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quinta-feira, setembro 08, 2011

Monza a catedral do desporto automóvel....?



Monza, juntamente com o Mónaco e Spa, é um dos Grandes Prémios, clássicos da F1, construído em 1922, a primeira corrida ocorreu em 3 de Setembro num dia chuvoso, ganho pelo Fiat de Pietro Giordino. Dois dias depois, Biordino vencia em Monza o 1ºGP da Itália. Na Idade de Ouro do desporto automóvel, nos anos trinta grandes pilotos como Louis Chiron, Tazio Nuvolari, Fagioli, Caraciola, Stuck e Rosemeyer foram coroados na chamada catedral do desporto automóvel. Em 1948, Monza foi objecto de obras, uma vez que durante a 2ªGuerra Mundial a pista foi danificada pela passagem de carros de combate e já no fim da guerra, 1946-1947, funcionou como parque de estacionamento de veículos militares. As corridas voltariam a Monza no novo campeonato do Mundo de Fórmula 1 quando a 3 de Setembro de 1950, Nino Farina vencia a corrida e o campeonato com a Alfa Romeo 158. Ao longo da sua história vencer em Monza era algo de muito especial e foram cerca de dezoito, os campeões de mundo que venceram a prova italiana: Giuseppe Farina/Alfa Romeo 158 (1950) Alberto Ascari/Ferrari 375 (1951) e Ferrari 500/F2 (1952); Juan Manuel Fangio/Maserati A6 GCM (1956), Mercedes-Benz W-196 (1954 e 1955); Phill Hill/Ferrari Dino 246 (1960/1961); Jim Clark /Lotus 25/Climax (1963); John Surtees/Ferrari 158 (1964) e Honda RA-273 (1967); Jackie Setwart/BRM P -261 (1965) e Matra MS 80/Ford (1969) ; Denny Hulme/Mclaren M-7A/Ford (1968); Emerson Fitipaldi/Lotus 72D (1972); Mario Andretti/Lotus 78/Ford (1977); Niki Lauda/Brabham BT46-Alfa Romeo (1978); Nelson Piquet/Brabham (1980 e 1983 ) Wiliams (1986) e (1987) Alan Prost/Renault (1981)Mclarem (1985)e (1989) Ayrton Senna/Mclaren MP4-5 (1990) e Mclaren MP4-7(1992); Danon Hill/ Wiliams FW 15 (1993) e Wiliams FW16 (1994); Michael Schumacher/Ferrari F310 (1996) Ferrari F300 (1998) (2000) Ferrari 2003 -GA (2003) Ferrari 246 F1 (2006) ; Sebastien Vettel/Toro Rosso (2008); Fernando Alonso / Ferrari F300 (1998) e Ferrari (2000). Mas vencer em Monza, era algo que sempre desejaram os pilotos e marcas italianas, tais vitórias acabaram por contribuir para que a prova italiana mesmo quando terminada seja invadida pelos adeptos da F1 numa festa colectiva muito especial quando os vencedores representam a bandeira transalpina. A nível de pilotos apenas quatro GPs foram ganhos por italianos: Giuseppe Farina/Alfa Romeo 158 (1950); Alberto Ascari /Ferrari 375) (1951); Alberto Ascari/(Ferrari 500/F2 (1952) e Ludovico Scarfotti / Ferrari 312/66 (1966).Por construtores, contam-se 22 vitórias: a Ferrari venceu nas seguintes edições (1951, 1952, 1960, 1961, 1964,1966, 1970, 1975, 1979, 1988, 1994, 1996, 1998, 2000, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2010). A Maserati em 1953 e 1956 e Alfa Romeo em 1950. A edição de 1960, ficou na História da F1, pelo facto do pódio ser constituído por uma tripla da Ferrari com os Dino 246 (1ºPhill Hill, Richie Ghinter e 3ºWilly Mairesse. Mas se a “febre da velocidade” animou seis décadas do rápido circuito italiano, a tragédia pairou várias de vezes, assim na era do Mundial de F1, Monza ceifou a vida de vários pilotos de F1 : o primeiro na tarde de 26 de Maio de 1959, de forma imprudente, quando Alberto Ascari na hora do almoço num Ferrari 750 de Sport, despistando-se sem testemunhos, numa recta onde hoje está a variante Ascari. Em 10 de Setembro de 1961, a primeira grande tragédia em pleno Grande Prémio, quando o Ferrari do Conde Wofgang Von Trips, na segunda volta, na entrada da Parabólica não foi capaz de evitar o toque com uma das rodas traseiras de Jim Clark, não conseguindo evitar alguns piões, batendo fortemente nas redes de protecção, perdendo a vida assim como onze espectadores que se encontravam na referida zona da pista. O germânico tinha feito a pole e liderava o mundial. Jochen Rindt que liderava confortavelmente o mundial, perdia a vida de forma inglória a 5 de Stembro de 1970, quando o Lotus despistou-se à entrada da Parabólica durante os treinos. O austríaco tornar-se-ia, no primeiro campeão de F1 a título póstumo. Em consequência de um acidente nos 1000 Km de Monza em 26 de Maio de 1974, o plioto da Brabham de F1, Sílvio Moser falecia no hospital vitima de um acidente como consequência de esquecimento imperdoável, após a paragem na boxe e de regresso à pista, não apertou o cinto de segurança. Finalmente e de forma pouco comum, em 11 de Setembro de 1978, Ronnie Peterson que tinha vencido em 1973 e 1974 com o (Lotus 72D/Ford) e 1976 (March 761/Ford). O rápido e espectacular piloto sueco, foi uma das várias vítimas de uma carambola logo à partida, sofreu algumas queimaduras e tinha apenas diversas fracturas nas pernas, mas seria vítima de uma embolia óssea como resultado de uma má assistência médica. Estes acidentes e outros contribuíram para algumas mudanças significativas da pista, conhecendo-se várias versões ao longo da sua história. Em 1931 a primeira alteração, a pista inicial foi reduzida para 6.861 Km, tendo sido eliminadas a Parabólica e a Grande Curva Norte, mas os acidentes mortais dos pilotos de GP dos 20 e 30, Mario Borzacchini, Giuseppe Campari e Louis Czaykowski, leva aos organizadores a abonar definitivamente esta versão. Entre 1955 e 1958, Monza voltou a introduzir um anel de velocidade com curvas sobrelevadas tal como existiu na versão inicial de 1922. Onde se realizaram as 500 milhas de Monza em que se confrontaram os pilotos da F1 e da Indy. Em 1959 paralelamente, à pista estradal, foi definitivamente, reduzida para 5.570Kma, através da construção de uma nova curva de leve inclinação transversal, no interior da grande Curva Sul do anel de velocidade. O acidente de Von Trips provocou uma série de modificações e de melhoramentos com vista à segurança e protecção de pilotos e espectadores. Com o aumento da velocidade introduziram-se as primeiras chicanes nos anos de 1971 e 1972 nos pontos críticos do circuito preocupação esta que continua nos dias de hoje. Por último de referir o alargamento da pista em 1978 como consequência do acidente trágico de Ronnie Peterson. Hoje, o Autódromo Nacional de Monza, é a única pista de alta velocidade que nos resta, com cerca de 5.793 Km e que será corrida no próximo domingo, em cerca de 53 voltas, na qual se destacam a curva” Lesmo”, em outras eras conhecida como a curva da morte, mas sobretudo a variante “Ascari”, onde os actuais pilotos de F1 são obrigados a uma forte e racional travagem após atingirem a velocidade de 332 Km/h onde quase esgota-se a 7ªvelocidade. A curva “Parabólica” é outro ponto crítico onde os F1 têm de reduzir da 7ª velocidade (335 Km/h) para a 4ªVelocidade (215Km/h). Assim resta-nos esperar pelo 11 de Setembro de 2011, onde Sebastien Vettel é o principal favorito entre os quatro pilotos do actual plantel de F1 que ganharam em Monza nos últimos anos: Fernando Alonso, Ruben Barrichello e Michael Schumacher.

Chris Amon (Matra Simca) e Jack Ickx (Ferrari) na 1ª linha (in  R.Schlegelmich ,1972,p,43).

Michael Schumacher um dos "principes de Monza" 


A Ferrari mais que uma Nação (Monza 2000).

Monza (1975) - Todos lugares são vitais para acompanhar a Fórmula 1 
( in R.Sclegelminch, Fans, p. 383)

terça-feira, março 22, 2011

Palmarés do Rally de Portugal


Markku Allen um piloto venerado em Portugal pelas suas vitórias

 Miki Biasion impôs o Integrale na época dos Grupo A 


Sebastien Loeb o primeiro vencedor no regresso de Portugal ao WRC


Recordar 2010....




A história do Rally de Portugal confunde-se com o próprio Campeonato do Mundo de Rallys, se é certo que a prova se inicia em 1967, só encontra a sua internacionalização e reconhecimento internacional em 1971 , quando passa integrar o Europeu de Rallys. Nesse percurso a denominação de Rally Internacional de TAP manteve-se desde a sua 1ª edição até 1974. Em 1975 a companhia área nacional como principal patrocinador é substituída pelo Vinho do Porto, o Rally começa a chamar-se Rally de Portugal, passando o nome dos patrocinadores a estarem associada a designação principal que se identifica com o país organizador. Em termos de traçado até 2001, o Rally desenrolava-se no norte e centro do país e terminava com a célebre ronde da noite de Sintra que levava milhares de pessoas aquela vila dos arredores da capital portuguesa. Porém e após o temporal que se abateu na edição de 2001, a prova saía do mundial, voltando de novo em 2007 com um novo itinerário que consagra o sul do País, o Algarve e as terras vizinhas do Alentejo. Estas duas realidades temporais, destaca-se desde logo, pela forma e estrutura do rally, até 2001, um rally duro, demolidor e cuja organização foi em diversos momentos ímpar chegando a ser considerado por várias vezes o melhor rally do mundo. A partir de 2009, o rally Português tem se destacado pela sua forma concentrada, com um bom piso de terra onde se anda de forma veloz e onde a organização e o comportamento do público é um ponto alto, longe dos riscos que pilotos e máquinas, que tinham que enfrentar nas décadas de 1970, 1980 e 1990, devido ao seu comportamento suicida nas famosas classificativas da Lagoa Azul, Peninha ou o chamado salto de Fafe. Desportivamente o Rally conheceu vários heróis e um deles o seu organizador e director desportivo que levou a prova portuguesa ao mais alto degrau dos rallys mndiais, César Torres. Na estrada, Markku Allen tornou-se o grande ídolo dos portugueses, mas as recordações da prova não permitem esquecer a célebre noite de Sintra em 1973 em que 4s separam Markku Allen (Fiat 131 Abarth ) e Hannu Mikkola (Ford Escort RS1800), à entrada do último troço e só um futuro acaba com a luta entre os dois finlandeses de forma ímpar ao longo do rally. A vitória majestosa de Walter Rohrl (Fiat 131 Abarth) em 1980, decidida nos 43 Km de Arganil sob um nevoeiro cerrado em que o alemão arriscou de forma destemida chegando a ganhar nessa especial, 4m 40s a Markku Allen que procurava mais uma vitória no rally português. Em 1986, a primeira vitória de um português numa prova do mundial de rallys, Joaquim Moutinho chegava ao triunfo em circunstâncias dramáticas, Joaquim Santos em Ford RS200 despistava-se sobre a multidão na classificativa da Lagoa Azul e, alguns minutos antes Timo Salomen (Peugeot 205 Turbo16) dera um toque num operador de câmara. As equipas oficiais abandonavam a prova e era o pronuncio do fim dos Grupo B que face às centenas de cavalos e ao desaparecimento por acidente mortal de pilotos top como Atílio Bettega e Henri Toivonen e aos múltiplos acidentes, os Grupo B eram banidos dos rallys da FIA. Massimo Biasion, Carlos Sainz, Colin McRae, Tommy Makkinen e Sebastien Loeb, eram as novas vedetas ….e no caso do francês é sem dúvida um dos favoritos para a edição de 2011, tal como Sebastian Ogier ou Jari Mati Latvava, que são sem dúvida os jovens lobos da nova geração, numa prova em que será um tira teimas, entre a Ford e a Citroen, que venceram as duas provas iniciais do campeonato e que têm num rally neutro a possibilidade de mostrar quem está à frente.
Palmarés da prova no WRC:
1973 - Jean Luc Therier /J.Jaubert – Alpine Renault 1800S
1974 - Rafaello Pinto /A.Bernacchini/Fiat 124 Abarth
1975 -Markku Allen/I.Kivamaki / Fiat 124 Abarth
1976 - Sandro Munari/S.Maiga/Lancia Stratos HF
1977 - Markku Allen /I.Kivamaki /Fiat 131 Abarth
1978 - Markku allen/I.Kivamaki/Fiat 131 Abarth
1979-– Hannu Mikkola /A.Hertz /Ford Escort RS1800
1980 - Walther Rohrl/ C.Geisdorfer/Fiat 131 Abarth
1981 - Markku Allen /I.Kivamaki/Fiat 131 Abarth
1982 - Michele Mouton /F.Pons/Audi Quattro S1
1983 - Hannu Mikkola /A.Hertz/Audi Quattro S2
1984 - Hannu Mikkola/A.Hetz/ Audi Quattro S2
1985 - Timo Salomen/S.Harjanne/Peugeot 205 Turbo16
1986 - Joaquim Moutinho/E.Fortes/Renault R5 Turbo
1987 - Markku Allen /I .Kivamaki /Lancia Delta 4WD
1988 - Massimo Biassion /C.Cassina/ Lancia Delta Integrale HF
1989 - Massimo Biassion/T.Siviero/ Lancia Delta Integrale HF
1990 - Massimo Biasion/T.Siviero/ Lancia Delta Integrale HF
1991 - Carlos Sainz/L.Moya/ Toyota Celica GT4
1992 - Jukka Kankkunen /J.Pironen/Lancia Delta Integrale HF
1993 - François Delecour/D.Grataloup/Ford Escort Cosworth
1994 - Jukka Kankkunen / N.Grist/Toyota Celica GT4
1995 - Carlos Sainz/ L.Moya /Subaru Impreza 555
1996 - Rui Madeira/N.Silva/Toyota Celica GT4
1997 - Tommy Makkinen/S.Harjane /Mitsubish Lancer EvoIV
1998 - Colin McRae/N.Gristy/Subaru Imprenza 555
1999 - Colin McRae/N.Gristy/Ford Focus WRC
2000 - Richard Burns/R.Raid/Subaru Imprenza WRC
2001 - Tommy Makkinen/R.Mannisenmaki/Mitsubhish Lancer Evo IV
2009 – Sebastien Loeb /D.Elena/Citroen C4 WRC
2010 – Sebastian Ogier/J.Ingrassai/Citroen C4 WRC.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

A poucas horas do início do WRC 2011....

1974 - Stig Blomqvist levou a vitória várias versões da SAAB

1991 - Keneth Eriksson  o último piloto sueco de fábrica a vencer em casa.

1993 -Marcus Gronholm um dos grandes especialistas da prova sueca

1997 - Tommi Makkinen - um dos finlandeses com maior sucesso na Suécia



A menos de 24 horas do início do WRC de 2010 , reina a confiança nas equipas oficiais da Ford e da Citroen, numa época em que as duas marcas deverão lutar directamente pelos títulos de pilotos e marcas. A grande dúvida que se formula é se os carros privados estarão mais perto dos carros de fábrica, se Sebasien Loeb voltará a ganhar ou se Jari Mari Latvava surpreenderá os homens do DS3 numa prova em que os pilotos suecos uma vez mais estarão fora da corrida pela vitorio. Mas na História do Mundial de Rallys ( actual WRC), o domínio sueco foi indiscutível durante toda a década de 1970 e a primeira vitória de um piloto não sueco, mas ainda um nórdico o finlandês, Hannu Mikkola em 1981 numa época em que a Audi Sport dominava os rallys do mundial. De facto Stig Blomqvist, Bjorn WAldegaard e Per Eklund, dominaram de forma irrepreensível toda a década, não só vencendo como dominando os lugares do pódio, nesse contexto ficam para a história as inesquecíveis vitórias de Stig Blomqvist com o Saab 96V ou com o 99EMS. Timo Salomen seria o primeiro vencedor da época dos Grupo A em 1988 com um Mazda 323 4WD mantendo-se o domínio nórdico, com uma segunda geração de pilotos suecos a triunfar em casa entre eles Mats Joasson e Thomas Radstrom , que não fariam uma carreira internacional e Keneth Eriksson, o último piloto sueco que andou ao mais alto nível. No novo milénio, os pilotos suecos deixaram de lutar pela vitória, mas os finlandeses continuaram a impor o domínio nórdico que só seria interrompido por um piloto não nórdico, o campeonsíssimo Sebastien Loeb, que apesar de tudo jamais se afirmou como um especialista da prova sueca ao contrário de outras campeões do WRC como Tommi Makkinen ou Marcus Gronholm.

Palmarés do Rally da Suécia

1973 - Stig Blomqvist/Arne Hertz/Saab 96V4
1975 - Bjorn Waldeggard/Hans Thorszelius/ Lancia Stratos HF
1976- Per Eklund/Bjorn Cederberg/Saab 96V4
1977-Stig Blomqvist/ Hans Sylan/Saab 99 EMS
1978- Bjorn Waldeggard/Hans Thorszelius/ Ford Escort RS1800
1979- Stig Blomqvist/Bjorn CederBerg/Saab 99 Turbo
1980- Anders Kuhllang /Opel Ascona 400
1981-Hannu Mikkola/Arne Hertz/Audi Quattro
1982-Stig Blomqvist/Bjorn Cederberg/Audi Quattro
1983- Hannu Mikkola/Arne Hertz/Audi Quattro
1984-Stig Blomqvist/Bjorn Cedeberg/Audi Quattro
1985 –Ary Vatanen/Terry Harryman/Peugeot 205 Turbo 16
1986- Jukka Kankkunen/Juha Pironen/Peugeot 205 Turbo 16
1987-Timo Salomen / Seppo Harjanne/Mazda 323 4WD
1988-Markku Allen/ Ikka Kivimaki/Lancia Delta HF 4WD
1989-Ingvar Carlsson/ P.Carlsson/Mazda 323 4WD
1991- Keneth Eriksson/ S.Parmander/Mitsubhishi Galant VR4
1992 – Mats Joasson /L.Backman/ Toyota Celica GT4
1993- Mats Joasson/ Lars Backman/Toyota Celica GT4
1994- Thomas Radstrom/Lars Backman/Toyota Celica Turbo 4WD
1995-Keneth Eriksson/Saffan Parmander/Mitsubishi Lancer Evo. II
1996-Tommi Makkinen/Seppo Harjanne/Mitsubishi Lancer EVo III
1997-Keneth Eriksson/Saffin Parmander/Subaru Imprenza WRC
1998-Tommi Makkinen/R. Mannisenmaki/Mitsubishi L. Evolución
1999-Tommi Makkinen/R. Mannisenmaki/Mitsubishi L. Evolución
2000-Marcus Gronholm/Timo Rauitiainen/Peugeot 206 WRC
2001-Harri Rovompera/Risto Pietilainen/Peugeot 206 WRC
2002-Marcus Gronholm/Timo Rautiainen/Peugeot 206 WRC
2003-Marcus Gronholm/Timo Rautinen/Peugeot 206 WRC
2004- Sebastien Loeb /Daniel Elena/Citroen Xsara WRC
2005-Peter Solberg/Philips Mills/Subaru Imprenza WRC
2006-Marcus Gronholm/Timo Rautinen/Ford Focus RS WRC
2007-Marcus Gronholm/Timo Rautinen /Ford Focus WRC
2008-Jari Matti Latvava/Mikka Anttila/Ford Focus RS WRC
2010-Miko Hirvonen/Jarmo Lehtinen/Ford Focus RS WRC

domingo, janeiro 16, 2011

Monte Carlo vai para a estrada esta semana

Depois da II Guerra o Monte Carlo passou a ser um Rally propriamento dito. 


Sebstien Loeb o recordista da prova -em 2007  no ano de estreia do C4 

Miko Hirvonen o último  vencedor e o grande favorito em 2011.




O Rally de Monte Carlo começou por ser uma reunião entre operadores de turismo que se reuniam no Principiado para promoverem o país como destino turístico. As primeiras edições obedeciam a determinados critérios que pouco tinham a ver com uma prova de competição automobilística, no qual se valorizava o número de quilómetros percorridos, o estado da mecânica, o conforto e a linhas de elegância da carroçaria. A primeira edição disputou-se em 1911 e o primeiro nome na lista de vencedores do prestigiado rally seria Henry Rougier num Turcat-Mery. O rally foi interrompido nos períodos das Grandes Guerra e após a de 1914-1918, voltaria a disputar-se a partir de 1928, com novos regulamentos em que a classificação era decidida num percurso comum de regularidade [ Tratava-se de efectuar um percurso preestabelecido a uma determinada média em que cada concorrente devia mostrar as suas habilidades em diversas provas, que serviam para estabelecer uma classificação final ]. Após a 2ºGuera Mundial o Rally voltava disputar-se numa época em que os concorrentes partiam de diferentes capitais europeias e nessa edição chegaram ao secretariado do rally cerca de 1000 inscritos. No final da década de 1960 e na seguinte, a prova tornava-se numa das mais prestigiadas em pareceria com o Safari e o RAC, em função da presença das principais equipas oficiais e da dureza do seu percurso caracterizada pela trilogia: gelo, neve e frio . Mas a sua reputação internacional tornou-se uma realidade inquestionável, com o nascimento do Mundial de Rallys e só as alterações regulamentares das provas do WRC , que tornaram os rallys quase de sprint afastaram esta prova do calendário do Mundial do Rallys sendo hoje uma das principais do IRC que segue dentro dias para a estrada.

Palmarés da prova no Mundial de Rallys.

1973-Jean Clude Andruet/Biche – Alpine Renault 1800s; 1975,1976/1977 - Sandro Munari/Mario Mannucci - Lancia Stratos HF; 1978- Jean Pierre Nicolas/Vicent Laverne -Porsche 911SC; 1979 – Bernard Darniche/Alain Make /Lancia Stratos HF; 1980, 1982, 1983, 1984 –Walter Rohrl/Cristian Geistdorfier/ Fiat 131 Abarth (1980); Opel Ascona 400 (1982); Lancia Rally 037 (1983) e Audi Quattro (1984);1985-Ary Vatanen/Terry Harryman/Peugeot 205 Turbo16; 1986 – Henri Toivonen/Sergio Cresto/Lancia Delta S4; 1987 – Miki Biasion/Tiziano Siviero/Lancia Delta 4WD; 1988- Bruno Saby/J.F.Fauchille/Lancia Delta S4; 1989 –Miki Biasion/ Tiziano Siviero/Lancia Integrale HF; 1990 – Didier Auriol/Bernard Occelli/Lancia Delta Integrale HF; 1991- Carlos Sainz/Luis Moya/ Toyota Celica GT4; 1992/1993 – Didier Auriol/ Bernard Ocelli/Lancia HF Integrale (1992) e Toyota Celica GT (1993); 1994 – Francois Delecour/Daniel Grataloup/Ford Escort Cosworth RS; 1995 –Carlos Sainz/Luiz Moya/Subaru Imprenza 555; 1996-Pactrick Bernardini/Bernard Ocelli/Ford Escort RS Cosworth; 1997 – Piero Liatti/Fabrizia Pons/Subaru Impreza WRC; 1998-Carlos Ainz /Luis Moya/Toyota Celica WRC; 1999/2000/2001/2002/Tommy Makkinen/Risto Mannisenmaki/Mitsubhish Lancer Evolucion e Subaru Impreza WRC (2002). 2006 –Marcus Gronholm/Timo Rautiainen /Ford Focus WRC ; 2003 2004/2005/2007,2008 e 2009 – Sebastien Loeb/Daniel Elena / Citroen Xsara WRC e Citroen C4 (2007 e 2008);





quarta-feira, dezembro 29, 2010

Entre a Lenda e o Sonho...o Dakar 2011 aproxima-se do seu início.



A realização do já mítico Dakar nasceu de uma promessa de Thierry Sabine, quando participava no Rally Abidjan - Nice e a sua moto foi obrigada a parar a meio do percurso das escaldantes e perigosas areias do Teneré, conhecido por todos os que o desafiaram como um dos percursos mais demolidores e perigosas quando o Dakar se realizava em África. Reza a lenda que após três dias sem gasolina, sem água e sem capacidade alimentar, Sabine chegou a pensar no suicídio e pedindo a ajuda a Nossa Senhora de Fátima, arrancou do pescoço a medalha da Virgem atirando-a ao céu e onde a mesma caísse, ficaria a espera do socorro ou da morte. Nesse período de meditação, Thierry Sabine prometeu que se salvasse promoveria uma grande competição jamais vista nos desertos africanos. A sorte que acompanha os audazes, chegaria por via aérea, quando um avião de reconhecimento lhe lançou por Pára-quedas as condições que lhe permitiu sobreviver a água e alimentos. A 26 sde Dezembro de 1978, a promessa ou o sonho tinha início em Paris com a partida de 170 equipas, que percorreram 10.000 Km através da Argélia, Mali, Alto Volta e Senegal. O sonho concretizara-se mas o deserto acabaria por o sepultar em 1986 quando o helicóptero em que seguia no controlo das operação do Dakar bateu numa duna, em plena tempestade de areia. Mas a grande aventura tornou-se imortal, as grandes marcas como a Porsche, Peugeot, Mitsubishi, Citroen e a Wolswagen contribuíram para a sua imortalização, apenas interrompida por razões exteriores à organização face à instabilidade política e militar das regiões que a caravana do Dakar atravessava. O Dakar sul americano, iniciava-se em 2009 e o regresso a África para 2012 começa a ser motivo de reflexão pela A.S.O., face ao saudosismo dos adeptos do Dakar africano. Em 2010, Carlos Sainz (W) nos automóveis e Cyril Després (KTM) chegaram à vitória e partem como os grandes favoritos para 2011, os outros vencedores da grande maratona, foram

1979 Guenestier-Teribaut-Lemordant, Cmf (Range Rover)
1980 Freddy Kottulinski-Luffelman, Sue (Volkswagen)
1981 René Metge-Giroux, Fra (Range Rover)
1982 Claude Marreau-Bernard Marreau, Fra (Renault)
1983 Jacky Ickx-Claude Brasseur, Bel-Fra (Mercedes)
1984 René Metge-Dominique Lemoyne, Fra (Porsche)
1985 Patrick Zaniroli-Jean Da Silva, Fra (Mitsubishi)
1986 René Metge-Dominique Lemoyne, Fra (Porsche)
1987 Ari Vatanen-Giroux, Fin-Fra (Peugeot)
1988 Juha Kankkunen-Juha Piironen, Fin (Peugeot)
1989 Ari Vatanen-Bruno Berglund, Fin-Sue (Peugeot)
1990 Ari Vatanen-Bruno Berglund, Fin-Sue (Peugeot)
1991 Ari Vatanen-Bruno Berglund, Fin-Sue (Citroen)
1992 Hubert Auriol-Philippe Monnet, Fra (Mitsubishi)
1993 Bruno Saby-Dominique Serieys, Fra (Mitsubishi)
1994 Pierre Lartigue-Michel Perin, Fra (Citroen)
1995 Pierre Lartigue-Michel Perin, Fra (Citroen)
1996 Pierre Lartigue-Michel Perin, Fra (Citroen)
1997 Kenjiro Shinozuka-Henry Magne, Jap-Fra (Mitsubishi)
1998 Jean Pierre Fontenay-Gilles Piccard, Fra (Mitsubishi)
1999 Jean Louis Schlesser-Philippe Monnet, Fra (Schlesser-BMW)
2000 Jean Louis Schlesser-Henri Magne, Fra (Schlesser-BMW)
2001 Jutta Kleinschmidt-Andreas Schulz, Ale (Mitsubishi)
2002 Hiroshi Masuoka-Pascal Maimom, Jap-Fra (Mitsubishi)
2003 Hiroshi Masuoka-Andreas Schultz, Jap-Ale (Mitsubishi)
2004 Stephane Peterhansel-Jean Paul Cottret, Fra (Mitsubishi)
2005 Stephane Peterhansel-Jean Paul Cottret, Fra (Mitsubishi)
2006 Luc Alphand-Gilles Picard, Fra (Mitsubishi)
2007 Stephane Peterhansel-Jean Paul Cottret, Fra (Mitsubishi)
2008 (cancelado)
2009 Giniel de Villiers-Dirk Von Zitzewitz, AfS-Ale (Volkswagen)

MOTOS

1979 Cyril Neveu, Fra (Yamaha)
1980 Cyril Neveu, Fra (Yamaha)
1981 Hubert Auriol, Fra (BMW)
1982 Cyril Neveu, Fra (Honda)
1983 Hubert Auriol, Fra (BMW)
1984 Gaston Rahier, Bel (BMW)
1985 Gaston Rahier, Bel (BMW)
1986 Cyril Neveu, Fra (Honda)
1987 Cyril Neveu, Fra (Honda)
1988 Edi Orioli, Ita (Honda)
1989 Gilles Lalay, Fra (Honda)
1990 Edi Orioli, Ita (Cagiva)
1991 Stephane Peterhansel, Fra (Yamaha)
1992 Stephane Peterhansel, Fra (Yamaha)
1993 Stephane Peterhansel, Fra (Yamaha)
1994 Edi Orioli, Ita (Cagiva)
1995 Stephane Peterhansel, Fra (Yamaha)
1996 Edi Orioli, Ita (Yamaha)
1997 Stephane Peterhansel, Fra (Yamaha)
1998 Stephane Peterhansel, Fra (Yamaha)
1999 Richard Sainct, Fra (BMW)
2000 Richard Sainct, Fra (BMW)
2001 Fabrizio Meoni, Ita (KTM)
2002 Fabrizio Meoni, Ita (KTM)
2003 Richard Sainct, Fra (KTM)
2004 Joan Roma, Esp (KTM)
2005 Cyril Despres, Fra (KTM)
2006 Marc Coma, Esp (KTM)
2007 Cyril Despres, Fra (KTM)
2008 (cancelado)
2009 Marc Coma, Esp (KTM)

quinta-feira, dezembro 23, 2010

O Targa Florio - A última das clássicas ....notas históricas


O primeiro vencedor da História...do Targa Florio.
    Os acidentes uma constante ao longo da sua história.
Stirling Moss/Tony Brooks a primeira vitória de uma dupla de pilotos de referência da Fórmula 1

                                 A Porsche em múltiplas versões fazem parte da história do Targa Floria 
                       Vacarella/Scarfotti a dupla da Ferrari fez história na edição de 1867 
Vacarella e o Alfa 33, a piloto e a marca que dominaram as últimas edições da clássica italiana

A Gulf recorda a histórica prova italiana

O Targa Florio foi durante três quartos do século XX, uma das clássicas do automobilismo Mundial e a uma das provas de estrada aberta que mais tempo resistiu à modernidade técnica e aerodinâmica, que acabou com este tipo de maratonas em estrada aberta a partir de meados do século. O Targa Florio, nasceu em 1906 da vontade sonhadora de Vicenzo Florio, um destinto herdeiro de uma família afortunada de Palermo, que desde finais do séc. XVII se afirmava no comércio internacional de vinhos antes de se dedicar à construção e comércio de barcos. Vicenzo, desde cedo apaixonou-se pelos motores, tendo feito parte da geração de históricos do automobilismo italiano. Não foi por acaso que tomaria parte na primeira prova disputada em Itália, o Circuito delle Madonnie, no seu Mercedes que lhe garantia a 9º posição da geral. O mesmo circuito, seria motivo de inspiração para o jovem Vicenzo Fiori, que gizava um novo traçado, com cerca de 148 Km, a serem percorridos em três voltas, com as dificuldades determinadas pelo tortuoso e perigoso traçado, que chegava a atingir uma altitude de 634 metros acima do nível do mar. Ao longo da sua história, a prova foi marcada pelas grandes marcas como a Bugatti, Mercedes, Pe0ugeot, Ferrari, Lancia, Porsche e Alfa Romeo, que fizeram a história do Targa Florio e ao mesmo tempo cobriram as suas marcas com honra, glória e prestigio, numa prova que ultrapassava o quotidiano das populações, com os bólides a atingirem velocidades mais adequadas a provas de circuito fechado, de tal forma que em 1978 terminava oficialmente a realização do Targa Flória como prova oficialmente reconhecida pelo calendário internacional de provas desportivas pela FIA. A prova, chegou a denominar-se Giro da Sicília mas o momento mais importante e glorioso da sua história ocorreu em 1955 quando o Targa Floria passa a pontuar para o Mundial de Marcas, tornando-se dessa forma um acontecimento anual a que marcava presença os mrlhores pilotos italianos do m,omento a qual se juntavam, algumas vedetas, da F1, dos Rallys e dos Sport Protótipos…enfim uma época de ouro das corridas em solo italiano.     

quinta-feira, agosto 05, 2010

Rally Vinho da Madeira - Um clássico dos rallys nacionais


    Kris Meeke é o primeiro líder e confessou que Bruno Magalhães é o seu adversário



   Bruno Magalhães à procura da primeira vitória.....?Na Madeira....



   Bernardo Sousa têm uma oportunidade única de demonstrar  o resultado da sua rodagem ao mais alto nível em 2009


   Américo Nunes e a "Bomba Verde" quase imbatível na Madeira



Andrea Aghini o piloto de fábrica da Lancia com maior sucesso na Madeia
.



Na estrada está já o Rally Vinho da Madeira que hoje animou a marginal madeirense a Avenida do Mar, onde decorreu a 1SS e que não foi mais do que um desfile das máquinas que desde a manhã de sexta-feira, vão animar as florestais madeirenses. A exemplo, do que tinha acontecido no Rally dos Açores os Peugeot 207S2000 dominaram a especial e 0.3s , foi a diferencia mínima entre Kris Meeke e Bruno Magalhães, que teoricamente são os grandes favoritos apesar da Skoda Motorsport, estar na Madeira para ganhar, Jan Kopecky (3º a 0.7s), voltou a surpreender ao bater o seu colega e líder do IRC Juho Haninen. O madeirense Bernardo Sousa e actual líder do Nacional de Rallys foi apenas 7º mas é a grande esperança do público madeirense em ver um local no pódio ou mesmo vencer o rally. O Rally da Madeira, inicialmente chamada de Volta à Ilha da Madeira, iniciou-se em 1959 e é hoje uma das clássicas dos rallys portugueses, durante várias edições foi praticamente dominada pelos pilotos nacionais, mas em 1965 seria ganha pela primeira vez por um madeirense Zeca Cunha e que se tornou durante algum tempo um mítico para os amantes do automóvel regional. Dez anos mais tarde Janica Clemente num Ford Escort BDA voltava a dar a vitória a um local depois de uma luta com António Borges, ex-campeão Nacional de Rallys e 5º Campeonato da Europa de 1974. Mas, entre 1968-1977, um dos pilotos nacionais de referência Américo Nunes venceria a prova, 1968 /1969 e 1970. E num regresso esporádico à Madeira em 1977 voltava a ganhar, no palmarés do rally madeirense o homem da bomba verde, a cor do seu 911S seria ainda 2º em 1971 e 1972. Em 1978, a prova é observada pela FIA e a famosa equipa Ary Vatanen /Henry Lindon /Ford Escort RS1800, são os vencedores incontestados. Em 1979 o Rally passa a contar para o campeonato da Europa e inicia-se o domínio transalpino na prova insular, com os vários modelos de carros do grupo FIAT, os Stratos HF, Rally 037, os 131 Abarth e com as várias versões do Delta. Tal como a maioria dos pilotos de fábrica do grupo,, Adartico Vudafieri, Tony, Massimo Biasion, Dario Cerrato, Piero Liatti e Andrea Aghini (1992/1994/1998 e 2002), escreveram o seu nome na galeria dos vencedores. Após a entrada do Europeu de Rallys, apenas três pilotos nacionais chegaram à vitória, o local Victor Sá (Peugeot 306 Maxi Kit Ca, Miguel Campos (Peugeot 207WRC) e Adrulízio Lopes (Peugeot 207WRC). Por último resta acrescentar que hoje a Madeira tem o melhor parque automóvel dos rallys nacionais, uma vez que hoje os madeirenses já não tutilizam os chassis já desgastados nos campeonatos nacionais como era norma há três gerações. 

sexta-feira, junho 11, 2010

Palmarés das 24 horas de Le Mans



Tom Kristensen, o recordista de Le Mans com oito vitórias absolutas 

Jack Ikxc o senhor Le Mans
A Audi tem sido a grande ganhador do século XXI


 A Porsche dominou quase toda a década de 1980 ( com oito vitórias) nas 24 Horas

Henri Pescarollo e a Matra dominaram no início da década de 1970

A equipa norte americana do GT40,Dan  Gurney e A.J.Foyt foram os mais rápidos de sempre em Le Mans



A corrida mais longa do “mundo da competição automóvel”, as 24 horas de Le Mans, iniciou-se em 1923, não contado para qualquer campeonato até 1953, altura em que a maratona francesa passa a contar para o então Campeonato do Mundo de Sport. Durante vinte anos, Le Mans afirmou-se como a prova rainha do Mundial de Protótipos, mas entre 1975 e 1979, voltava a ter um carácter independente, voltando ao Mundial de Sport Protótipos entre 1980-1988 e ganhando a sua independência total a partir de 1982. Ao longo de oitenta e sete anos, foram muitos os momentos altos da maratona francesa e dos seus ídolos, os marcos da prova. Por marcas a Porsche consagrou-se dezasseis vezes, sendo a primeira vitória obtida em 1970, seguido da Ferrari em nove provas (entre 1945-1969) e a Jaguar soma sete, cinco na década de 50 e as restantes em 1988-1990. Os marcos da prova fazem a sua história como a vitória da Renault em 1978 ou o domínio dos Porsche 956 e 962, que entre 1980 e 1988, totalizaram sete vitórias seguidas. A edição de 1967, seria a mais rápida de sempre com o domínio do Ford GT40 tripulado por Dan Gurney e A.Foyt, que percorreu 5232 Km à média de 218 Km. Mas em 1992, Yannick Dalmas, no Porsche Dauer, realizou 4000 Km à média de 168 Km. Os grandes pilotos que tornaram Le Mans numa prova mítica, foram sem dúvida Tom Kristensen com oito vitórias absolutas seguido de Jack Ickx que venceu por seis vezes, entre 1969 e 1982, Derek Bell, cinco vitórias entre 1977 e 1987. Ou ainda, Yannick Dalmas, Henri Pescarolo, Olivier Gendebieno ou Tom Kristensen que obtiveram cada um deles, quatro vitória.



Vencedores em Le Mans:



1923 - André Lagache / René Leonard - (Chenard & Walcker Sport)
1924 - John Duff / Frank Clement - (Bentley Sport 3.0)
1925 - Gérard de Courcelles / André Rossignol - (Lorraine-Dietrich B3-6)
1926 - Robert Bloch / André Rossignol - (Lorraine-Dietrich B3-6)
1927 - John Benjafield / Sammy Davis - (Bentley Sport 3.0)
1928 - Woolf Barnato / Bernard Rubin - (Bentley Sport 4.4)
1929 - Woolf Barnato / Tim Birkin - (Bentley Speed Six 6.6)
1930 - Woolf Barnato / Glen Kidston - (Bentley Speed Six 6.6)
1931 - Earl Howe / Tim Birkin - - (Alfa Romeo 8C)
1932 - Raymond Sommer / Luigi Chinetti - (Alfa Romeo 8C)
1933 - Raymond Sommer / Tazio Nuvolari - (Alfa Romeo 8C)
1934 - Luigi Chinetti / Philippe Étancelin - (Alfa Romeo 8C)
1935 - John Hindmarsh / Luis Fontes - (Lagonda Rapide )
1936 : a competição foi anulada devido às greves que reinavam em França, nomeadamente na indústria automobilística.
1937 - Jean-Pierre Wimille / Robert Benoist - (Bugatti 57g)
1938 - Eugène Chaboud / Jean Tremoulet - (Delahaye 135M)
1939 - Jean-Pierre Wimille / Pierre Veyron - (Bugatti 57c)
1940 - 1948 : não houve competição devido a Segunda Guerra Mundial e o pós-guerra.
1949 - Luigi Chinetti / Lord Seldson - (Ferrari 166 MM)
1950 - Louis Rosier / Jean-Louis Rosier - (Talbot Lago T26GS)
1951 - - Peter Walker / Peter Whitehead - (Jaguar XK120C)
1952 - Hermann Lang / Fritz Reiss - (Mercedes 300SL)
1953 - Tony Rolt / Duncan Hamilton - (Jaguar C-Type)
1954 - José Froilán González / Maurice Trintignant - (Ferrari 375)
1955 - Mike Hawthorn / Ivor Bueb - (Jaguar D-Type)
1956 - Ron Flockhart / Ninian Sanderson - (Jaguar D-Type)
1957 - Ron Flockhart / Ivor Bueb - (Ferrari 375)
1958 - Olivier Gendebien / Phil Hill - (Ferrari 250 TR)
1959 - Carroll Shelby / Roy Salvadori - (Aston Martin DBR1)
1960 - Olivier Gendebien / Paul Frère - (Ferrari TR60)
1961 - Olivier Gendebien / Phil Hill - (Ferrari TR61)
1962 - Olivier Gendebien / Phil Hill - (Ferrari 330 LM)
1963 - Ludovico Scarfiotti / Lorenzo Bandini - (Ferrari 250 P)
1964 - Jean Guichet / Nino Vaccarella - (Ferrari 275 P)
1965 - Jochen Rindt / Masten Gregory - (Ferrari 275 LM)
1966 - Bruce McLaren / Chris Amon - (Ford GT40 MK II)
1967 - Dan Gurney / A.J. Foyt - (Ford GT40 MK IV)
1968 - Pedro Rodriguez / Lucien Bianchi - (Ford GT40)
1969 - Jacky Ickx / Jackie Oliver - (Ford GT40)
1970 - Hans Herrmann / Richard Attwood - (Porsche 917K)
1971 - Helmut Marko / Gijs van Lennep - (Porsche 917)
1972 - Henri Pescarolo / Graham Hill - (Matra MS670)
1973 - Henri Pescarolo / Gérard Larrousse - (Matra MS670B)
1974 - Henri Pescarolo / Gérard Larrousse - (Matra MS670C)
1975 - Jacky Ickx / Derek Bell - (Mirage GR8)
1976 - Jacky Ickx / Gijs van Lennep - (Porsche 936)
1977 - Jacky Ickx / Hurley Haywood / Jürgen Barth - (Porsche 936)
1978 - Jean-Pierre Jaussaud / Didier Pironi - (Renault Alpine A442B)
1979 - Klaus Ludwig / Bill Whittington/ Don Whittington - (Porsche 935 K3)
1980 - Jean Rondeau / Jean-Pierre Jaussaud - (Rondeau M379B)
1981 - Jacky Ickx/ Derek Bell - (Porsche 936)
1982 - Jacky Ickx / Derek Bell - (Porsche 956)
1983 - Vern Schuppan / Al Holbert / Hurley Haywood - (Porsche 956)
1984 - Klaus Ludwig / Henri Pescarolo - (Porsche 956)
1985 - Klaus Ludwig / Paolo Barilla / John Winter - (Porsche 956)
1986 - Derek Bell / Hans-Joachim Stuck / Al Holbert - (Porsche 962C)
1987 - Derek Bell / Hans-Joachim Stuck / Al Holbert - (Porsche 962C)
1988 - Jan Lammers / Johnny Dumfries / Andy Wallace - (Jaguar XJR-9 LM)
1989 - Jochen Mass / Manuel Reuter / Stanley Dickens - (Sauber Mercedes C9)
1990 - John Nielsen / Price Cobb / Martin Brundle - (Jaguar XJR-12)
1991 - Volker Weidler / Johnny Herbert / Bertrand Gachot - (Mazda 787B)
1992 - Derek Warwick / Yannick Dalmas / Mark Blundell - (Peugeot 905)
1993 - Gary Brabham / Christophe Bouchut / Eric Hélary - (Peugeot 905)
1994 - Yannick Dalmas / Hurley Haywood / Mauro Baldi - (Porsche 962 LM)
1995 - Yannick Dalmas / JJ Lehto / Masanori Sekiya - (McLaren F1 GTR)
1996 - Manuel Reuter / Davy Jones / Alexander Wurz - (Porsche WSC-95)
1997 - Michele Alboreto / Stefan Johansson / Tom Kristensen - (Porsche WSC-95)
1998 - Laurent Aïello / Allan McNish / Stéphane Ortelli - (Porsche 911 GT1)
1999 - Pierluigi Martini / Yannick Dalmas / Joachim Winkelhock - (BMW V12 LMR)
2000 - Frank Biela / Tom Kristensen / Emanuele Pirro - (Audi R8)
2001 - Frank Biela / Tom Kristensen / Emanuele Pirro - (Audi R8)
2002 - Frank Biela / Tom Kristensen / Emanuele Pirro - (Audi R8)
2003 - Tom Kristensen / Rinaldo Capello / Guy Smith - (Bentley Speed 8)
2004 - Tom Kristensen / Rinaldo Capello / Seiji Ara - (Audi R8)
2005 - Tom Kristensen / JJ Lehto / Marco Werner - (Audi R8)
2006 - Frank Biela / Emanuele Pirro / Marco Werner (Audi R10 TDI)
2007 - Emanuele Pirro / Frank Biela / Marco Werner (Audi R10 TDI)
2008 - Tom Kristensen / Rinaldo Capello / Allan McNish (Audi R10 TDI)
2009 - Marc Géne/David Brahbam/Alex Wurz/ Peugeot 908 HI