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quarta-feira, agosto 22, 2012

O Cosworth a motorização de sucesso na F1 ....



A associação (Colin Chapman, Lotus e Cosworth) fizeram hstória na F1
( edição de R.W.Schlgelmilch) 


Granham Hill fez a primeira pole e foi o primeiro campeão com um motor Cosworth DFV
(fhoto deBernard Cahier)  


Jackie Setwart o mais titulado com o motor da Ford
( edição de R.W.Sclegelmilch) 


Michael Schumacher o último campeão com a Cosworth mas com a versão Zetec R8
(fhoto de Bernard Cahier)



O som do Cosworth DFV

A Fórmula 1 ao longo da sua história, criou mitos da velocidade e chassis emblemáticos, mas a tecnologia foi sem dúvida um dos factores que permitiu o sucesso de muitos construtores e pilotos. E nesse contexto o motor Ford Cosworth marcou o trajecto de muitos dos vencedores de Grande Prémio, a sua estreia ocorreu no GP do Mónaco de 1967 e a sua primeira vitória ocorreu pouco depois no GP da Holanda de 1967 quando Jim Clark levou o Lotus 49 ao mais alto degrau do pódio. Walter Hayes então diretor de relações públicas da Ford britânica foi o principal impulsionador pelo projecto do construtor britânico na F1, a 11 de Março de 1966, era assinado o contrato com a Cosworth que seria responsável pelo desenho e motorização, do futuro motor que seria entregue a equipa Lotus de Colin Chapman. De resto, era a escolha lógica, pois a Lotus era então a equipa inglesa com maior competitividade na F1 e Keith Duckwork  e Mike Costan, tinham sido antigos engenheiros da Lotus Engineering antes de formarem e fundarem a Cosworth Engineering em 1968. O motor Ford – Cosworth, inaugurava um novo conceito na construção de um F1 em que o motor constituía parte integral do carro de Fórmula 1.Ao longo de quase quatro décadas, o motor Cosworth, conheceu várias versões, inicialmente com uma potência de 400 CV chegaria aos 600 CV, na década da 1990 por força regulamentar a sua arquitectura de base assente em oito cilindros em V a 90 graus a sua fórmula de sucesso até aos anos oitenta chegava ao fim a sua motorização de sucesso …. e já que os novos motores de 10 e 12 cilindros jamais foram tão competitivos com a versão do DFV. Todavia a série de motores turbo-comprimidos e atmosféricos, culminaram com o sucesso do Zetec - R V8 que daria o título à nova estrela então em ascensão, Michael Schumacher e a Benetton Ford que surpreendentemente se afirmava no mundo dos “GRAND PRIX”. O motor Ford Cosworth realizou o seu último GP no Brasil em 2004, tendo participado em 567 GPS e obteve treze títulos de pilotos: Granham Hill (1968); Jackie Setwart (1969, 1970 e 1973); Jocken Rindt (1970); Emerson Fitipaldi (1972 e 1974); James Hunt (1976); Mario Andretti (1978);Alan Jones (1980); Nelson Piquet (1981); Keke Rosberg (1982) e Michael Schumacher (1994). Dez a nível de Construtores: Lotus (1968, 1970,  1972, 1973 e 1978); Matra (1969); Tyrrel (1971); Mclaren (1974) e Wiliams (1980 e 1981). Obteve 176 vitórias, 139 poles, 163 voltas mais rápidos e 536 pódios                    

quinta-feira, maio 27, 2010

A era Turbo - triunfou na F1 e nos Rallys na década de 80


A Renault marcou a era turbo  com A-442

Jean Pierre Jabouille/Renault RS01 -Silvestorne 1977
Ayrton Senna/Toleman Turbo - 1984

NigelMansell /Wiliams FW011 -1986  
Nigel Mansell /Ferrari 641/2 -Turbo -1990

Masion Basion / Lancia Delta S4/ no Rally da Argentina
O Toyota Celica TCT o turbo da Toyota  - o rei africano na época do Grupo B

Jukka Kankkunen/Peugeot 205 Turbo16 - 1000 Lagos

Os motores turbo como meio de propulsão estão na essência ligados aos transportes como meio de comunicação. Assim, no início do século XX com a finalidade de ampliar a potência dos motores, foram aplicados sistemas rudimentares aos mesmos, cujo desenvolvimento, deu origem à era Turbo – motores sobrealimentados. Todavia, a utilização de tal invento, foi aplicado pela primeira vez na aviação, logo na primeira década do século XX quando os primeiros aviões revelavam uma perda de potência quando alcançavam determinadas altitudes em função da menor densidade do ar. Neste âmbito, o engenheiro A. Büchi encontrou a solução, ao acoplar ao motor um engenho capaz de lhe insuflar ar a uma pressão superior à atmosférica e que evitasse a perda de potência. Estavam criadas as condições para a criação para o primeiro turbo - compressor que o tempo acabou por aperfeiçoar. Apesar do êxito da sua aplicação, os motores turbo só seriam aplicados aos automóveis na década de 1960 e de uma forma particular aos camiões de transporte. Na década de 1970, as experiências desenvolvidas pelo engenheiro francês Auguste Rateau tiveram algum sucesso, permitindo a aplicação dos turbocompressores aos motores de explosão, o que permitiu um ganho de um número significativo de cavalos para a época. Em França tais conhecimentos foram determinantes para que a novidade fosse encaminhada para o mundo da competição, a Renault não perdeu tempo e o motor Renault Gordini que equipava os Alpines na categoria de Sport Protótipos foram o primeiro banco de ensaio. O chassis A-442, foi a base para a aplicação de um turbocompressor com uma potência base de 350 cavalos às 11.000 rpm e que se estreou na Fórmula 1 em Junho de 1977. Esta primeira aplicação do motor turbo era um KKK com uma válvula de descarga calibrada a 1.40 bar. O seu desenvolvimento permitiu uma maior potência e fiabilidade, que se tornou evidente a partir dos anos oitenta, quando os monolugares de F1, chegava ma atingir os 540 Cv às 7500 rpm. Mas a história dos motores Turbo na F1 inicia-se no GP da Grã-Bretenha de 1977, quando a Renault voltou aos GPs, setenta anos depois (71), e causou o maior impacto entre a concorrência com o seu RS01 que iria mostrar o caminho aos outros construtores nomeadamente à BMW e à Ferrari. Porém só em 1993, um motor Turbo venceu o mundial, foi o BMW. Em 1984-1985, o domínio nos circuitos de Grandes Prémios passou para a TAG Porsche, mas de 86 a 88, pela primeira vez a tecnologia nipónica sobreponha-se aos motores “made in Europa” era o tempo da Honda cujo reinado durou até 1992, mas a Renault finalmente se revelava competitiva o motor aspirado V10 que impõs na F1 até 1996, 95 vitórias e 135 poles e 5 poles, marca o score de um construtor em que a História dos Turbo e a sua história com marca ganhadora. Mas a era dos 3 Litros tinha entrado em vigor já em 1995 …. Nos rallys o R5 Turbo, marcou o ponto de partida e a sua primeira vitória ocorreu no Monte Carlo de 1981 (ver no Blog a sua biografi)… mas seria com um Mitsubhish Lancer Turbo que a marca japonesa que obteria o seu primeiro pódio nos 1000 Lagos com Penty Arikkala, mas seria os Grupo B como o Lancia Delta S4, o Peugeot 205 Turbo 16 ou o Audi Spor Quattro, que o motor turbo, nos rallys atingia o rubro, com estes “monstros” a fazerem tempos imagináveis na terra, na gravilha e no asfalto, ou mesmo em circuitos que lhes permitiria um lugar nas primeiras filas de um Grand Prix, uma época de ouro do automobilismo mundial , banida em nome da segurança.