (4º), obtinham um belo resultado de conjunto mas a marca não se revelava tão competitiva como se esperava na nova versão do Lancer. Os 1000 Lagos seria uma vez mais ganho por um piloto da casa, agora era Tommy Makkkinen que obtinha a sua primeira vitória absoluta e logo com um Escort RS Cosworth que continuava a não ganhar com os pilotos oficiais, os únicos não nórdicos a vencer na prova finlandesa Auriol (2º) e Sainz (3º) completavam o pódio e a maioria dos pilotos locais surgiam a partir da 5ª posição o que não era habitual na prova. E a Toyota seguia para San Remo com o título de marcas e Didier Auriol ao vencer a prova italiana praticamente era virtual Campeão do Mundo e só a desistência, daria a Carlos Sainz (2º) o título se vencesse a prova inglesa e o português Jorge Bica em Lancia Delta (10º) terminaria no top Ten. No RAC, vitória britânica, dezoito anos depois graças a Colin McRae e terceira da Subaru em 1994. Bruno Thiry (3º) fez um excelente rally e seria o melhor piloto da Ford no campeonato quando era a terceira escolha da marca britânica. Mundial de Marcas: 1ºToyota (182); 2ºSubaru (166); 3ºFord(116). Não elegíveis para a classificação: Mitsubhish (41); Skoda (4) e Renault(4). Mundial de Pilotos (10ºs):1ºD.Auriol (F) 116; 2ºC.Sainz (E) 99; 3ºJ.Kankkunen (SF) 93; 4ºC.McRae (GB) 49; 5ºB.Thyri (BL) 44; 6ºM.Basion (I) 42; 7ºA.Schwarz (D) 31; 8ºF.Delecour (F) 30; 9ºA.Vatanen (SF) 28 e 10ºT.Makkinen (SF) 22.

segunda-feira, outubro 05, 2009

1993- Alan Prost na hora do Penta.

A temporada de 1993 foi mais competitiva e mais espectacular que se previa. A supremacia Wilams –Renault não foi tão evidente como se esperava, face à concorrência mais eficaz que na época anterior. Na África do Sul, Alan Prost obtinha a sua 45º vitória em GPS. E o novo MP/8 de Ayrton Senna (2º) chegou a liderar durante 23 voltas e o novo recruta da Ligier (JS35), Mark Blundell obteve o seu primeiro pódio. Estrearam-se na F1: Michael Andretti, Luca Badoer e Ruben Barrichello. No dilúvio na Pista de José Carlos Pace, simplesmente Ayrton que deu a 100º vitória à Mclarem e Danon Hill (2º) obtém o seu primeiro pódio na F1. Em Donington. Corria-se o GP da Europa, o pódio brasileiro repetia-se e Alan Prost era (3º).Perante mais uma justificação de Alan Prost para a falta de uma vitória, Ayrton apesar da vitória, diria: “Porquê que você não troca comigo”. Em San Marino, Danon Hill, domina a prova, mas é o seu companheiro da equipa, Alan Prost que chega à vitória “Se o Danon não abandonasse, eu não ganharia, e ele ganhava”. A Ferrari anunciava a aquisição de Jean Todt para director desportivo para 1994. No histórico circuito do Mónaco, Alan Prost faz a pole, mas queima a partida e é penalizado (4º). Schumacher lidera parte da prova mas é Ayrton que obtém a sua sexta vitória no circuito monegasco. Alan Prost vence no Canadá após a 7ª pole consecutiva e Schumacher (2º) satisfeito com a sua prova afirmou “Poder lutar com alguém com ele é bom sinal”. James Hunt, campeão mundial de 1976 e então comentarista da BBC, faleceu dois depois da realização da prova canadense, em virtude de ataque cardíaco em sua casa. Em França Danon Hill, é vítima da troca de pneus perdendo a liderança para Alan Prost que vence o GP. No GP da Inglaterra, Hill volta a passar pelo comando, mas é Prost que vence de novo e J.Herbert num pouco competitivo Lotus (4º), estava feliz no final da prova “Um dia ainda chego ao pódio”. Em Hockenheim, a cena habitual, Hill domina e Prost ganha, só que o piloto inglês abandona a duas voltas do fim. E diria que “Isto foi um milhão de vezes pior do que Silvestorne”.Finalmente a vitória mais que justa para Danon Hill no GP da Hungria, Ricardo Patrese (2º) obtêm o melhor resultado de sempre e Gerhard Berger um excelente pódio (3º) após a uma operação ao cotovelo esquerdo. Em SPA, Danon Hill, vence e convence na comemoração do título da Wiliams, Schumacher obtém um sensacional 2º à frente de Prost e Jonnhy Herbert (5º) que termina nos pontos após um violento acidente que nos treinos afectou o seu companheiro da equipa Alex Zanardi que passou muito perto da tragédia”Tive a sensação que o meu cérebro não estava ligado ao corpo porque não podia mexer braços e pernas”.. Em Monza a sorte dos pilotos da Wiliams muda, agora é Prost que domina e Hill que obtém a terceira vitória consecutiva e Pedro Lamy após uma semana intensa de negociações estreia-se na F1 e termina o GP em 11º o piloto português diria no final “Ainda é o carro que me leva”. Ayrton Senna assina contrato com a Wiliams, Frank afirmava: “Sempre quis ter o Ayrton na minha equipa porque ele é um extraordinário campeão. Falamos disso há dez anos O norte americano, Michael Andretti sobe ao pódio (3º) no melhor resultado da época. No Estoril, Michael Schumacher é o vencedor numa prova em que Jean Alesi domina a parte inicial, Alan Prost é 2º e anuncia a retirada da F1. O piloto francês estava encantado com o comportamento do Ferrari : “Nem podia acreditar. Era bom demais. Depois de tanto tempo era quase irreal”. E Michael Andretti anunciava alguns dias depois o regresso à Cart após uma passagem discreta pela F1Ayrton Senna, vence no Japão perante um dilúvio que se abateu sobre a pista demonstrando que continuava imbatível nessas condições. Mika Hakkinen (3º) obtém o seu primeiro pódio na segunda corrida ao serviço da Mclarem. A Jodan obtém os primeiros pontos do campeonato: Ruben Barrichello (5º) e Eddie Irvine(6º). Ayrton Senna termina o ano como começou ganhando no GP. Da Austrália. Na Fórmula Cart, dois ex-campeões do mundo brilharam na temporada de 1993, Emerson Fitipaldi é terceiro piloto de F1 a ganhar a Indy 500 e Nigel Mansell é o campeão com cinco vitórias. O português, Pedro Chaves foi 4ºna Indylighs categoria da ascensão à Fórmula Indy. Mundial de Pilotos: 1º A.Prost (F) 99; 2ºA.Senna (BR) 73; 3ºD.Hill (GB) 69; 4ºM.Schumacher (D) 52 ; 5ºR.Patrese (I) 20; 6ºJ.Alesi (F) 16; 7ºM.Brundle (GB) 13; 8ºG.Berger(AUS) 12; 9ºJ.Herbert (GB) 11; 10ºM.Blundell (GB) 10; 11ºM.Andretti (USA) 7; 12ºK.Wendlinger (AUS) 7; 13ºC.Fitipaldi (BR) 5; 14ºJ.J.Letho (SF) 5; 15ºD.Warwick (GB) 4; 16ºM.Hakkinen (SF 4); 17ºF.Barbazza (I) 2; 18ºR.Barrichello (BR) 2; 19ºP.Alliot (F) 2; 20ºE.Irvine (GB) 2; 21ºA.Zanardi (I) 2; 22ºE.Comas (F) 1. Mundial de Construtores: 1ºWiliams 168; 2ºMclarem 84; 3ºBenetton 72; 4ºFerrari 28; 5ºLigier 23; 6ºLotus 13; 7ºSauber 12; 8ºMinardi 5 ; 9ºFootwork 4; 10ºLaurosse 3 e 11ºJordan 3

sexta-feira, outubro 02, 2009

1993- O penta de Jukka Kankunen na consagração da Toyota

O mundial de 1993 iniciava-se com uma notável vitória de Didier Auriol em Monte Carlo que chega à vitória nos últimos 134 Km da prova, onde François Delecour no novo Escort RS Cosworth foi a grande vedeta, de tal forma que se esperava a primeira vitória do novo modelo da Ford. Na Suécia, apenas marcaram presença as marcas japonesas, Colin Mcrae domina o rally e esteve muito próximo da vitória, problemas mecânicos, um semi-eixo partido quando liderava com um 1 m e 42 s de vantagem sobre Mats Joasson, o sueco obtém a segunda vitória consecutiva no seu rally e o inglês termina em 3º . Interessante foi a prova de Sepp Haider (7º) num Audi Coupé S2 que se estreava no Mundial. Em Portugal finalmente a primeira vitória de Francois Delecour e a primeira dobrinha da Ford. Jorge Bica (8º) em Lancia Integrale HF seria o melhor nacional numa prova em que os Integrale HF voltavam a desiludir apesar do pódio (3º) de Andrea Aghini com Lancia do Jolly Club. Impressionante era o comboio de oito TIR da Pirrelli que deslocou-se às estradas portuguesas com 3.500 pneus para os carros oficiais que utilizavam aquela marca de pneus. O Safari, realizava-se sem a áurea de outras temporadas apenas a Toyota e a Subaru marcavam presença e os sete primeiros carros eram japoneses, os quatro primeiros para o Celica Turbo 4WD com vitória de Jukka Kankkunen e os lugares seguintes para os pequenos Daihatsu Charde . Na Córsega a habitual guerra dos franceses, com a curiosidade de que na última vez que um Ford ganhara na ilha francesa em 1988, o seu piloto era Didier Auriol agora o grande batido pelo piloto mais rápido da Ford François Delecour. Na Grécia, nova vitória da Ford, agora com Massimo Biasion, mas os Subaru Legacy de Colin Mcrae e Ary Vatanen, dominaram enquanto estiveram em prova. Carlos Sainz com um Lancia Repsol era segundo numa época em que a marca italiana deixara de ser uma habitual protagonista no mundial de Rallys. Fora da Europa, corria-se na Argentina e Jukka Kankkunen obtinha uma vitória incontestável dominando integralmente o rally na sua 17ª vitória da sua carreira a 30º da Toyota. Basion impedia uma dobrinha da Toyota, uma vez que Didier Auriol vítima de problemas mecânicos cedia a sua posição ao italiano. Na Nova Zelândia, Colin McRae chegava à vitória, a primeira da Subaru e o Mundial aquecia em termos de liderança de Pilotos e de Marcas, Jukka Kankunen passava para a liderança e a Toyota era alcançada pela Toyota. Nos 1000 Lagos, luta ao segundo entre Jukka Kankkunen e Ary Vatanen, o primeiro vencia e passava a correr para o título. O segundo provava que o novo Imprenza da Subaru era mais um modelo capaz de lutar para o título. Impressionante seria a prova de Tommi Makkinen (4º) em Lancia da Astra numa época em que o carro italiano já tinha demonstrado que a sua época tinha passado. Na Austrália, Jukka Kankkunen afirma-se como um especialista da prova obtendo a sua terceira vitória em quatro anos, a Subaru (Ary Vatanen) e a Ford (Francois Delecour) continuam na disputa pelos lugares do pódio. Em San Remo, os carros oficiais não chegam so fim da prova, Carlos Sainz (2º) não consegue fazer melhor que se colocar entre os dois pilotos privados da Ford, o italiano, Franco Cunico que chega à vitória e Patrick Sneyers (3º) que obteve o melhor resultado de um belga no Mundial. Na Catalunha, quinta vitória da Ford e Francois Delecour superiorizou-se a Jukka Kankkunen, mas o finlandês comemora a ponta. A Lancia abandona oficialmente os rallys do Mundial. No RAC com os títulos decididos os Campeões Jukka Kankkunen e a Toyota vencem a prova inglesa e Malcon Wilson (3º) é o melhor local e da Ford. Mundial de Pilotos (10ºs):- 1ºJukka Kankkunen (SF) 135; 2ºF.Delecour (F) 112; 3ºD.Auriol (I) 92; 4º M.Biasion (I) 76; 5ºC.McRae (GB) 50; 5ºC.Sainz (E) 50; 7ºK.Eriksson (S) 41; 8º A. Vatanen (SF) 38; 9º G.Trelles (U) 28; 10ºT.Makkinen (SF) 26. Mundial de Marcas: 1º Toyota (157); 2ºFord (145) 3ºSubaru (110) 4ºLancia (92) e 5ºMitsubhish (86).

domingo, setembro 27, 2009

1992- Nigel Mansell - um piloto de instinto que utilizou a 100% a tecnologia da Wiliams.

1992 foi marcado pela supremacia técnica da Wiliams num ano em que Nigel Mansell, dominou sem contestação a maioria dos GPS , com naturalidade como provam o seu record de vitórias. Todavia a sensação da temporada seria Michael Schumacher que na sua primeira temporada completa mostrou rapidez e segurança características estas só observadas na estreia de Ayrton Senna em 1984. No defeso Nelson Piquet tri-campeão Mundial anunciava o fim da sua carreira, após 204 Gps, 23 vitórias e 24 poles, durante o ano anuncia a sua ida para a Cart e nos treinos para a Indy 500 sofre um pavoroso acidente. O Mundial regressava à África do Sul, e a Williams com a suspensão activa dominou a concorrência e não deu hipóteses a ninguém .Nigel Mansell dominou completamente o fin-de-semana. Ricardo Patrese com o FW14B completava a dobradinha da marca inglesa. Ayrton Senna, subia ao pódio, mas a decepção era evidente: “Espero que isto sirva de motivação para a preparação de um carro novo”. Estreavam-se na F1, Cristian Fitipaldi, que daria boas indicações até desistir; Ukyo Katayama que seria o único a terminar (12º); Paul Belmond (filho do conhecido autor) e a bela Giovanni Amati. A dobrinha da Wiliams repetia-se no GP México e Michael Schumacher (Benetton B191) obtinha o seu primeiro pódio. Numa prova em que os motores HB V8 da Ford obtinham os 7º e 8º à geral dando mostras de alguma competitividade. Mansell e Patrese, obtêm a terceira dupla no Brasil numa prova em que nenhum brasileiro chegaria ao fim Ayrton afirmava “Os Wiliams são de outro planeta”. Em Espanha, uma corrida acidentada com treze carros fora da pista, Nigel Mansell continua imbatível, mas as dificuldades do piso, alternando-se entre o seco e o molhado, levou a que o inglês afirmasse que “Foi uma das corridas mais duras que disputei”. OF92 A da Ferrari faz o primeiro pódio através de Jean Alesi que herdou a posição da Ayrton na parte final da prova, mas foi sem dúvida a figura da prova e Schumacher (2º) continuava a confirmar o seu talento. Danon Hill é o novo recruta da Brabham substituindo Giovanni Amati, cujo talento da F1 não era visível. Em San Marino, domínio insolente dos Wiliams, a 5ª dobradinha e a sexta de Nigel, Aryrton termina em (3º) completamente esgotado. A Ligier completava o seu 250 GP. O Mónaco inicia-se com Mansell a dominar mas a sete voltas do fim uma ida à box dá vitória a Ayrton Senna e a primeira não Wiliams e o seu engenheiro B.Dudot “Decididamente a sorte não nos sorri no Mónaco”. A Mclarem volta a ganhar numa prova em que os erros dos Wiliams atiram os carros para fora da pista e Gerard Berger (Mclarem MP4 -7A) foi o vencedor. A revelação da prova seria o “rokkie”, Ukyo Katayama (Venturi LC-92) que abandonava a prova quando defendia o seu 5ª posição com um carro tão pouco competitivo. Em França volta à normalidade dobradinha da Wiliams, vitória de Mansell depois de uma liderança de Ricardo Patrese que obedece às ordens da equipa. Jean Alesi brilhou no circuito de Magny-Cours sendo um dos mais rápidos em pista com pneus secos perante o dilúvio que levou todo o pelotão à box, mas o motor partiu. A histeria da Mansellmania não seria defrauda em Silvestorne os Wiliams a dominar e Nigel a vencer e Martin Brundle (Benetton B 192) no pódio(3º) sem dúvida o destaque do GP. Ayrton continuava desiludido com o MP4-7A, “Para continuar assim, mais vale parar. Não arrisco a vida para chegar em terceiro”. Em Hockenheim, Nigel Mansell vence perante a pressão de Ayrton e declarava no final do GP : “A estabilidade do Mclarem e a potência do Honda impressionaram-me”. No Hungaroring, Ayrton Senna confirmava a excelente prova no GP da Alemanha e obtinha a sua primeira vitória da época, Nigel era 2º e tornava-se campeão mundial de 1992. Mas a revelação da prova foi o jovem Mika Hakkinen (Lotus 107), 4º no final após várias ultrapassagens geniais. Na box da Ferrari festejava-se a sua 500ª participação em provas de F1. Em Spa, a primeira vitória absoluta de Michael Schumacher numa prova em que as condições climáticas e a estratégia de Box lhe proporcionou o eu primeiro sucesso na F1. Os Wiliams situaram-se nas posições seguintes na terceira vitória de um piloto não pertencente ao team inglês. A Brabham não estava presente na grelha de partida, era o princípio do fim após 399 participações. Em Monza, Ayrton Senna domina de forma absoluta os Benetton voltam a brilhar, Martin Brundle é 2º e Michael Schmacher (3º). O ambiente no padoock era quente, Nigel Mansell preparava-se para abandonar a F1 e Alan Prost tinha já um pré -contrato com a Wiliams e Mikael Andretti, campeão da Cart era o novo recruta da Mclarem.O campeão britânico pouco depois anunciava a sua ida para a Cart ondedeveria pilotar para a Newmans-Hass. A Honda anunciava o seu abandono da competição. No Estoril , Nigel Mansell obtinha a sua 30ª vitória absoluta e a nona da temporada, um novo record. O GP é marcado pelo acidente impressionante de Ricardo Patrese que voa para o vazio, o piloto italiano diria: “Pela primeira vez tive medo de morrer .Quando vi o céu pensei em Villenueve…”.Em Fuji, finalmente Ricardo Patrese chega à vitória, numa prova em que os principais animadores do Mundial não terminaram a prova. Nigel Mansell continuava a criticar a aposta de Frank Wiliams que contrara Alan Prost “Os Wiliams deverão continuar a ser superiores que até um fantoche pode ganhar. Por isso pode ganhar todas as corridas de 93. A imprensa deveria pressionar a Wiliams para contratar um piloto mais rápido que Prost, como o Danon Hill. Mas o melhor para o espectáculo seria mesmo contratar Senna”. Na Austrália corre-se o último GP da época o mais animado da época, Mansell bate recorde de polés e lidera prova até Senna o abalroar e abandonarem os dois, Patrese herda o comando, mas pára e Berger é o vencedor. Mundial de Pilotos: 1ºN.Mansell (GB/108) ;2ºR.Patrese (I/56) 3ºM.Schumacher(D/54); 4ºA.Senna(BR/50); 5ºG.Beger(AUS/49); 6ºM.Brundle (GB/38); 7ºJ.Alsei (I/18); 8ºM.Hakkinen (SF/11)); 9ºA.Cesaris (I/8); 10ºM.Alboreto (I/6); 11ºE.Comas (F/4): 12ºK.Wendlinger (AUS/3); 13ºI.Capelli (I/13); 14ºT.Bousten (BL/2);15ºP.Martini (I/2); 16ºJ.Herbert (GB/2); 17ºB.Gachot (BL) 1; 18ºC.Fitipaldi (BR) e 19º S.Modena (I), Mundial de Construtores;1ºWiliams (164) 2ºMclarem (99); 3ºBenetton (92) 3ºFerrari ( 31); 4ºLotus ( 13) 5ºTyrrel ( 8); 6ºFootwork ( 6) 7ºLigier ( 6); 8ºMarch (3 ); 9ºBMS Dallara (1); 10ºVenturi (1) 11ºJordan (1)

quinta-feira, setembro 24, 2009

1992-Sainz vence no ano da Lancia

Se o Lancia Integrale HF foi sem dúvida o carro do ano, Didier Auriol o piloto mais rápido ano seria derrotado pelo Carlos Sainz que fez uma segunda parte do Campeonato sensacional conquistando o título no Rac quando já ninguém esperava. Em Monte Carlo os Lancia foram imperiais e Didier Auriol chegou ao final com dois minutos de vantagem ao final do rally. Na Suécia, o veterano Mats Joasson, com GT4 de 1991, levou a Toyota ao triunfo e Colin McRae obtinha o melhor resultado de um Subaru no Mundial de Rallys ao assegurar o 2ºLugar e era único não nórdico nos dez primeiros lugares. No Vinho do Porto, Os Fords oficiais surpreenderam com Francois Delecour a liderar as etapas de faltas, mas seria Jukka Kankkunen com Integrale a dominar a prova. O velho Renault 4GTL de António Pinto dos Santos terminou a prova e Joaquim Santos, melhor nacional não aí além do 8º da Geral. No Quénia, Carlos Sainz foi superior aos Lancias oficiais e marcou o triunfo do novo Celica Turbo numa prova em que a marca japonesa obteve a sua quinta vitória. Na Córsega o habitual domínio francês Didier Auriol volta às vitórias e o Cosworth 4x4 da Ford pilotado por Delecour é segundo à frente Philipe Bulgaski. Os roubos aos membros da caravana do rally foram a nota dominante e cerca de sessenta pneus passaram para as mãos dos amigos do alheio.Na Acrópele, nenhum Toyota à chegada e Didier Auriol mostra que corria para o título, Massimo Basion (2º) confirma a superioridade dos Ford e Colin Mcrae (4º) obtém mais um resultado digno para a Subaru. Na Novas Zelândia, Carlos Sainz inscrito à ultima hora chega à vitória a Lancia ausente perde pontos e os seus pilotos passam a estar ameaçados pelo piloto espanhol. Na Argentina a luta entre Auriol e Sainz, começa a animar o Mundial o francês ganha e a luta transfere-se para a Europa e nos 1000 Lagos, a Lancia confirma o título de Marcas e Didier Auriol é o segundo não nórdico a vencer a prova finlandesa perante dois nomes de renome, Jukka Kankkuen e Markku Allen (Toyota). A Subaru anuncia o novo modelo o Im prensa em testes pela mão de Ary Vatanen. Na Austrália, Didier Auriol obteve a sexta virória da época um novo recorde e além é de novo segundo. Mas a Lancia estava mesmo imparável e o jovem Andrea Aghini inscreve o seu nome na lista dos italianos que ganharam em casa. As transferências sucedem-se Armin Schwarz, assina pela Mistsubhish e Didier Auriol apesar de estar na luta pelo título é anunciado como novo piloto do Team Europe. Na Costa do Marfim, como já vinha a ser hábito, sem carros oficiais o japonês Kenjiro Sinozuka com o velhinho Mitsubhish Galant VR4, repete a vitória de 1991. As duas últimas provas decidiram o Mundial de pilotos, com duas vitórias consecutivas de Carlos Sainz na Espanha e no RAC e a consagração do seu bi-campeonato. Antes da realização da última prova, a Costa do Marfim é excluída do Mundial de Rallys de 1983. O novo Ford Escort RS Cosworth Rs estreava-se no final do ano no Rally do Var, Bruno Saby levava a Mitsubhish à vitória do Rally Paris –Cabo, numa altura que marcas, pilotos e novas provas animavam os rally raids internacionais. Joaquim Santos era Campeão Nacional, agora com o Toyota Celica GT4 e com vitórias nos rallys de Sopete e Figueira da Foz . Mundial de Pilotos (10ºs primeiros): 1ºC. Sainz (E) 144; 2ºJ.Kankkunen (SF) 134; 3ºD.Auriol (F) 121; 4ºM.Basion (I) 60; 5ºM.Allen (SF) 59; 6ºF.Delecour (F) 45; 7ºA.Aghini (I) 39; 8ºC.McRae (GB) 34; 9ºA.Fiori (I) 32 e 10º J.Recalde (RA) 28. Mundial de Marcas (10ºs primeiros): 1ºLancia (191); 2º Toyota (132); 3ºFord (94); 4ºSubaru (60); 5ºMitsubhish (44); 6ºNissan (44) ; 7ºAudi (10) ; 8º Renault Argentina (7); 9ºRenault France (2) e 10ºGM Europe (2).

domingo, setembro 20, 2009

1991- Ayrton Senna um início à campeão numa corrida difícil para o tri.

Nem sempre os acontecimentos da F1 em 1991 mantiveram a imagem desejável que se deseja na categoria máxima do desporto automóvel. O homem forte da FISA , Ballestre é substituído por Mosley. O mundial inicia-se em Poenix, com a vitória de Ayrton na estreia do MP4-6 da Mclarem e iguala orecord absoluto de vitórias de Jackie Setwart. Alan Prost apesar do fraco andamento da sua nova montada, o modelo 642 da Ferrari é segundo e os Wiliams não terminam o GP. No Brasil, Ayrton Senna vence com alguma facilidade no final, o campeão brasileiro desabava : “Esta foi a vitória mais apetecida de todas, só comparável à primeira no Estoril, e à do Japão em 1988. Agora o meu objectivo é o tri”. A revelação da prova seria Ricardo Patrese que seria 2º e ao longo do fim-de-semana, e o piloto mais rápido da Wiliams. Em Imola, o domínio do MP4-6 foi indiscutível, Senna volta a ganhar e Gerard Beger completa a dobradinha da Mclarem. Ricardo Patrese voltou a confirmar o bom momento dos Fw14, chegando a liderar antes de abandonar a prova. Senna diria mesmo que “foi uma vitória inesperada”. O português Pedro Chaves num Coloini C4 continuava a lutar para conseguir um lugar no Grid. No Mónaco, simplesmente Ayrton Senna nas comemorações do 25º aniversário da Mclarem na F1.Os Wiliams continuavam a sua evolução e ocupavam os restantes lugares do pódio de Monte Carlo. No circuito de Gilles Villenueve, mais uma vez tocou o hino brasileiro, agora era Nelson Piquet que levava o Benetton B-191 à vitória. Stefan Modena era segundo, oferecendo à Pirrelli a sua primeira dobradinha desde há muitos anos. Porém a alegria era dominante na Box da Jordan com os resultados dos seus pilotos em lugares pontuáveis: Andrea de Cesaris era 4º e Bertrand Gachot era 5º. A wiliams domina no GP do México com uma dobradinha e vitória de Ricardo Patrese que reconhece que o seu patrão “Frank tem razão, ainda podemos pensar no campeonato”. Ayrton Senna foi 3º e era líder isolado, mas afirmava “Estamos a competir com equipamento inferior à Wliams”. Na estreia de Mangy Cours, a multidão invade o circuito francês, a Wiliams revela-se imparável Patrese domina nos treinos e Nigel Mansell finalmente a vitória, a 17ª da sua carreira. Mais um 3º posto de Senna que desencantado dizia “Deste jeito não dá”. Nigel Mansell de novo e a vitória em Silvestorne levanta a moral do piloto inglês “Agora sim, já me podem falar do campeonato”.Na Alemanha nova vitória de Nigel Mansell e nova dobradinha da Wiliams, Nelson Piquet comentava desta forma o domínio insolente dos Wiliams “Se o idiota do Mansell não fizer nenhuma besteira, dá para ganhar o campeonato”. E o japonês melhor sucedido na F1, Satoru Nakajima que chegou ao mundo dos GPs. Apoiado pela Honda anunciava para o final da temporada o fim da sua carreira na F1. O ambiente na Ferrari era ainda mais tenso que na Mclarem e Alan Prost , ponha o seu lugar à disposição. O 3º de Jean Alesi não era suficiente para superar a falta de competitividade dos carros italianos. No GP da Hungria, Ayrton Senna vencia na sombra dos Wiliams os monolugares mais competitivos do pelotão.Nova dobradinha agora com os Mclarem e com mais uma vitória de Ayrton que Piquet , 3º , comentava “O título é já do Ayrton, não tem mais jeito”.Em Monza, Mansell vence Senna e Alan Prost sobe ao lugar mais baixo do pódio, mais animado diria “Gostaria que o campeonato se decidisse no Japão. Talvez assim a Ferrari consiga ganhar este ano”. No GP de Portugal, Nigel Mansell é desclassificado na ida box perdendo uma vitória certa que é herdada por Patrese e uma vez mais Pedro Chaves falha uma qualificação, diria em consequência “Estou numa situação melindrosa”.E a sua saída confirmou-se na Catalunha, Mansell vence a prova e afirma “Desta vez tive uma excelente parada de box: pelo menos saí em quatro rodas …”. Ayrton, quinto numa altura em que o título se jogava na corrida, na box e na estratégia da corrida diria “Errei na escolha dos pneus”. Alan Prost, segundo e de forma indirecta crítica a opção dos neumáticos seguida pela equipa : “Se não estivesse na Ferrari teria largado com pneus slicks”, o francês voltava ao pódio, 3º mas continuava sem ganhar. Em Suzuka, Ayrton Senna termina em segundo e obtém o título na festa de Gerard Berger em mais uma dobradinha da Mclarem. Nigel Mansell vencido mas não convencido afirmou “No próximo semana já estarei motivado de novo”. Alan Prost, continuava na ofensiva verbal “A minha Ferrari estava pior que um camião. Assim não dá gosto pilotar” e seria despedido não correndo em Adelaide. A chuva interrompia o desenrolar do GP e Ayrton Senna vence numa prova em que o piloto brasileiro obteve a sua 80ª pole. A Mclarem obtinha o seu sétimo título numa época em que os Wiliams FW14 eram os monolugares mais rápidos da temporada. O ano ficaria marcado pela estreia de dois pilotos promissores: M. Schumacher que não necessitou sequer de meia época para se impor no difícil mundo da Fórmula 1 como a grande revelação do ano e o mais prometedor entre os jovens pilotos que procuram fazer carreira nos Grandes Prémios. M. Hakkinen poderia ter sido considerado o piloto revelação da época se não tivesse surgido o “fenómeno” Schumacher. De facto não é muito comum um piloto vindo da F3 com um carro pouco competitivo, pontuar logo nos primeiros Grandes Prémios num ano em que quarenta e três pilotos marcaram presença no mundo restrito da F1. Mundial de Pilotos: 1ºA.Senna (BR) 96; 2º R.Patrese (I) 91; 3ºG.Berger (AUS) 85; 4ºA.Prost (F) 34; 5ºN.Piquet (BR) 26.5; 6ºJ.Alesi (F) 21; 7ºS.Modena (I) 10; 8ºA. De Cesaris (I) 9; 9ºR.Moreno (BR) 8; 10ºP.Martini (I) 6; 11ºJ.J.Letho (SF) (4); 13ºB.Gachot (BL) 4; 14ºM.Schumacher (D) 4; 15ºS.Nakajima (J) 2; 16ºM.Hakkinen (SF) 2; 17ºM.Brundle (GB) 20; 18ºA.Suzuki (J) 1; 19ºJ.Bailey (GB) 1; 20ºE.Pirro (I) 1; 21ºE.Bernard (F) 1; 22ºI.Capelli (I) 1; 23ºM.Blundell (GB) 2 e 24ºG.Morbedelli (I) 0.5.Mundial de Construtores: 1ºMclarem (139); 2ºWiliams 132; 3ºFerrari 55; 4ºBenetton (34.5); 5ºJordan (17); 6ºBrabham 13 7ºTyrrel (12); 8ºMinardi (6,5) ; 9ºDallara (5); 10ºLotus (2) 11ºLola (1 ) e 12ºLeyton House ( 1)

1991 - Kankkunen o campeão, Sainz o mais veloz

Ainda longe da evolução dos modelos de Grupo B, a Fia, seis anos depois procurava já limitar a potência dos diferentes modelos que iriam correr o Mundial de 1992. De resto a limitação da potência a 300 bhp., já não foi respeitada no ano anterior pela maioria das equipas de fábrica e nesse contexto de tentar conter a escalada de potência, a maior alteração técnica, consistiu na utilização de um restritor de 38 mmm em carros do Grupo A. A limitação dos treinos foi outra das alterações introduzidas no Mundial de Rallys. O Monte Carlo, marcou a primeira derrota da Lancia desde 1985 com uma vitória incontestada de Carlos Sainz que foi simplesmente imperial mesmo considerando que a revelação do Rally, François Delecour com o novo Cosworth RS da Ford. O velho Galant VR4, pilotado por Keneth Eiksson vence o seu rally (Suécia), com pouco mais de duas dezenas de segundo sobre Mats Joasson porém na lista de inscritos os três principais pilotos suecos não estiveram à partida: Stig Blomqvist, Bjorn Waldegaard e Mikael Eriksson, numa prova em que nenhum não nórdico se classificou nos dez primeiros da geral. Em Portugal à quinta tentativa Carlos Sainz vence o rally e assume a liderança do mundial e Carlos Bica num modesto 10º era o melhor nacional numa prova apagada dos Lancia Martini que apesar de tudo colocaram dois carros no pódio. Em Itália o modelo Super Delta iniciava os testes para o mundial de 1992. No Safari, a Lancia renasceu com a vitória de Jukka Kankkunen depois de quase seis meses em branco. Os riscos da prova queniana foram motivo de reflexão na única prova de estrada aberta em função de alguns acidentes que apesar de não terem terminado em tragédia, tiveram algo de inédito como o Nissan 200 SX que embateu contra …um comboio. O sistema de telemetria que equipava a F1 chegava aos rallys pelas mãos da Nissan que utilizou tal dispositivo nos Sunny GTI-R. Na Córsega um dos melhores rallys do ano, quatro pilotos de marcas diferentes passaram pela liderança e “el matador”, Carlos Sainz voltava a ganhar perante a resistência francesa que encontrou em François Chatiriot o piloto de ponta que liderava a prova quando a transmissão cedeu. Apesar do segundo posto, Didier Auriol, a Lancia saiu da quarta ronda com um sabor amargo. Uma vez que o piloto francês dispondo de assistência oficial não conseguiu inicialmente “andar” próximo dos tempos efectuados em 1991. A Grécia, ao contrário da prova francesa foi uma festa para a Lancia que colocou três carros nos quatro primeiros lugares e Jukka Kankkunen foi um vencedor feliz depois de ter sido durante maior parte da prova um espectador privilegiado da luta Auriol e Eriksson. Sete equipas oficiais marcaram presença no rally de Acrópele que marcou a estreia do filho do presidente da Argentina no Mundial de Ralys, Carlos Meném Jr. A caravana abandonava a Europa em direcção ao Pacífico, Na Nova Zelândia, confirmava-se que a luta pelo Mundial de Pilotos seria entre Carlos Sainz e Jukka Kankkunen, o primeiro triunfava mas seria outro finlandês Markku Allen que ao colocar o Subaru Legacy Turbo na 4ª posição a grande surpresa da prova. Na Argentina, o habitual domínio da Lancia seria posto em causa com a vitória do GT4 de Carlos Sainz que bateu os quatro “Integrale” que ocuparam as posições seguintes. O último rally fora da Europa seria ganho por Jukka Kankkunen que lutava já taco a taco pelo título mundial com Carlos Sainz. O piloto espanhol, não aguentaria a pressão despistou-se por três vezes a última a 150 Km /h fazendo o Toyota voar e rodopiar, aterrando com as quatro rodos no solo para sorte da equipa espanhola. Em San Remo o habitual domínio da Lancia e para Didier Auriol finalmente a primeira vitória e Ove Andersson, o director da Toyota, apesar de duvidar do andamento dos carros italianos acabou por não protestar até que os GT4 estiveram irreconhecíveis. Em África corria-se na Costa do Marfim sem interesse para as equipas oficiais e entregue aos pilotos locais e teams semi-oficias, o japonês Kenjiro Shinozuka em Mitsubhish Galant VR4 ganhou sem contestação. Na Catalunha, Carlos Sainz considerado favorito acaba fora de prova na 2ªEtapa, Jukka Kankkunem assume a liderança do campeonato e Armin Schwarz o piloto que mais Toyotas atirou para a sucata obtinha a sua primeira e última vitória em rallys do Mundial, a Lancia era já campeão de marcas. Na prova inglesa, a Lancia e Kankkunen confirmaram os títulos pilotos e de marcas e Carlos Sainz que terminou o RAC em 3º foi considerado o piloto mais rápido do ano, mas na prática perdeu um título que esteve ao longo da temporada perfeitamente ao seu alcance. Piero Liatti era o novo campeão da Europa, Carlos Bica voltava a ganhar o nacional de rallys .Mundial de pilotos (10ºs): 1ºJ.Kankkunen (SF) 150; 2ºC.Sainz € 143; 3ºD.Auriol (F) 101; 4ºM.Biasion (I) 69; 5ºK.Eriksson (S) 66; 5ºA.Schwarz (D) 55; 6ºM.Allen (SF) 40; 6ºF.Delecour (F) 40; 8ºF.Delecour (F) 40; 9ºJ.Recalde (RA) 29 e 10ºM.Ericsson (S) 27. Mundial de Marcas (10ºs) 1ºLancia (137); 2ºToyota (128); 3ºMitsbhish (62); 4ºFord (54); 5ºMazda(44); 6ºSubaru

terça-feira, setembro 15, 2009

1990 -Ayrton Senna, um título questionado por alguns mas sem dúvida o mais rápido e Fuji foi apenas uma tarde infeliz.Nascia uma lenda na F1.

A primeira temporada dos anos noventa na Fórmula Um, foi marcada novamente pelo duelo entre Ayrton Senna e Alan Prost, que disputaram o título até ao último GP., que seria assombrado pelo toque do piloto brasileiro atirando Prost para fora da pista. Para alguns analistas Alan Prost tal como Ayrton Senna em 1989, foi o campeão moral, todavia a verdade para nós historiadores o piloto brasileiro para todos os efeitos foi o mais rápido em pista e a estatística das vitórias e das poles torna-o simplesmente um piloto ímpar. De facto a maioria dos jornalistas ingleses e franceses, ignoraram que o MP4-B era um F1 sofrível que nas mãos do piloto brasileiro, conheceu oito pole position e seis vitórias absolutas. Dois aspectos devem ser salientados quando se considera a evolução da aerodinâmica, responsável pela queda monumental de todos os recordes dos circuitos de Grand Prix e a segurança que cockpit dos F1, que foram efecientes evitando a fatalidade nos vários acidentes que ocorreram durante a época. O Mundial de 1990, iniciava-se no continente americano, em Fhoenix .Ayrton Senna vence sem contestação, os Ferraris decepcionaram e Jean Alesi foi a revelação ao ocupar o 2º posto com o modesto Tyrrell 018, no final da prova o francês afirmou “Foi um sonho lutar com o Ayrton, meu ídolo desde os tempos da F3”. No Brasil, em Interlagos o Ferrari 641, obtém a vitória absoluta, depois de um toque de Senna em Nakajima, até então o piloto da casa tinha dominado os treinos e a prova, mesmo assim chega ao pódio (foi 3º). A uma questão levantada pela imprensa, Alan Prost responde sobre o seu triunfo “Se pensasse que só ganharia provas quando o Ayrton tem problemas, abandonaria”. Em Imola o terceiro vencedor da época, Ricardo Patrese e a Ferrari anuncia a entrega de motores à Minardi e a Yamanha chega a acordo para o fornecimento de propulsores à Brabham. No Mónaco, Aryton Senna, foi imperial e consciência do seu feito ficou registado em breves palavras “Estou mais rápido que a Mclarem”. No final da prova apenas seis sobreviventes e Alex Caffi (6º) em Footwork Arrows A-11B, deu os primeiros pontos a esta modesta equipa. No GP do Canadá, a Mclarem domina, Gerard Berger ganha na pista e perde na secretaria ao ser penalizado por falsa partida, Ayrton Senna é o vencedor e Nelson Piquet é segundo numa corrida onde seria fortemente pressionado pelos Ferrari, Piquet diria: “Eu parecia uma sandwiche entre as duas Ferraris. Fiz valer os meus treze anos de Fórmula 1”. No México, Alan Prost partiu para uma notável sequência de três triunfos e no Circuito Hermanos Rodriguez, agressivo desde a partida, arriscando nas ultrapassagens, o francês ultrapassou quase metade dos pilotos em pista no caminho da vitória. Apesar de tudo, Aryton Senna dominou até à 40ªvolta sendo vítima da estratégia de troca de pneus da equipa. Em Paul Ricard e Silvestorne o Ferrari de Alan Prost vence mas na corrida inglesa Nigel Mansell foi a vedeta em pista, no final da prova anuncia o seu abandono da F1 : ”Continuarei a competir a 100% até final do ano , e espero ganhar um ou dois GPs. Farei tudo o que puder para ajudar o Alain a ganhar o campeonato. Estou muito contente pela Ferrari ter conseguido o que se vê.Adelaide será o meu último GP. Na Alemanha, foi a vez da Ferrari fazer todo errado numa vitória fácil de Ayrton Senna onde Sandro Nannin foi o seu único adversário o italiano que admitiu que “…era mais rápido no “estádio”, mas o Ayrton era o mais rápido na 2ª chicane e por isso me ultrapassou à entrada da 3ª “. No Hungaroring, o Wiliams FW18 faz a pole e ganha com Thierry Bousten, os acidentes sucedem-se de fora Nannin, Berger, Alesi e Prost. Piquet é entre os favoritos o 3º no pódio e Senna, segundo, jogou para os pontos como expressa o seu comentário à prova:”Este é um belo resultado para mim”. A Camel anuncia o patrocínio à Benetton e à Wiliams. Em SPA, Ayrton Senna bate a concorrência de ponta a ponta e renova com a Mclarem Internacional apesar do interesse de Frank Wiliams em tê-lo no seu team. Em Monza Ayrton Senna bate o francês e impede a desejada vitória dos carros de Enzo Ferrari e a FISA apresenta novas regras que terão efeito a partir de 1991, numa época em que as velocidades em curva impõem forças laterais na ordem dos 4.5G. No Estoril, Nigel Mansell vence e Alan Prost é terceiro e a tensão cresce na equipa, o piloto francês afirma “Decidamente não tenho sorte com os meus companheiros da equipa” e Nigel Mansell rematou “Senna é um dos maiores pilotos da F1…” . A Renault Sport confirma que a partir de 1992 fornecerá motores à Ligier e a Lotus e a Laurosse perdem os motores da Lborghini. Sandro Nannin era contrato pela Ferrari Sport e Jean Alesi estava então em negociações, num momento em que a tensão crescia na equipa de Maranello. Em Espanha, uma dobradinha da Ferrari e o vencedor Alan Prost não evita o seu contentamento “Agora sim, a Ferrari trabalhou como equipa”. Nigel Mansell surpreende o padock da F1, quando assina um contrato com Frank Wiliams, depois de anunciar solenemente com toda a família na box da Ferrari dois meses antes, o gigante inglês diria então: “Eu mesmo estou surpreso por ter revertido a minha posição. As razões são muitas e positivas. Sempre afirmei que não estou na F1 só pelo dinheiro ou para fazer número, mas para ganhar corridas e, se possível, o campeonato”. No Japão, em Fuji, mais uma vez a temporada acaba mal, com Ayrton Senna a colidir em Prost, Nelson Piquet vencedor da corrida japonesa, sobre a manobra de Ayrton, diria “Ele simplesmente entrou na traseira de Prost”. Num final de Campeonato justo, mas infeliz , o novo campeão diria. “Foi a temporada mais difícil da minha carreira, sem dúvida. Mas a conquista do bicampeonato, depois de toda a pressão que sofri, acabou tendo um saber especial". A Mclarem renovava novamente o título graças a Ayrton Senna que obteve por pouco o dobro da pontuação de Gerard Berger o número dois da equipa. Mundial de Pilotos: 1ºA.Senna (BR) 78; 2ºA.Prost(F) 73; 3ºN.Piquet(BR) 44; 4ºG.Berger (AUS) 43; 5ºN.Mansell (GB) 37; 6ºT.Bousten (BL) 34; 7ºR.Patrese (I) 23; 8ºA.Nannin (I) 21; 9ºJ.Alesi (F) 13; 10ºI.Capelli (F) 6; 11ºR.Moreno (BR) 6; 12ºA.Suzuki (J) 6;13ºE.Bernard (F) 5; 14ºD.Warwick (GB) 3; 15ºS.Nakajima (J) 3; 16ºS.Modena (I) 2; 17ºA.Caffi (I) 2 e 18ºM.Gugelmin (BR) 1. Mundial de construtores: 1ºMclarem (121); 2ºFerrari (110); 3ºBennetton (71); 4ºWiliams (57) 5ºTyrrell (16); 6ºLaurosse (11); 7ºLeyton House (3); 8ºBrabham (2) e 9ºArrows (2).

domingo, setembro 13, 2009

1990 - O ano de Sainz e das vitórias latinas sobre os "rallyman" do Norte da Europa


1990 – Depois das previsíveis temporadas anteriores, um ano cheio de surpresas, com o jovem espanhol, Carlos Sainz a confirmar o título de campeão do Mundo de rallys após uma série de provas notáveis em 1989. Os Toyota do team Europe mostraram-se pela primeira vez ganhadores apesar de o título uma vez mais ter sido ganho pela Lancia Martini. Em Monte Carlo, Didier Auriol vence numa prova sem neve com menos um minuto que Sainz. O Lancia Integrale exerce um domínio sem precendes no rally de Portugal, com vitória de Massimo Basion, Carlos Bica é o melhor nacional em 5º e a Lancia coloca seis carros nos sete primeiros lugares. Em Inglaterra a nova máquina da Ford o Sierra 4x4 Cosworth inicia os testes. No Safari, a Toyota obteve o primeiro triunfo da época, com Bjorn Waldegaard verdadeiro especialista que obtém a sua quarta vitória no Quénia. A estreia do novo Subary , o modelo Legacy, pilotado por Markku Allen, mostra alguma competitividade e o local Pactrick Nijuri com um modelo idêntico, mas de grupo N termina em 8º sendo o primeiro grupo N a terminar a demolidora prova africana. Na Córsega, nada a fazer contra os pilotos locais, Didier Auriol obtém a terceira vitória consecutiva no rally e a Lancia o terceiro da temporada. Carlos Sainz, opta por uma prova táctica, no final declarava acerca da última etapa quando lutava com o francês: “Levantei o pé de imediato, e pensei imediatamente: que se dane a vitória, é preciso chegar ao fim para garantir o segundo lugar. Na Acrópele, a primeira de Carlos Sainz numa prova mundial o Celica GT4 obtém a sua primeira vitória na Europa. Mas a curiosidade da prova foi a invasão dos helicópteros das equipas oficiais nada menos que cinco: da Toyota, Lancia, W, Jolly Club, Top Run e da Provide.Na Nova Zelândia e sem a Lancia, Carlos Sainz obtém nova vitória e a Mazda e a Ford anunciam novas montadas para breve. Na Argentina, Carlos Sainz bate violentamente mas termina em 2º e Massimo Biassion obtém a 5º vitória consecutiva da Lancia Martini nas pampas. Nos 1000 Lagos, vitória histórica de Carlos Sainz numa prova jamais ganha por um escandinavo, mesmo assim com apenas 19s sobre Ary Vatanen com o velho Mitsubhish Galant VR4 e com Keneth Eriksson no 3º posto. A velocidade média do rally foi cronemetrada em 112Km/h e a velocidade máxima numa classificativa atingiu os 205 Km/h . O piloto espanhol afirmou que: “Este rally é muito rápido e foi difícil para mim decidir o ritmo que deveria tomar, tendo o título jogo”. Jukka Kankkunen regressa às vitórias na Austrália numa altura em que os campeonatos de pilotos e marcas estão já decididos.Walter Rohrl abandona a competição automóvel, o bi-campeão mundial de rallys, dedicava-se então à velocidade como piloto do Team Audi. No San Remo, vitória habitual da Lancia Martini através de Didier Auriol que obtém a terceira do ano e a britânica Louise Aitaken (Opel Kadett GSI), ganha o campeonato de senhoras após a desistência da bela Paola Martini. Uma vez mais o rally da Costa Martin, é corrido para cumprir calendário sem favoritos o local Pactrick Tauziac em Mitsubhish Galant Vr4 vence fácilmente e Derek Wrwick, piloto de F1 anuncia em Londres que estaria no RAC com Legacy da Provide. A prova inglesa deixa de ser um rally secreto, os finlandeses abandonam e Carlos Sainz é o primeiro latino a ganhar no RAC.Ove Andersson director do Team Team Europe: “Só posso agradecer ao Carlos por tudo o que ele fez este ano.Ele motivou toda a equipe com as suas vitórias e tornou realidade o meu sonho de há 15 anos”.O ano de 1990, mais do que uma invasão japonesa, como na Fórmula 1, nos rallys assistiu-se a uma autêntica tomada pela indústria japonesa. Esta era uma faceta da universalização do Campeonato Mundo, uma das ambições de Jean Marie Balestre, Presidente da FIA e da FISA, na verdade os pilotos ao serviço das marcas nipónicas disputavam os primeiros lugares dos rallys e a Toyota terminava o ano em condições de lutar abertamente pelo ceptro. O belga Robert Droogmans é o campeão da Europa de Rallys. Carlos Bica obtém o tri-no Nacional de Rallyas e Ary Vatanen volta a ganhar no Paris –Dakar dominado por pilotos que habitualmente disputavam o Mundial de Rallys: Mundial de Pilotos (10ºs primeiros): 1ºC.Sainz (E) 140; 2ºD.Auriol (F) 95; 3ºJ.Kankkunen (SF) 76; 4ºM.Basion (I) 32; 6ºD.Cerrato (I) 30; 7ºR.Stohl (A) 29; 8ºK.Eriksson (S) 27; 9ºA.Fiori (I) 25; 10ºIngvar Carlsson (S) 22. Mundial de Marcas(10ºs - 1ºLancia (140); 2ºToyota (101); 3ºMazda (73) 4ºMitsubhish (58); 5ºAudi (43); 6ºBMW (37); 7ºRenault (30); 8ºNissan (18); 9ºVolswagwn (15) e 10ºRenault Argentine 10.

quinta-feira, setembro 10, 2009

1989 - Alan Prost vence num duelo infernal com Ayrton Senna

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O Mundial de F1 , de 1989 será recordado como mais um ano onde Ayrton Senna se mostrou como o mais rápido piloto da época, ainda em que o mesmo tinha sido vencido pelo tri-campeão Alan Prost, que em apenas dois grandes prémios bateu claramente o campeão brasileiro. Ayrton Senna não só igualou o seu record de 13 poles positions, como ultrapassou o antigo recorde (33) de outra lenda da F1 , Jim Clark. Com seis vitórias e cinco abandonos lutou até ao fim pelo título que seria entregue ao “Professor” que apenas abandonou no Canadá e somou quatro triunfos. A nível dos Construtores a Mclarem voltou a triunfar mas a Ferrari, a Benetton e a Wiliams em determinados GPs, mostraram que eram capazes de vencer os Mclarem vermelhos e brancos. Na história do campeonato, Nigel Mansell vence surpreendentemente no Brasil com o novo F640 da Ferrari, numa prova em que 38 pilotos (6 estreias) apresentaram-se nas qualificações e Ricardo Patrese batia o novo record de participações em GP (177). A prova seria marcada pelo pavoroso acidente de Fhilippe Streif (AGS) que a 250 Km/h foi catapultado por cima do rail na curva Ribeirinho e o resultado seria a indesejada lesão medular que atiraria para uma cadeira de rodas. Em San Marino, Senna e Prost, trocam de posições e na última das quais, Senna rompe com acordo da equipa e ganha a prova. Alan Prost afirma “Senna não tem palavra”. Mais um acidente grave sem consequências para Gerard Berger que bate a mais de 200Km/h o carro incendiou-se de imediato, mas a eficiência dos comissários de pista que libertem do monolugar em 15.2s salvam o austríaco. No Mónaco simplesmente , Senna de ponta a ponta, ao mesmo tempo que novas regras entravam de imediato em vigor, entre elas . – o aumento da abertura do habitáculo ou a melhoria da visibilidade traseira. A saga de Senna continua no México com a terceira vitória consecutiva. Nos Estados Unidos finalmente a primeira vitória de Alan Prost, no 400ºGP da Lotus que recebe a notícia triste do seu antigo engenheiro, Maurice Fhilippe, retirado em 1983 da competição e um dos projectistas dos modelos mais famosos do team britânico, os modelos 49 e 72D. No GP do Canadá, Tierry Bousten (Wiliams FW12C) obtém a sua primeira vitória em GP interrompendo as vitórias dos pilotos que nos últimos GPS chegavam ao lugar mais alto do pódio desde 1986: Senna, Prost, Berger, Mansell e Piquet. Em Paul Ricard, Alan Prost vence em casa e Nigel Mansell é o herói do GP partibdo do último posto termina em 2º. Na reunião com a imprensa Alan Prost declara “Não correrei pela Mclarem no próximo ano?” a guerra fria jogava-se no interior da Mclarem Internacional. Em Silvestorne o pequeno francês obtém a terceira vitória do ano e lidera o Mundial da F1 com 20 pontos sobre Ayrton. Gerad Berger é anunciado como futuro piloto da marca inglesa e Michele Alboreto é apeado da Tyrrell. Na Alemanha, Senna soma a 4ºvitória do ano após quatro abandonos consecutivos que acabaram por lhe custar o título.Nigel Mansell bate sem contestação os Mclarem no Hungaroring e se a Ferrari vence a corrida, nos treinos o rei foi Ricardo Patrese que interrompeu as polés habituais da Mclarem. Em SPa, num circuito técnico e histórico, Ayrton obtém a 50ª Vitória da Mclarem. Em Monza, Ayrton Senna domina até abandonar com o motor partido (…) Alan Prost obtém a última vitória da temporada, a Mclarem sagra-se campeão de construtores, os tiffosi já consideram o piloto francês seu piloto (da Ferrari). Em Portugal, Gerard Berger é o vencedor e Nigel Mansell e Ayrton Senna, evolvem-se num acidente, o brasileiro afirma: “ Foi uma atitude irresponsável.” Em Espanha, Ayrton Senna obtém a 40ºpole da carreira e sai com a vitória em Jerez de la Frontera. O Mundial abandona a Europa e em Fuji o caso do ano. Ayrton obtém uma estrondosa pole, mas Alan Prost lidera até à 47ª volta, os Mclarem chocam e o brasileiro sobrevive e ganha sendo desclassificado de seguida o que permite a consagração de Alan Prost. A guerra da vitória seria discutida na Secretaria, mas o presidente da FIA, Balestre, analisa a situação da seguinte forma: “É uma pena que dois dos melhores pilotos do mundo mostram tanta falta de respeito pelos regulamentos. Para mim, Prost é campeão mundial”.No meio da tempestade corre-se em Adelaide, Thierry Bousten volta à vitória, mas o circuito australiano não apresentava as condições mínimas para a sua realização e a sua paragem era mais que justificada, Nelson Piquet no final da prova declarou “Tive muito medo. Só um idiota não teria. Andamos a 200 Km/h e a visibilidade é de 2 metros. Há uma diferença entre ser estúpido e valente”. Mundial de Pilotos: 1º A.Prost (F) 76; 2ºA.Senna(BR) 60; 3ºR.Patrese (I) 40; 4ºN.Mansell (GB) 38; 5ºT.Bousten (BL) 37; 6ºA.Nanin (I) 32; 7ºG.Berger (AUS) 21; 8ºN.Piquet (BR) 12; 9ºJ.Alesi (F) 8;10ºD.Warwick (GB)7; 11ºS.Johasson (S) 6; 12ºM.Alboreto (I) 6; 13ºE.Cheever (USA) 6; 14ºJ.Herbert (AUS) 5; 15ºP.Martini (I) 5, 16ºA.Cesaris (I) 4; 17ºM.Gugelmin (BR) 4; 18ºS.Modena (I) 4; 19ºA.Caffi (I) 4; 20ºM.Brundle (I) 4; 21ºS.Modena (I) 4; 22ªM.Brundle (22) 4; 23º C.Dannner (D) 3; 24ºS.Nakajima (J) 3; 25ºR.Arnoux (F) 2; 26ºE.Pirro (I) 2; 27ºJ.Palmer (GB) 2; 28ºG.Tarquini (I) 1; 29ºO. Grouillard (F) 1 e 30ºL.Perez Sala (E) 1. Mundial de Construtores: 1ºMclarem (141); 2ºWiliams (77);3ºFerrari(59); 4ºBenetton (39); 5ºTyrrel (16); 6ºLotus (15); 7ºArrows(13; 8º Dallara (8); 9ºBrabham (8); 10ºOnxy (8); 11ºMinardi (4); 12´ºMarch (4); 13ºRial (3); 14ºLigier (3); 15ºAGS (3) 16ºLola (3).